DeathSpank

Spank me up before you go go!

Versão testada: Xbox 360

Com o Verão aí e com o tradicional abrandar dos grandes lançamentos, é chegada a hora propícia para os pequenos estúdios lançarem as suas contribuições para o mundo dos videojogos e os serviços como o Xbox Live e a PlayStation Network ganham uma maior valorização. Para uma altura em que os jogadores preferem outras formas de passar o tempo que maioritariamente os leva a sair de casa mas mesmo assim não dispensam algum tempo em redor da consola, produtos literalmente mais leves e rápidos são tudo o que se precisa. DeathSpank pode, por força das suas qualidades e argumentos, muito bem ser considerado um título desses, um título ideal para o Verão no qual apenas nos queremos divertir de forma descomprometida nos tempos que passamos em casa.

Mas para falar de DeathSpank é inevitavelmente necessário falar do seu criador, o estúdio Hothead Games e das mentes que o criaram. Na génese de DeathSpank temos Ron Gilbert, nome que esteve por detrás de míticos títulos como The Secret of Monkey Island, Monkey Island 2: LeChuck´s Revenge ou ainda Indiana Jones and the Last Crusade. Perante isto não é de admirar que as mesmas inspirações e qualidades tenham contribuído para dar vida a DeathSpank e facilmente começámos a perceber de onde vem as suas principais características e forças.

Mais sobre DeathSpank

DeathSpank é uma história que nos é contada através de um humor sempre presente e que é feito num tom inteligente e ao mesmo tempo irreverente. Mais parecendo uma sátira de tradicionais contos de guerreiros, temos aqui um herói que só o seu nome é já de si fora do comum e toda a história pega nos princípios tradicionais e acrescenta-lhes humor. Um herói com uma demanda porque todo o herói precisa de uma e não porque é algo vital e realmente necessário, um mundo repleto de comodismo e paródia no qual temos tarefas tão parvas que nada mais são do que brincadeiras com situações e personagens que imitam casos sérios de outros jogos. Resumindo, este é um jogo de Ron Gilbert. O humor e inteligência dos diálogos e a história propositadamente pateta são como que a roupagem de um corpo que se faz de diversão simples e imediata.

DeathSpank é um RPG de acção e quando foi dito que era um “encontro entre Monkey Island e Diablo” não estavam a brincar. O primeiro pelo seu humor argumentativo como acima referido, e pelas suas personagens divertidas, enquanto que o segundo é pela sua jogabilidade. Enquanto percorremos um mundo completamente aberto e sem quaisquer ecrãs de carregamentos, que ainda se caracteriza pelo efeito cilíndrico que nos oferece, temos constantes desafios e consoante a conquista de missões e respectivos objectivos, ou objectos, vamos progredindo de forma encadeada e estruturada. DeathSpank tem acesso a determinadas zonas do mundo e precisa de lidar com as vontades de personagens que através de diálogos que correm o risco de se tornarem lendários nos vão dando a conhecer a sua vida e as suas ambições.

Ajudando estas personagens, que das suas próprias ambições fazem as nossas missões secundárias (e são mesmo muitas), DeathSpank vai estar a abrir caminho para a sua maior demanda, a obtenção de um cristal que o deseja apenas porque qualquer herói que se preze tem que ter um objectivo mesmo que não tenha finalidade para ele. Ao completar missões e ao derrotar inimigos vamos ganhando experiência que nos permite aumentar o nível do herói e assim ganhar habilidades especiais e aumentar os seus atributos. Com uma jogabilidade simples e cativante, DeathSpank faz-se assim ao oferecer a possibilidade de usar quatro armas ao mesmo tempo sendo cada um dos botões tradicionais para cada uma delas. Isto permite encadear ataques e mais tarde até podemos usar ataques de magia.

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