Steel Diver

Torpedo neles!

Não vou mentir, sou um fã de videojogos em side-scrolling. Não importa que sejam shooters, jogos de plataformas ou beat'em ups, sempre tive um fraquinho por este estilo. Talvez este facto se deva às minhas raízes ligadas a jogos como Streets of Rage, Metroid, Golden Axe, The Lost Vikings, Mário, entre tantos outros grandes títulos que celebrizaram o side-scrolling e marcaram a minha juventude. Neste sentido, quando ouvi que Steel Diver seria umshoot'em up de submarinos em side-scrolling pensei, "muito bem, ora aí está algo que não tinha pensado".

Confesso que o conceito de submarino não é propriamente apelativo à primeira vista, mas sendo algo pouco comum no universo dos videojogos, e tendo sido produzido pela própria Nintendo em colaboração com a jovem Vitei, mereceu alguma expectativa da minha parte. Antes da análise em si fiquem com uma primeira consideração, Steel Diver será o side-scrolling/shoot'em up com a jogablidade mais lenta que alguma vez jogaram.

A Vitei e a Nintendo dividiram Steel Diver em três modos bastante distintos, Missions, Periscope Strike e Steel Commander. O modo missions é o núcleo do jogo, dentro dele temos a campanha, e ainda um time trial. Dentro da campanha existem sete missões diferentes para completar e ainda uma missão extra de treino para familiarizar o jogador com o controlo do submarino. Logo de início temos acesso às cinco primeiras missões, podendo desbloquear as duas últimas depois de completar as cinco primeiras com todos os tipos de submarinos.

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Existem alguns túneis onde é difícil evitar bater nas paredes.

Temos três tipos de submarino ao nosso dispor para cada nível, cada um deles com um conjunto diferente de atributos. O ND-01 Manatee comandado pelo capitão Luc Fisher é um submarino compacto, com grande mobilidade, canhões de torpedos verticais e horizontais, mas com um motor fraco e uma pequena tripulação. Já o submarino comandado por Bem Triton o ND-03 BlueShark é de tamanho médio, com maior poder de motor (2.900HP) mas menor mobilidade. Por último o ND-05 Serpent do comandante Dante Cruz é o maior submarino dos três, com maior potência (4.000HP), maior tripulação, mas em termos de mobilidade é também o mais limitado, sendo mais difícil de controlar.

O objetivo do jogo consiste em guiar um dos nossos submarinos através de uma série de níveis, disparando torpedos contra unidades navais inimigas, enquanto evitamos embater contra uma série de obstáculos pelo caminho. Os controlos de Steel Diver são baseados quase exclusivamente à volta do touchscreen da 3DS. O movimento do submarino por exemplo é regulado por duas alavancas que representam direção e profundidade, e que podem ser ajustadas para vários níveis de velocidade arrastando o stylus (pequena caneta que vem com a consola) na direção pretendida. Neste sentido, a maior parte do tempo de jogo é passado a ajustar a posição destas alavancas de forma a conseguir a direção correta para evitar embater nos obstáculos ou mesmo contra as paredes dos níveis.

Para piorar, o submarino demora a ajustar a posição pretendida, o que faz com que tenhamos que calcular atempadamente a nossa rota e ajustar as alavancas de forma correspondente. Isto é ainda mais difícil quanto maior for a velocidade a que vamos, e varia de dificuldade conforme o submarino que utilizamos. Esta forma de controlo é deliberadamente difícil e pretende representar exatamente o quão complicado deve ser movimentar toneladas de metal dentro de águas profundas, obedecendo a leis da física completamente diferentes do habitual. As armas e sistemas de defesa do submarino também requerem o touchscreen para ativar, seja para disparar torpedos, ativar escudos, ou até mesmo tapar pequenas brechas que aparecem à medida que o nosso submarino sofre algum dano, e que permitem a indesejada entrada de água.

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