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Saints Row poderá ser o jogo certo no momento certo

Diversão descomprometida para as massas.

Após o lançamento de Saints Row 4 em 2013, a Volition surpreendeu ao anunciar que iria voltar às raízes e reduzir a insanidade pois já estava num nível inacreditável. Em jeito de brincadeira disse mesmo que o próximo passo seria mesmo o espaço. Após 10 anos desde esse último lançamento, a companhia decidiu apostar num jogo que preserva a irreverência através da qual se tenta diferenciar do rei GTA, mas é muito mais terra-a-terra. Através de um evento especial, tivemos a oportunidade de ver mais de uma hora de novo gameplay e descobrir mais sobre este novo Saints Row.

Saints Row poderá ser um daqueles casos de jogo certo no momento certo pois, após este gameplay que vi, se a Volition jogar bem as suas cartas, poderá alcançar destaque num período muito específico desta indústria. Atualmente, o ano de 2022 está despido de grandes pesos para a segunda metade, será lançado no verão e é um jogo encaixado num dos mais populares géneros entre as massas. É para uma audiência que há 10 anos espera por um novo GTA e todas as semanas mostra a sua fome por mais ao comprar mais GTA.

Enquanto GTA se posiciona como um recreio digital em mundo aberto que tenta transmitir uma sensação de realidade, para maior imersão e envolvimento com os personagens, a série Saints Row entregou-se gradualmente mais e mais ao lado excêntrico, explosivo e obsceno destas experiências. Assume-se como uma alternativa louca ao jogo da Rockstar e do que vi até agora, este novo jogo preserva essa identidade e a revelação das principais mecânicas confirma isso. É um jogo focado na rivalidade entre gangues, com armas insanas, missões cómicas e diálogos que parecem vindos de filmes como American Pie.

Ao longo deste gameplay, tive a oportunidade de assistir a uma parte da campanha principal, missões secundárias e ainda um pouco do modo cooperativo. A ação em mundo aberto continua a diferenciar-se de GTA pela sua explosividade. Saint Row não tem qualquer problema em transitar da normalidade para a insanidade de forma instantânea. O objetivo enquanto The Boss, o nome da tua personagem que podes personalizar em grande detalhe, é reduzir a influência dos outros grupos na cidade, destruindo os seus negócios e adquirindo novo território onde vais montar novos negócios e personalizar o que é teu.

Esta estrutura narrativa desenvolve-se através da execução de missões de história, que podem ser jogadas com outro jogador, como praticamente tudo em Saints Row, com elevado nível de cuidado para tornar a experiência divertida e livre de atritos (um dos exemplos é que um jogador pode deixar que outro receba toda a XP). É um pequeno detalhe que mostra que a equipa dedicou imenso esforço em melhorar conceitos banais na indústria, mas que podem receber sempre uma melhoria. Voltando às missões, são como seria de esperar, explosivas e conquistadas com recurso a habilidades especiais e armas loucas.

Assaltar uma fábrica, principal sustento de um grupo rival, foi uma das missões que vi e nela acompanhamos outra personagem do nosso grupo. Para lá chegar existem diversas maneiras e percorrer a cidade e locais em mundo aberto é muito dinâmico. Podes até pensar que Saints Row e Just Cause tiveram um filho quando olhas para o wing suit e planas pela cidade, saltitando na cabeça de alguns peões para ganhar ímpeto e continuar a planar até locais mais distantes. Sim, até a simples travessia dos cenários é tonta, cómica, divertida e incrivelmente dinâmica. Mais uma amostra de como a Volition trabalhou para injetar adrenalina constante até nas mais básicas das tarefas.

Roubado um helicóptero, ficas pronto para despachar as defesas dos inimigos e assim que pousas o veículo, entras na fábrica e começam os tiroteios. Aqui, Saints Row permanece muito ao seu estilo, é verdade que a essência da série está aqui e isso poderá ter um lado menos favorável. O gameplay poderá deixar algumas dúvidas em termos do controlo de personagens e armas, falta de refinamento em algumas mecânicas, mas a equipa tem até agosto para solidificar as suas ideias.

Saints Row permite ativar habilidades (como resistir ao fogo, por exemplo) e usar diversas armas loucas, algo útil quando os inimigos não morrem com um tiro na cabeça, existem vários tipos de inimigos que exigem diferentes táticas. Alguns investem sobre ti e exigem uma caçadeira para mimos mais rápidos, outros escondem-se e atacam ao longe, o que pede uma sniper. Existe uma arma que cola a munição ao inimigo e o faz explodir gerando fogo de artifício, para te dar uma ideia de como Saints Row permanece tonto.

Quando falei de falta de polimento e algumas preocupações no gameplay ali atrás, escrevi isso porque senti que em termos de animações e movimentos ainda existe a sensação que podia estar melhor. Além disso, a Volition criou armas especiais e inimigos que tornam desafiante a experiência para se tornar recompensador usá-las. Isso poderá dar uma pequena sensação de esponjas de balas e espero que seja apenas impressão minha e não algo que vá fragilizar a experiência.

Do que vi, Saints Row está posicionado para se tornar num jogo divertido para as noites de verão, especialmente com a adrenalina nos movimentos, acção explosiva e incrível sensação de dinamismo em tudo o que está relacionado com o gameplay. O efeito de evolução dos teus atos através de negócios que podes criar e gerir, dão maior valor e impacto aos teus esforços, enquanto a ação tão característica de Saints Row parece continuar aqui presente. Confesso que preciso de um jogo de ação tonta e explosiva como Saints Row e a Volition poderá ter exatamente o que peço.

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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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