Guitar Hero: World Tour - Análise
Quando a competição dá lugar à cooperação.
Versão testada: PlayStation 3
Finalmente chegou a hora pela qual há muito aguardava-mos e enquanto o frio toma conta, nada melhor do que aquecer a alma com uma boa dose de música. No ano passado tivemos Legends of Rock com a estreia da Neversoft nas rédeas do franchise e talvez enquanto ainda descobria como todo o processo funcionava, Guitar Hero III pouco de novo trouxe e assemelhou-se mais a um representar da série nas consolas de nova geração do que propriamente a ser o primeiro Guitar Hero fruto da nova geração. Para isso foi preciso esperar mais um ano e desta vez é a valer e mais do que apenas melhorar, World Tour oferece uma nova e mais rica abordagem e até um novo conceito. Mostrando que a prática faz a perfeição neste jogo tal não se aplica só aos jogadores mas também aos criadores pois temos agora um jogo que beneficia da experiência ganha durante este ano.
Como já tínhamos dito na antevisão, estamos perante o resultado de todo esforço feito pela Neversoft de forma a socializar e inovar Guitar Hero. A companhia percebeu qual a direcção que o género está a tomar e decidiu colocar o seu título na linha da frente, assumir o papel de liderança que por custa da concorrência lhe ameaçou escapar. Deixando para trás a imagem de um produto solitário apenas ao alcance de alguns, a Neversoft melhorou praticamente todos os aspectos que haviam a melhorar, inovou de uma forma sem precedentes e prepara-se para revitalizar de forma fulcral este franchise conseguindo dois objectivos de uma só vez, evitar a estagnação e mostrar que Guitar Hero é para todos os que amam a música e os videojogos.
Há muito que a música se tornou um meio com crescente expressão nos videojogos mas se na maioria dos jogos é uma componente complementar especial, aqui neste género é o elemento de destaque e vital.
Ele dispensa apresentações mas mesmo assim apresenta-se e não vem sozinho, outros grandes nomes também surgem
Tal como no anterior, e até em Aerosmith, temos ao nosso dispor um novo modo carreira que nos vai colocar numa banda que vai entrando em espectáculos, alguns temos que pagar para desbloquear, ganho dinheiro para roupas, acessórios, instrumentos e desbloqueando também músicas. Em alguns espectáculos vão subir ao palco grandes nomes da música e para reforçar a nova faceta cooperativa de Guitar Hero em detrimento da faceta competitiva, quando nomes como Sting, Zakk Wylde, Billy Corgan ou Ted Nugent entrarem em palco, não vamos competir com eles mas sim tocar com eles para juntos proporcionar-mos um digno espectáculo à plateia que agora se satisfeita canta ao som das músicas. É aqui no modo carreira que vamos desbloquear as músicas para os restantes modos e agora podemos escolher completar a carreira sozinhos ou acompanhados. Por vezes o segredo está nos pequenos detalhes e também aqui podemos encontrar uma panóplia deles que expressam bem o cuidado que a Neversoft teve em tornar World Tour numa experiência mais amigável, mais acessível e mais facilmente compreendida por todos, mesmo os que até agora eram alheios ao género.
A qualquer momento podem escolher o modo carreira, tocar alguns espectáculos com um ou dois amigos que estejam aí à mão de semear e depois de eles irem embora podem voltar sozinhos e continuar de onde estavam. Outra das alterações está relacionada com a dificuldade e a forma como afectava a progressão na carreira e consequente desbloquear de músicas. Escusam de se preocupar se não conseguem tocar uma música em Expert que não vão ser obrigados a começar o modo carreira desde o início em Hard, podem parar a música, mudar a dificuldade e continuar. Se na seguinte já se sentirem mais confiantes, podem pausar o jogo e voltar a subir a dificuldade. Sem complicações e sem quaisquer problemas, progridem na carreira e vão continuar a ganhar dinheiro para os extras. Como já referido agora as músicas são desbloqueadas com o progredir neste modo e não são obrigados a comprar nenhuma.
Bandas como os Tool contribuíram não só com temas mas também com um local todo criado por eles, “Vicarious” FTW grita a voz lá atrás
Falando em dificuldade como obstáculo à progressão, também temos que falar na dificuldade como agente interferente na diversão. Muitos certamente se recordam, alguns provavelmente foram vítimas, da dificuldade abusiva e exagerada de Legends of Rock. A forma encontrada pela Neversoft para aumentar a dificuldade foi inserir notas de uma forma quase despropositada apenas para aumentar a dificuldade e sacrificando o prazer que se tinha pois a sensação de tocar notas que não existiam, ou que nem tinham som representativo, era muito grande.
Esta correcção também vai de encontro à nova vertente social deste novo Guitar Hero, pois o inconveniente exagero dá vez a uma agradável satisfação. Este acerto na dificuldade poderá fazer com que o jogo se assuma fácil demais para o que já dominavam os anteriores mas a sensação de que estamos a tocar as músicas como elas na realidade são, salve as restrições a que uma adaptação para videojogos deste género obriga, oferece um maior gozo e diversão enquanto se joga. Verdadeiramente sentimos que estamos a tocar os sons que se libertam.
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Comentários (11) Latest comment 2 anos atrás
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Eu queria mesmo era tocar na bateria =D
GH, um grande simulador DIVERTIDO!
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fantastico
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Boa análise a um grande jogo, não o comprarei, porque ao preço que está o pack completo, adquiria mas era uma Xbox 360.
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Tou tão ansioso por ele *.*
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O sistema de pontuação do vocalista é simplesmente rídiculo, a minha bateria vinha com problemas de sensibilidade e quando fui pesquisar para ver se havia alguma forma de corrigir já havia um cabo midi/usb desenvolvido pela redoctane e que podiamos pedir que era enviado de borla para casa, até aqui muito bem, fui preencher o formulário e qual o meu espanto quando chego a País não dava para seleccionar Portugal, não aparecia na lista!!! fui logo devolver!
A única coisa que gostei no jogo foi a guitarra que me parece bastante melhor q as guitarras anteriores e q a guitarra do RB1 que é a que tenho. Qto à bateria, pondo de parte os problemas de sensibilidade, tb não gostei da estabilidade, ou melhor, da falta dela, a bateria abana por todos os lados, o pedal é mto fraquinho e não temos uma barra para o fixar à bateria por isso se não tiverem uma alcatifa ou uma carpete para prenderem o pedal é ve-lo a fugir!
Qto aos modos de jogo, são mto mto mto básicos, o modo carreira é pura e simplesmente rídiculo, não tem qq inovação, só serve mm para desbloquear as músicas a única diferença para os anteriores é q em vez de ser uma lista com tiers de dificuldade é uma lista de Gigs, de resto é precisamente a mesma coisa.
O modo online é extremamente limitado, o tempo de espera para q se possa começar a tocar é no minimo secante e o modo como todo o processo online está implementado é estranho e pouco intuitivo...
A única verdadeira inovação q este GH tem é o estúdio de música, mas nem isso fizeram direito, com limite de tempo para as músicas em 3 minutos e 1200 notas mais valia não terem feito nada, os sons midi mto fraquinhos que dp de a música estar feita deixam um sabor de "oq é isto?" quando ouvimos.
Por estes motivos e mais alguns não posso concordar com esta nota... o único problema do RB é a forma como está a ser comercializado e distribuído na Europa q não permite que a grande maioria das pessoas tenha acesso a ele e ainda mais pessoas desconheçam este jogo
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