Dissidia 012: Final Fantasy

Luta e fantasia na terra do Caos.

Versão testada: PSP

Quando lançou o primeiro Dissidia em Setembro de 2009, a Square Enix disponibilizou na Europa um colosso que tomou de assalto o mercado Japonês. Final Fantasy é um caso de estrondosa popularidade no seu país de origem e Dissidia ofereceu à portátil Sony um grande momento. Tendo em conta todo a popularidade que as portáteis tem naqueles mercado, algo bastante específico e único, não é de estranhar que um produto tão singular e cheio de qualidade quanto Dissidia deixasse a companhia com uma imensa vontade de realizar uma sequela o mais rápido possível. No entanto aqui surge uma divisória que separa a vontade de querer mais do que é bom do perder da sensação de frescura e singularidade. Face a isto Dissidia 012, que chega cerca de um ano e meio depois do original, tem como propósito oferecer uma experiência construída sobre as bases do original e apresentar melhorias que o tornem apelativo ao ponto de quebrar a barreira psicológico do 'parece que o primeiro ainda acabou de ser lançado'.

Quanto a ambos estes pontos 012 não tem quaisquer problemas em cumprir. É um produto que rapidamente nos vai lembrar porque nos apaixonamos tão facilmente pelo primeiro mostrando igualmente novidades que nos mostram a validade das melhorias. Dissidia 012 é, tal como o anterior, um jogo de luta dinâmica em 3D cuja câmara se posiciona na sua maioria por detrás do nosso personagem mas que se movimenta de forma a proporcionar o tom o mais cinematográfico o possível no devido momento. Os personagens que aqui marcam presença vem todos do universo Final Fantasy e são os protagonistas e antagonistas de vários dos emblemáticos capítulos numerados na famosa série. Todos os personagens do primeiro regressam em forma jogável e ao seu lado surgem nove novos lutadores, entre eles Lightning de Final Fantasy XIII, Laguna de Final Fantasy VIII, Yuna de Final Fantasy X e Vaan de Final Fantasy XII, entre outros.

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Eles Vaan e vem. Novos personagens, visuais impressionantes, e história aprofundada.

Apesar de ser uma sequela, 012 coloca-nos a par dos eventos decorridos anteriormente ao que foi visto no primeiro. Isto vai permitir que o jogador tenha um maior acesso ao desenrolar dos eventos que levaram à grande luta entre Cosmos e Caos. Estes dois seres invocaram as grandes figuras da série Final Fantasy para lutarem uns contra os outros, representando a eterna luta entre o bem e o mal. Como seria de esperar o foco foi colocado nas novas, e grandes, figuras da série e vamos conhecer o seu papel nos eventos que antecederam a luta do primeiro. Os eventos que nos são contados conseguem manter o jogador cativado mas por vezes tudo pode tornar-se um pouco confuso. Para além dos capítulos que constituem a linha narrativa principal, o jogador também desbloqueando relatórios que nos contam eventos sobre uma outra luta entre o bem e o mal.

Uma das mais aparentes e maiores melhorias com a qual os jogadores se vão imediatamente deparar é com a forma como o modo para um jogador está estruturado. Ao invés dos infindáveis ecrãs em jeito de tabuleiro, agora temos um mundo em semelhança ao que vemos nos tradicionais jogos desta série onde controlamos o nosso personagem e progredimos na narrativa. Isto torna toda a experiência de jogo muito mais familiar e perde aquela sensação de esquema desajeitado para dar lugar a uma sensação de produto completamente realizado, como se uma ideia tivesse quebrado um dos seus grandes obstáculos para projectar a sua visão completa.

Por vezes surgem adversários espalhados pelo mundo, na forma dos minikins, soldados de cristal que representam uma grave ameaça para os heróis, e até temos a companhia de alguns outros personagens em certos momentos. Para progredir temos que aceder a portais que nos transportam para um ecrã igual ao do primeiro jogo, um esquema em jeito de tabuleiro. Neste ecrã o jogador vai de quadrado em quadrado obedecer às mesmas regras do primeiro, iniciar uma luta contra uma figura com outra ao lado significa duas lutas seguidas por exemplo, até chegar à última figura que nos dá acesso a uma nova sequência de história e a uma luta contra uma grande figura.

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