Lego City Undercover: The Chase Begins - Análise • Página 2

Aquele polícia anda a meter o nariz onde não é chamado!

Apesar das limitações, a TT Games conseguiu colocar numa portátil uma experiência algo próxima da versão doméstica.

Nessas missões encontramos alguns círculos à volta de certos mecanismos, o que significa uma possibilidade de interacção. Assim, para abrir portas e aceder a outras áreas, Chase McCain terá de adquirir um conjunto de disfarces. A utilidade destes equipamentos manifesta-se na transferência de poderes especiais, permitindo que o nosso protagonista prossiga na execução das suas missões. Cada disfarce possui um desenho característico e uma cor identificados de uma categoria. Assim, o protagonista poderá disfarçar-se de civil, polícia infiltrado, bombeiro, gatuno, mineiro, astronauta, agricultor e construtor civil. Daí que para descobrir tudo o que o jogo tem para oferecer, o jogador tenha que regressar a áreas previamente exploradas, prosseguindo no ponto cujo acesso se encontrava condicionado pela disponibilidade do respectivo disfarce.

É interessante descobrir e praticar os poderes especiais disponibilizados por cada um dos disfarces. No fato de gatuno, McCain consegue desbloquear caixas de tipo ATM e ainda arrombar portas, sendo esta uma das principais funções, enquanto que o disfarce de construtor permite ao jovem polícia consertar coisas estragadas. Como astronauta, McCain ganha projecção à custa dos famosos jet pack. Enfim, na posse destas roupas, acedíveis por intermédio de um toque no d-pad, McCain ganha vocação de um super herói, ficando habilitado a descobrir todos os segredos que a cidade tem para oferecer.

Considerando a parte ligada ao desenvolvimento da história, não será preciso mais de uma dezena de horas até concluírem todos os objectivos pedidos. No entanto, existem desafios secundários para fazer e muitos coleccionáveis para encontrar, como recolher peças Lego maiores. Estas são essenciais para criar, por exemplo um helioporto, um farol, entre muitas outras estruturas de grande dimensão. Ao contrário da versão Wii U, estas construções são criadas automaticamente. O jogador entrega as peças necessárias e uma animação revela o processo de criação. Outros objectivos secundários passam pela obtenção de 50 veículos desbloqueáveis, nomeadamente carros rápidos, barcos e aeronaves, que ficarão disponíveis assim que passarem certas fases da história. Além disso, será possível coleccionar mais de 70 mini figuras.

O ecrã táctil da 3DS serve algumas importantes funções. Já vimos como o mapa nos permite dirigir para os locais onde se inserem os objectivos dentro das missões, mas é também a partir deste ecrã que podemos alterar os disfarces de McCain, captar fotografias que darão belos postais de Lego City, usar um sistema de arrombamento de fechaduras e um scaner que permite destacar objectos únicos. O sensor sujeito aos movimentos também pode ser utilizado.

O combate é outra componente do jogo. McCain terá de enfrentar os rufias, derrotá-los num combate corporal para depois os enviar de volta à prisão num carro patrulha. Para os vencer é imperativo activar o botão x num apertado quadro temporal, devidamente identificado no ecrã. Sem combinações e outros golpes, haverá quem se sinta desiludido com esta mecânica de combate algo simplista. Os inimigos com menor resistência são facilmente algemados, enquanto que os mais poderosos obrigam a diversos rounds até que percam totalmente a saúde.

Apesar da satisfatória e por vezes admirável execução deste mundo aberto, são por demais evidentes as fragilidades. Desde logo não é possível percorrer a cidade de uma ponta à outra sem quebras. Efectuar uma missão num ponto mais afastado implica a passagem por um ecrã de loading relativamente demorado e é sempre assim quando começam a jogar. Depois, existe um constante efeito nevoeiro que não permite ter uma percepção profunda da cidade, levando consigo boa parte do colorido e brilho que existe na versão irmã. As vozes das personagens foram substituídas por caixas de diálogo, enfraquecendo um pouco a componente cinematográfica, ainda que nalguns segmentos animados tenhamos a mesma qualidade do trabalho sonoro e vocal que existe para a versão Lego City da Wii U. Mais uma vez, a adaptação para o português está impecável.

Aceitando estas limitações, como necessárias a partir do momento que um projecto de grandes pretensões se vê confinado às limitações de uma portátil, mesmo assim temos em mãos um jogo consistente, desenvolvido e repleto de múltiplos desafios, muitos deles executáveis em breves minutos, o que faz desta uma experiência do tipo sand box adequada para jogar quando não temos muito tempo disponível. Apesar de distante da versão lançada para a Wii U, é sem dúvida o melhor jogo da Lego lançado para uma portátil. Sem ser uma experiência excedível ou marcante, oferece bons motivos para um divertimento imediato e eficaz.

7 / 10

Lê o nosso Sistema de Pontuação Lego City Undercover: The Chase Begins - Análise Vítor Alexandre Aquele polícia anda a meter o nariz onde não é chamado! 2013-04-25T15:32:00+01:00 7 10

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