Irão responde a Battlefield 3 com "Attack on Tel Aviv"

Jogo da EA foi proibido naquele país.

O Irão está a desenvolver o jogo Attack on Tel Aviv como resposta a Battlefield 3, jogo de ação em que num dos níveis passa-se em Teerão, que é precisamente a capital do Irão.

O jogo da EA DICE foi proibido naquele país, depois das autoridades terem descoberto que um dos seus níveis consistia em atacar o regime dos aiatolas. Na verdade trata-se do primeiro jogo que foi expressamente proibido naquele país.

Segundo a agência noticiosa iraniana Fars, a Fundação Nacional do Irão para os Videojogos, dirigida por Behruz Minaei, disse que estão a trabalhar no jogo Attack on Tel Aviv como resposta àquilo que consideram uma agressão em Battlefield 3. De acordo com Minaei, existem muitos programadores iranianos prontos para colaborar no desenvolvimento do jogo.

Minaei não criticou apenas a "inaceitável localização do jogo no Teerão", como também as "muitas falhas técnicas e de vídeo" que tem o jogo da Electronic Arts. O Irão enviou uma série de cartas e mails à companhia responsável pelo jogo para protestar sobre alguns dos níveis na sua capital, mas a companhia não respondeu.

Minaei não explicou porque é este jogo consiste num ataque a Israel, país que nem sequer está relacionado com a Electronic Arts.

Comentários (13) Latest comment 5 meses atrás

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  • Derrubado #1 5 meses atrás

    O Brasil vai ter que desenvolver um jogo também porque o Modern Warfare 2 tinha fases no seu território?

    Isso me cheira a mania de perseguição.

    No Homefront não está os EUA devastado pelo ataque da Coréia?

    ...

    Ah! E eles também tem que se preparar para fazer muitos filmes também, já que em se tratando de guerra moderna ocorre tudo por lá...
  • N3MIK #2 5 meses atrás

    Até estou para ver o que vai sair daqui tanta revolta por causa de um jogo.
  • HUR4M35HY #3 5 meses atrás

    lembro do uncharted deles... lol... é sempre a rasca...
  • H3RO #4 5 meses atrás

    Por aqueles lados bate tudo mal da mona...

    E Quem leva são os Israelitas que não têm nada a ver com o BF3 ou qualquer outro shooter no Mercado...
  • melhor_rj7 #5 5 meses atrás

    ridiculo ... isso sao jogos p.orra !!! vao se preocupar no regime adotado no pais, vao se preocupar em destinar dinheiro (roubado) na educaçao, saneameno, saude pra populaçao do irã ... isso sim !!!
  • HENRI7 #6 5 meses atrás

    por mim eles não recebiam um único jogo
  • Danny_f55 #7 5 meses atrás

    Eles é que nao sabem o que perdem por nao ter BATTLEFIELD 3!!
  • Playcool18 #8 5 meses atrás

    Deixem tar, é sinal que a carapuça serviu!! Senão fossem assim, como é relatado no jogo, haveria razões para ficarem preocupados com o conteúdo de um jogo??
  • Wi7ard #9 5 meses atrás

    Respeito plenamente a decisão, é uma cultura um pouco diferente da nossa, que olha para ocidente com muitas desconfianças, tal como, o ocidente olha para o Irão.

    Muitos outros jogos foram criticados e até banidos no ocidente, no passado, várias dezenas (entre eles: Bully, Manhunt, GRAW, GTA), o Homefront também não passou incólume pois teve muitas criticas por ser nos EUA, mesmo sendo o jogador parte da resistência americana.

    Apenas acho que deve ser respeitada a decisão, pois devemos ter a consciência que os jogos são cultura e por isso é também uma forma de passar ideologia, tal como, os filmes foram na guerra fria e ainda o são por vezes uma forma de propaganda.

    Responder à intolerância com tolerância parece ser a melhor forma.
    Editado por Wi7ard às 12/12/11 @ 16:14
  • D.Mata #10 5 meses atrás

    Aceito e respeito a decisão, se é uma ofensa para eles devemos respeitar, não é o primeiro jogo proibido e provavelmente não será o último. Pode ser só um jogo mas esse facto não faz dele tolerante para qualquer assunto, acho que está na altura de começarem entender que existe uma linha do que é liberdade de expressão em jogos que não se deve transpor, e um jogo, ainda que sendo um jogo, é uma forma de expressão.
  • gosula #11 5 meses atrás

    É incrível como muitos tem um preconceito quando aos países do Oriente Médio. Todos os dias os USA barram milhares de jogos russos ou árabes. O próprio Medal of Honor, que é uma produção interna, chegou a ser barrado por ter um ataque terrorista a soldados americanos.

    Os USA até transformam uma religião, a Muçulmana, em simbolo de terrorismo, o que, no fundo, não tem nada a ver.

    Todos sabemos que o Irã é um país terrorista. Mas os USA também são. E Israel, para mim, chega a ser o pior de todos porque o governo e a maioria dos civis se "aproveitam" do holocausto sofrido pelos seus antepassados para fazerem miséria com os Palestinos. Tente falar mal de um israelense pra ver se logo não vão te chamar de nazi e antissemita.

    E sim, eu gostaria muito de ver um bom jogo onde uma das fase fosse sequestrar um avião e jogar no Pentágono ou na Casa Branca. Nem que fosse uma das fases polêmicas como tem nos CoDs.

    @Derrubado, o Brasil jamais faria um jogo assim, pois é mais fácil o governo e boa parte da população agradecer por um jogo que só mostre favelas aqui. Se aqui fosse um país sério, Sylvester Stallone nem entraria mais aqui depois das suas declarações: O Brasil é legal, destruímos o país dele e eles ainda nos agradecem e nos dão um macaco de presente.

    Não estou querendo que o Brasil vire um Irã, mas precisa se impor. Coisa que os iranianos sabem fazer bem melhor que nós.
  • scorpionRko #12 5 meses atrás

    uma palavra - RIDÍCULO, é apenas um JOGO!!!
  • Jorgiboy #13 5 meses atrás

    @scorpionRko
    Mas os jogos, tal como o cinema, televisão e outros média, podem ser ferramentas de propaganda política e um meio de validar comportamentos e valores.
    Apesar dos Estados Unidos da América terem perdido a guerra no Vietnam, eu cresci a ver filmes onde "one-man- army" despachava vietcongs como gente grande. Sylvester Stalone (Rambos), Chuck Noris (Desaparecido em Combate) e outros tantos, foram os heróis de muitos jovens.
    Quando estive no Vietnam e fui visitar as zonas de conflito, o museu da guerra e andei como um rato a percorrer túneis subterrâneos, fiquei com uma visão muito mais equilibrada da realidade.
    Passei uma vida a matar chineses, vietnamitas, russos, muçulmanos e até brasileiros favelados em vídeojogos. Até em simuladores de futebol (FIFA2011, FIFA Street) e em FPS's (Shadowrun, COD) levo com a imagem das favelas do Rio.
    Não sou brasileiro, nem comunista, nem muçulmano, mas sinceramente já chateia.