Killzone 2

Morte e luz ao virar da esquina.

Versão testada: PlayStation 3

A viagem tem sido longa, afinal Helghan não é um planeta fácil de alcançar. Ao longe nuvens negras advinham maus momentos, más experiências, e acima de tudo advinham uma jornada dura e difícil de percorrer. A equipa da Guerrilla, produtora de Killzone 2, seguramente que teve este sentimento a quando de todo o processo de desenvolvimento. Foram decididamente longos anos de trabalho árduo. Mas no final tudo se resume a um videojogo, fechado numa caixa de plástico.

Analisámos Killzone 2 de uma forma completamente cega e surda, pois afinal, todo o hype gerado, todas as informações obtidas, nada valem, pois tudo se resume ao videojogo final. E após todos estes anos de processo de construção, eis que finalmente o podemos jogar e explorar todo o universo de Killzone 2.

Conforme já tínhamos mencionado na antevisão, estamos perante um colosso, um monstro a nível técnico. Mas isso falaremos mais adiante.

Na sua essência Killzone 2 é um FPS bruto e duro, onde a acção frenética e violenta impera a cada esquina, a cada espaço, a cada momento. Transporta o jogador para um combate contra uma força maléfica, onde a sede de vingança suplanta a força de viver. Este é o povo de Helghan, os Helghast. A razão do ataque dos humanos, é mais uma desculpa para o controlo da espécie, e após a derrota em Vekta, os Helghast são obrigados a recuar até ao seu planeta, Helghan. Assim esta segunda incursão de Killzone 2, é na verdade o seguimento da história das batalhas entre os humanos e os Helghast.

Diferente do primeiro título, agora apenas controlamos um personagem, o Sargento Tomas Sevchenko, Sev para os amigos. Quer pelo nome, quer pela sua fisionomia, a ideia de alguém de países de leste no nosso mundo real são evidentes. Na nossa jornada somos acompanhados por mais três membros da força ISA. São eles Dante Garza, Rico Velasquez, e Shawn Natko.

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O nome é Sev, Sevchencko! Faz lembrar aquele ponta de lança de renome.

A nossa missão primária, é conquistar Helghan, e mais precisamente a sua capital Pyrrhus, capturando o imperador Scolar Visari, um enredo a jeito de um filme de acção de Hollywood. A história não prima pela originalidade, mas cumpre com o seu papel. Rapidamente somos colocados na pele de Sev, e a ligação com os seus companheiros, e a nossa familiaridade, é criada no decorrer do jogo. Existem momentos de acção, momentos mais calmos e momentos onde os sentimentos são colocados à flor da pele. Embora não seja algo que já não tenhamos visto, julgamos que consegue criar em nós uma desculpa séria para gostarmos.

Estávamos à espera de um começo mais violento onde seríamos lançados na boca do lobo de forma instantânea. Mas isso não ocorreu, criando em nós um sentimento de maior segurança e certeza de um jogo sólido e coerente. O guião não é de muitas palavras, e de muitas conversas, sendo pautado por pequenas cut-scenes de ligação de níveis e de relações entre os personagens. Cut-scenes essas que nos ajudam a perceber o que se passa, onde algumas delas simplesmente deixaram o nosso queixo a uns bons metros do lugar devido. Interessante é a escolha das vozes que dão vida aos personagens. Reparamos que os membros dos Helghast têm uma pronúncia de um inglês britânico, ao invés os ISA têm uma pronúncia americana. São pequenos pormenores que em si ajudam a separar as águas, e as vozes em combate.

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