The Saboteur

O beijo francês.

Versão testada: PlayStation 3

Desenvolvido pela Pandemic Studios e tendo como editora a Electronic Arts, The Saboteur é um jogo em que a história mais uma vez decorre na Segunda Guerra mundial. Talvez estejam a perguntar, mais um First Person Shooter? Não, desta vez a aposta é num género completamente diferente, um jogo na terceira pessoa com muita acção, aventura e espionagem. The Saboteur, é esperado com muita expectativa, contudo nem isso salvou a Pandemic Studios (que criou algumas das séries bem conhecidas tais como Full Spectrum Warrior, Star Wars Battlefront, Mercenaries e Destroy All Humans), que vê assim os seus estúdios fecharem. Será uma saída do mundo dos videojogos com sucesso?

Em The Saboteur estamos na Segunda Guerra Mundial no ano 1940, tendo como protagonista Sean Devlin, sendo a sua personagem baseada no herói de guerra chamado William Grover-Williams. Sean é um irlandês com sotaque típico e muito malcriado, sempre com um ar de duro, embora muito inteligente na forma de se relacionar com as mulheres. É um piloto de Grand Prix que possui muitos dotes de mecânico. Simplesmente ignorava a invasão dos Nazis que cada vez mais influenciavam o quotidiano da cidade.

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É aqui que tudo começa.

Numa das corridas, Sean conhece o seu arqui-inimigo o alemão Kurt Dierker, que acaba por ganhar a corrida de forma suja. Com isso Sean e seu grande amigo prometem vingança. Devido a uma brincadeira com a pessoa errada, Jules, o seu grande amigo, acaba brutalmente morto. Tal como muitas outras histórias de acção esta também tem como tema a vingança. Sean consegue escapar e esconde-se num cabaré de nome Belle, em Paris. A nossa interacção com o jogo começa no quarto que fica mesmo na passagem do vestuário das lindas meninas que trabalham no cabaré, que entretêm os nazis apenas vestindo uma lingerie ou em topless.

Após essa excitação inicial, numa dessas noites no cabaré conhecemos Luc, um representante da “Resistência”, que seguia Sean a várias semanas, para além de um pedido de ajuda nos incentiva ainda mais a lutar o que aumenta a nossa raiva contra os Nazis. Claro que o pedido é aceite e de imediato começamos a primeira missão com Luc, que consiste em conduzir o carro de Luc até um posto de combustível alemão para roubar explosivos. Mas antes disso, Luc não contém a sua raiva por ver nazis a agredir um cidadão e Sean é obrigado a ajudar o amigo. Isso serve para nos introduzir nas lutas de corpo-a-corpo, muito parecidas com outros jogos do género. The Saboteur usa quatro tipos de movimentos de ataque, socos leves mas rápidos, socos pesados mas mais lentos, pontapés e agarrar.

Depois dessa luta, Sean ganha regalias que irá aumentar as suas habilidades, como disputa, equipamento, explosivos, mira precisa de sniper, demolições, corrida, entre outros. Recebemos também várias missões de outras personagens no desenrolar da história, como no caso de Santos, um contrabandista da “Resistência” que nos fornece todo o tipo de armas, acessórios, upgrades para as armas e melhorar o nível da “Resistência”. Para isso temos de apanhar todo o tipo de contrabando dos nazis ou destruir muitos alvos livres, como guardas nas torres, holofotes, armas anti-aéreas, postos de combustíveis, generais nazis e auto-falantes de propaganda.

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Várias corridas estão presentes no jogo.

No final somos recompensados monetariamente pelos danos infligidos nos nazis. No local onde se esconde a “Resistencia” temos um contrabandista a quem podemos comprar armas e também um mecânico com uma garagem, onde podemos escolher o nosso carro. Mas para isso temos de roubar carros e coloca-los na garagem, fazendo alargar a lista de carros disponíveis e até podemos reparar ou fazer upgrades nos carros para ficarem mais resistentes em caso de fuga dos nazis. As duas opções podem ser encontradas em vários pontos da enorme cidade, bem assinalados com os símbolos apropriados.

Na rua certos comportamentos irão chamar a atenção dos nazis e aumentar as suas suspeitas, como por exemplo: ter uma arma visível, plantar explosivos, lutas, subir edifícios, entrar em áreas restritas, chegar-se muito perto dos Nazis e das suas instalações, entre outras. Quando um Nazi repara em actos suspeitos de Sean, o medidor de suspeita começa a encher e fica amarelo. Para fazer descer o nível de suspeição, temos de parar o comportamento considerado suspeito ou afastar-nos da vista dos Nazis, assim o medidor desce e fica branco.

Quando não conseguirmos fugir, o medidor fica completamente cheio e vermelho e os Nazis tentam soar o alarme através de um apito. Todos os Nazis irão disparar e perseguir Sean, sendo que só há duas únicas hipóteses, fugir do raio vermelho indicado no mapa ou usar esconderijos estratégicos. Eles também investigam todos os sons suspeitos, como disparos de armas e explosões. Há que ter em atenção a condução agressiva junto dos Nazis, eles não gostam de exibicionismo.

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