BioShock 2

Novo vilão, mesma Rapture.

Depois de percorrer todo o mundo subaquático de Rapture, no primeiro BioShock, fiquei completamente rendido ao trabalho da 2K Games. A vontade de lá voltar era imensa, de tal forma que acabei o primeiro jogo umas 4 ou 5 vezes. Realmente BioShock foi uma bela surpresa, ainda me recordo dos primeiros trailers, onde a equipa de produção afirmava que seria algo que ainda não tinha sido visto. Prometeram e cumpriram, a viagem pelas profundezas do oceano, mergulhado numa cidade idealizada pela mente obscura de Andrew Ryan, foi mais do que alucinante.

Uma sequela era mais do que esperada, depois da crítica da especialidade ter aclamado o jogo como um dos melhores de 2007. Já sabemos que mereceu uma versão PlayStation 3, deixando de ser um exclusivo (consolas) Xbox 360, conseguindo assim chegar a um público mais abrangente, e claro, aumentar o lucro.

BioShock 2 chega até nós jogadores com uma enorme responsabilidade, tentar no mínimo igualar o seu antecessor. A 2K Games optou por seguir um caminho algo inesperado, já que esta segunda versão não é bem uma sequela, sendo mais um estória “paralela”. Digo paralela porque não está directamente relacionada com o primeiro no que toca ao personagem que controlamos. É claro que os acontecimentos de BioShock 2 decorrem 8 anos após o primeiro, mas a maneira como foi construído, no qual controlamos um Big Daddy, leva o jogador a encarar esta segunda versão como um jogo completamente novo em termos de enredo, sendo quase uma visão paralela do que se passou no primeiro.

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Eles vêm aí, rápido Little Sister.

Para ser sincero, esperava que a equipa seguisse outro caminho, talvez mudar de ares, sair do oceano, conduzir as Little Sisters para outro lugar, mais seco. Terra firme? São ideias, e até se quiserem, são desejos meus, talvez concretizados em BioShock 3. Mas tudo isto não significa que o jogo não esteja à altura, e que não tenha evoluído. No geral, tudo o que de bom existia no primeiro foi transportado para o segundo, e até melhorado. Temos novas armas, novos upgrades, e muita acção, até temos um modo para múltiplos jogadores online.

Em relação ao enredo, estória, encarnamos a personagem Subject Delta, que é o primeiro Big Daddy a conseguir uma ligação com as Little Sisters. Sem querer estragar o jogo, apenas direi que irá perder a sua pequena e frágil Little Sister (Eleanor), raptada pela nova vilã, Sofia Lamb. Acordamos 10 anos depois, através das já conhecidas Vita Chambers. Eleanor comunica connosco por telepatia, dando pistas e items. Como repararam, o nosso objectivo é encontrar Eleanor.

A progressão no jogo é bastante rápida e muito linear, contrastando com o primeiro, em que tudo era mais pausado e até mais empolgante. O ambiente é também ele bem menos sombrio, o sentimento de medo, angústia e dificuldade foi um pouco perdido em BioShock 2. A “alma” que possuía como que desvaneceu um pouco. É claro que o menor entusiasmo criado por este jogo está relacionado com facto de não ser uma inovação, de não ser um jogo que nos surpreenda. Não há nada significativamente inovador que faça deste BioShock 2 um jogo superior ao primeiro. Quem nunca jogou o original não irá sentir o mesmo, será tudo uma surpresa, será uma experiência muito empolgante.

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