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As maiores desilusões de 2017

Não foi um ano apenas de alegrias.

Estamos a caminhar rapidamente para o final do ano, e como é costume nesta época, só se fala dos melhores jogos do ano e de qual será o título que vai levar para casa a cobiçada nomeação de GOTY (Game of the Year). É compreensível que se celebre o que há de melhor nos videojogos, no entanto, a vida não é feita apenas de alegrias... antes fosse! Um ano também é composto por desgraças e desilusões. A indústria dos videojogos não é imune a este tipo de coisas, aliás, nos últimos meses o crescimento das microtransacções e das loot boxes nos videojogos tem sido o tema de uma acesa discussão que até já envolve um dos países da União Europeia.

Com isto em mente, decidimos preparar uma lista com as nossas maiores desilusões de 2017. É uma lista que inclui videojogos, mas não só. Alberga todo o tipo de desilusões que aconteceram ao longo dos últimos 12 meses. É uma lista que mostra de uma forma geral os erros cometidos pela indústria dos videojogos e promessas que não foram concretizadas. Como é de esperar em qualquer lista, não estamos à espera de consenso, portanto, não te esqueças de partilhar na secção de comentários as tuas desilusões de 2017!

Microsoft cancela Scalebound

2017 começou da pior forma. Logo nos primeiros dias do ano a Microsoft anunciou que decidiu cancelar Scalebound, um dos grandes exclusivos da marca para a Xbox One e Windows 10. Scalebound era um projecto desenvolvido em colaboração com a Platinum Games e, até hoje, as razões para cancelar o desenvolvimento continuam um mistério, embora os rumores apontem para divergências entre a Platinum Games e a Microsoft. Seja como for, perdeu-se assim uma das grandes promessas do ano, que até estava na nossa lista de jogos mais aguardados para 2017!

Scalebound misturava elementos RPG com um jogo de acção, mais propriamente do subgénero hack and slash. Os vídeos de gameplay revelados publicamente mostravam um jogo altamente rápido, frenético e cheio de estilo, tal como a Platinum Games nos habituou. A personagem que iríamos controlar era Drew, que seria acompanhado por um dragão chamado Thuban. Normalmente Thuban seria controlado pela inteligência artificial, mas graças ao modo Dragon Link, activado em circunstâncias especiais, seria possível controlar o Thuban numa perspectiva de primeira pessoa.

Como resultado, o catálogo da Xbox One para 2017 sofreu um abalo. Felizmente, os donos da plataforma ainda tiveram títulos como Forza Motorsport 7 e Cuphead, que ajudaram a mitigar a ausência de Scalebound, mas é uma pena ver um título desta envergadura a desaparecer.

PS4 sem retrocompatibilidade

Há que reconhecer o excelente trabalho que a Microsoft tem feito neste aspecto. Depois de anunciar que a Xbox One seria retrocompatível com os jogos da Xbox 360, a Microsoft foi mais longe e anunciou retrocompatibilidade com os títulos da Xbox original. É um feito impressionante, visto que se tiverem os discos originais, nem precisam de comprar os jogos novamente. Se os tiverem comprado no passado em formato digital, também não precisam de os comprar novamente. De repente, as remasterizações, algumas vendidas a preço de um jogo novo, fazem menos sentido.

Portanto, é uma desilusão verificar que a PlayStation não seguiu pelo mesmo caminho. Até ao momento, a PlayStation 4 não tem qualquer capacidade de retrocompatibilidade. Existem jogos da PlayStation 2 compatíveis com a PlayStation 4 na PS Store, mas requerem que sejam comprados. Não é possível inserir um disco na consola e ter acesso ao mesmo jogo que comprámos para as PlayStation da geração anterior. A retrocompatibilidade nas consolas sempre foi uma situação complicada e nem sempre garantida, devido às diferenças de hardware, no entanto, a Microsoft provou ser possível colocar os jogos de geração anterior a correr na Xbox One.

Gostaríamos de ver a mesma iniciativa por parte da PlayStation.

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