Dragon Quest Monsters: Joker 2 - Análise

Construir uma equipa invicta.

Versão testada: DS

Com o apoio da Nintendo, os europeus e portugueses têm por fim a possibilidade de entrar neste universo monstruoso de Dragon Quest, numa demanda que constitui um "spin off" do braço tradicional da série.

O móbil de Dragon Quest Monster: Joker 2 é coleccionar monstros, misturá-los, para entrar em combates cada vez mais ferozes e sair de lá com a equipa porventura reforçada. As pontes e ligações com outras propriedades como Pokémon são manifestas. Devo dizer que a este respeito não sou profundo conhecedor destes monstros de bolso. Talvez por nunca ter tido uma oportunidade para descobrir a série ou seguir com atenção os episódios animados, acabei por dar comigo à margem desta proposta que é uma espécie de galinha dos ovos de ouro da Nintendo.

Ciente desse estatuto universal e amplamente reconhecido de Pokémon, a Square desenvolveu um jogo que se enquadra nas mesmas directrizes, tendo como ponto de partida a mais recente obra para a DS, Dragon Quest IX que implementou importantes mecânicas a nível de "gameplay" e interacção com mais jogadores. Na prática este jogo vem comprovar que a Nintendo DS ainda é um sistema com muito para proporcionar antes de entregar definitivamente a tocha à 3DS, mas se já a trocaram por uma 3DS, não desanimem, este jogo corre na 3DS sem qualquer problema, já que a retro compatibilidade é uma das características da consola.

Dragon Quest Monsters: Joker 2 trailer

Treinador de monstros

O jogador é um domador de monstros e o mais interessante nesta proposta, para lá da possibilidade de os derrotar e domar, fazendo deles parceiros da equipa, é a possibilidade de os misturar. A fusão de criaturas opera uma modificação do monstro, maior e com outras propriedades de combate, numa mistura hereditária das criaturas que usaram no processo. Esta importante inovação permite obter criaturas novas e aumentar a capacidade de combate, mas também obter uma equipa mais forte. As possibilidades de "acasalamento" são enormes e a variedade de monstros obtidos torna-se numa mais valia a breve trecho.

Contudo, não esperem que esta proposta assimile um desenvolvimento narrativo tão denso e vasto como as propostas tradicionais de Dragon Quest. Aqui o envolvimento e progressão das personagens é substituído pelos monstros que vamos pondo no saco, estando directamente apontado aos combates. O jogador é um herói que embarca secretamente numa espécie de dirigível onde também seguem outros domadores audaciosos cujo objectivo é participar no desafio mundial numa arena distante.

Durante a viagem o aparelho voador é preso numa tempestade misteriosa, precipitando-se na direcção de uma ilha deserta e desconhecida, povoada por criaturas e monstros colossais nunca antes encontrados. Boa parte da tripulação acaba por desaparecer e caberá ao jogador juntamente com o auxílio do chefe de máquinas Rory Bellows encontrar as restantes personagens. Pelo meio desenvolve-se a oportunidade para coleccionar mais e importantes monstros a fim de se obter uma equipa invencível.

A ilha é o principal palco dado à exploração, com imensos pontos a descobrir num imenso nevoeiro que descobrimos logo após a queda forçada. Como já referi atrás, não existem vilas ou santuários, apenas cenários habitados por uma grande diversidade de criaturas, todas elas desenhadas de forma inconfundível.

Diante das criaturas que preenchem os caminhos e zonas recônditas da ilha, o jogador poderá escolher entre atacá-las ou resgatá-las para a equipa. Em caso de captura o processo não é tão facilitador como poderão julgar, já que o processo de adesão destes monstros depende do grau de percentagem para os convencer a saltar para a "party". Assim, durante a batalha o objectivo é enviar os três monstros sob a opção "scout" na direcção do adversário. Estas criaturas desenvolvem um ataque automático e colocam um valor de percentagem de adesão. Atingido um valor acima dos 50% existe uma fortíssima probabilidade de convencer estas criaturas a entrar para a equipa. Mas falhem esse propósito e serão atacados sem parcimónia. Contudo, até com 10% poderão convencer criaturas a entrar para a equipa.

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