Rock Band 2

Talento natural para fazer do bom melhor.

Se há mérito que se pode atribuir à Harmonix é o de ter trazido para fora do Japão um género que nunca antes tinha gozado de sucesso à escala que o seu trabalho veio conquistar. Muito famoso no Japão, o género de acção rítmica musical fazia as delícias nos salões das arcades nipónicas. Jogos como Guitar Freaks, Beatmania ou Drum Mania, entre outros, são alguns dos exemplos no género que usufruíam de enorme sucesso e tinham um periférico dedicado ao instrumento em destaque a acompanhar. Talvez a irreverência Japonesa lhes permitisse aceder a algo que chegaria até nós mais tarde. Visualizando a oportunidade na ocidentalização do conceito, a Harmonix criou um jogo para ir ao encontro dos gostos Americanos e Europeus. Até à data, a Europa apenas tinha tido tímidos exemplos em jogos como Music ou MTV Music Generator e a Harmonix criou Guitar Hero que se fez acompanhar do periférico em forma de guitarra que tanto furor causava no Japão.

Sem a actual notoriedade que o género goza, Guitar Hero foi lançado e facilmente se tornou num jogo de culto. Após a sequela e Rock's The '80's, com a notoriedade em crescente, a Harmonix foi comprada pela MTV começando a desenvolver Rock Band mas mais do que se remeter a criar uma sequela directa com novo nome, expandiu o conceito, tal como o nome indica, e levou o género mais além. Colocando em prática o seu talento e experiência que já vem dos tempos de jogos como FreQuency e Amplitude, a Harmonix aproveitou as potencialidades da actual geração e levou o conceito até onde poucos pensariam, a criação de um jogo não dedicado somente a um instrumento mas sim a toda a uma banda.

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Já todos conhecem o esquema de tocar no botão correcto ao som da música e aqui temos a sequela do jogo que introduziu o conceito de banda.

Com o nascimento de Rock Band e com o apoio da MTV, a Harmonix apresentou um jogo com a mais impressionante lista de músicas presentes num jogo do género, totalmente composta por versões originais, completamente integrado com as funcionalidades desta actual geração, com destaque para os modos online e conteúdos adicionais, que começou a dar os primeiros passos na escalada da notoriedade e fama gozada pelo género actualmente. Catapultado de pequenos grupos para as massas, o género de acção rítmica musical passou a ser um dos géneros de eleição, tornando-se em algumas das maiores fontes de rendimento para as suas companhias.

O conceito base de Rock Band é simples e fácil, diversão. Uma banda numa caixa com ligação a todo o mundo e com o potencial para grandes diversões com os amigos. Mesmo pondo em prática o que pode ser descrito quase como que fruto de um talento natural, o original tinha alguns pormenores por limar e o feedback da comunidade permitiu à Harmonix regressar com uma sequela ainda melhor do que aquilo que já era em si um produto altamente recomendável.

Tal como fez na série Guitar Hero, também aqui a Hamonix criou um modo principal, chamado World Tour, que nos leva a tocar concertos em três locais diferentes de várias cidades espalhadas pelo mundo. Começamos numa banda criada por nós, completamente desconhecida que conforme as suas prestações vai ganhando dinheiro e fama, na forma de fãs, que nos permite viajar para mais cidades com o obter de meios de transporte e mais membros para a equipa que nos apoia nas viagens. No entanto, ao contrário do original, aqui World Tour é completamente jogável online e se não quiserem jogar sozinhos ou se não tem amigos suficientes para completar a banda, podem procurar membros online ou entrar provisoriamente noutra banda e jogar o modo da mesma forma que o fariam sozinhos.

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O modo World Tour é o modo principal e no qual desbloqueamos as músicas e compramos extras ao tocar em várias cidades de todo o mundo.

Isto significa que também podem jogar online os desafios que são não só uma novidade como também uma bela forma de prolongar o modo World Tour e oferecer algo diferente do habitual tocar música para ganhar estrelas e fãs. Estes desafios surgem na forma de metas, como tocar determinada lista de músicas, que temos a cumprir que consoante a dificuldade mais exigentes se tornam. Podem jogar numa banda e alguns desafios são para a banda, mas outros são específicos de um instrumento só e mesmo que os restantes estejam a tocar, se esse falhar, o desafio é perdido. Aumentando a fantástica vertente social iniciada com o primeiro, a forma como a componente online está ligada a todos os modos de jogo e a forma acessível com que podemos transitar de jogo sozinho ou local com amigos para partidas online é uma das mais valias. Os desafios também beneficiam da fantástica actividade que Rock Band mantém a nível de conteúdos adicionais pois todas as semanas os jogadores tem novos desafios específicos das novas músicas que vão sendo disponibilizadas e tornam não só a longevidade maior como integram os conteúdos adicionais no modo principal.

Outro modo que reúne grande destaque é o modo batalha entre bandas, o nome diz tudo. Duas bandas medem forças em desafios impostos pela Harmonix e é um pouco semelhante aos desafios mas imperativamente só podem ser jogados numa banda. Seja qual for o tipo de desafio, estes estão sempre ligados às tabelas de pontuações online que estão sempre actualizadas com as melhores prestações.

Ao lado do já tradicional Quick Play que nos permite tocar uma música, ou várias, de forma rápida, temos outros modos como Tug of War e Score Duel, dois modos que prometem manter o espírito da competição e comparação de prestações nas tabelas bastante aceso. Se em Tug of War dois jogadores competem para que o medidor esteja do nosso lado enquanto tocamos sequências que alternam, já em Score Duel somos obrigados a tocar a música na mesma dificuldade que o adversário e sem alternações para ver quem consegue maior pontuação. A estes modos principais devem ainda acrescentar o imprescindível modo treino e ainda a opção de treinarem os vossos dotes especialmente na bateria.

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