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Indivisible - A vida depois de Skullgirls

Metroidvaniagirls.

Depois de Skullgirls, a LabZero volta com Indivisible e apenas podemos ficar entusiasmados.

Dois anos depois da sua apresentação no Indiegogo, Indivisible está de volta com uma Backer Demo, que serve para dar aos apoiantes do jogo uma amostra do que está a ser feito. Este é um momento altamente especial e que te devia deixar contente, afinal de contas, estamos a falar do próximo jogo da LabZero Games, os criadores do sensacional Skullgirls que injectam paixão em todos os seus trabalhos. Tal como o seu anterior projecto, também Indivisible precisou da ajuda do público para existir e depois de 57 dias à procura de cumprir o alvo, a LabZero Games conseguiu e começou a trabalhar.

Passaram mais de dois anos desde que os criadores de Skullgirls apresentaram a intenção de desenvolver um RPG de acção em side-scrolling com tons de Metroidvania. Instalou-se uma grande curiosidade desde logo, especialmente devido ao talento do estúdio para a arte desenhada à mão e as suas belas animações. No entanto, o protótipo veio expandir essa curiosidade pois introduziu-nos aos conceitos do gameplay e ao combinar das várias ideias numa proposta familiar, mas ainda assim com um tom de frescura. Ajna é uma jovem mulher que procura descobrir os mistérios dos seus poderes, enquanto explora ruínas de uma civilização antiga. Pelo caminho, encontra aliados que a vão ajudar e quando encontra uma criatura hostil, eles entram em confronto e a experiência transforma-se em algo a lembrar um RPG de acção.

Indivisible apresenta um sistema de combate rápido e energético, no qual cada botão frontal do comando corresponde a uma personagem. Isto resulta num gameplay que mais parece um fighting game pois tens de pressionar o botão específico de um personagem para atacar com ele, combinando ataques entre os quatro personagens para aumentar a barra de combo e tirar mais dano. É tudo muito simples, mas existe profundidade, especialmente porque a velocidade poderá ser o maior desafio. O ritmo dos combates intensifica-se com a necessidade de pressionar o botão correspondente à personagem que está prestes a ser atacada, o timing preciso dita ainda o acesso a um contra-ataque, o que torna Indivisible numa espécie de RPG de acção com um gameplay a lembrar um jogo de luta.

"Indivisible é mais um forte argumento para a posição dos indies nesta indústria, assumindo-se como um jogo altamente promissor."

Ao explorar as ruínas, descobrirás não só novos aliados como também encontrarás itens que te dão acesso a novos locais, itens escondidos e atalhos. Tudo como se espera de um Metroidvania. Existem até itens que te permitem tirar dano ao adversário antes de entrar no combate e se deres o golpe que inicia o combate, o adversário perde logo algumas vida (o mesmo te acontece se ele te atacar primeiro). Confesso que combater os inimigos normais mostrou um jogo divertido mas somente ao enfrentar os dois bosses que encontrei na demo é que senti realmente a profundidade e apelo de Indivisible. O jogo pode parecer simples, mas é altamente desafiante.

Os controlos simples, directos e precisos fazem-te acreditar que tudo é fácil, mas não é assim. Acreditando que a experiência foi moldada para os propósitos de uma demo (que já revela várias alterações em relação ao protótipo - seja no enredo, local ou posição da câmara), imagino que o jogo final seja ainda mais desafiante. Encadear os golpes dos diferentes personagens é tão fácil quanto martelar botões, resulta, mas depois corres o risco de te deixar levar e falhar o timing da defesa ou até falhar no botão que devias pressionar para defender (defendendo com outro personagem). Mais importante ainda, não conseguirás acertar no timing preciso do contra-ataque e sofrerás mais dano. Numa boss fight isso fará toda a diferença.

Após dois anos em desenvolvimento, não estranha que Indivisible esteja com melhor qualidade visual em relação ao protótipo, mas isso também se nota na performance. Indivisible corre na perfeição, altamente dinâmico e sem problemas. A arte desenhada à mão está ainda mais adorável, quase sugerindo que este jogo contou com a ajuda da Studio Ghibli, sendo muito fácil notar num grande salto na qualidade gráfica.

Indivisible será lançado algures em 2018 na PlayStation 4, Xbox One, PC e Nintendo Switch (uma plataforma que parece encaixar que nem uma luva neste jogo) numa data ainda por anunciar. Espero que não demore muito até voltarmos a ter novidades sobre este promissor jogo, especialmente porque esta demo apenas veio transformar a curiosidade gerada pelo protótipo em entusiasmo. A bela arte, o gameplay simples cuja velocidade parece o caminho para uma maior profundidade, sem esquecer os momentos em que parece um produto da Studio Ghibli, fazem com que Indivisible esteja já na lista de jogos mais esperados para 2018.

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Comentários (8)

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