Patapon 3

Cânticos de vitória.

Versão testada: PSP

Aquando da sua estreia no início de 2008, estava longe de pensar que Patapon iria tornar-se num dos meus jogos de eleição na plataforma portátil da Sony, a PlayStation Portable. Este jogo de ritmo transportava-nos para um mundo em estilo de cartoon no qual através de uma perspetiva em duas dimensões controlava-mos um grupo de pequenos guerreiros. Assumindo o papel de uma espécie de ser divino, o jogador tinha que tocar os tambores, no ritmo correto, para dar início à marcha dos guerreiros e para comandar diferentes ações. Todo este esquema simples resultou intuitivo e imediato, ao ponto de, em sintonia com os visuais coloridos e imaginativos, conseguir cativar-me sem quaisquer reservas. Patapon 2 seguia os mesmos moldes de sucesso quando chegou em Março de 2009, mas apresentava algumas novidades como personagens de maior porte para enfrentar e ainda um modo para vários jogadores, até quatro.

Agora em 2011 temos a chegada de Patapon 3, que com um maior espaço de tempo após o anterior promete apresentar um maior número de novidades e melhorias na série. A mais imediata é o jogo já não colocar o jogador numa perspetiva de um ser divino que age dos céus para controlar os guerreiros para o colocar no papel de um guerreiro lendário com forma física que surge para comandar os guerreiros e liderar a frente de ataque. O grande Herói é ressuscitado como um Super Patapon para os liderar e para derrotar os sete espíritos maléficos que foram igualmente libertados.

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É o Pata de Pata para o Pon. O ritmo está de volta na melhor rendição da série.

O esquema base permanece igual à fórmula original e tendo em conta que Patapon permanece por enquanto algo único, isso é bem-vindo. Quer isto dizer então que cada um dos quatro botões com símbolos na vossa PSP servem para uma batida de tambor que servem, quando combinadas em sequências específicas e assinaladas no fundo do ecrã, para dar diferentes ordens aos exércitos, como atacar, avançar, defender ou recuar, entre outras. Tudo deve ser feito respeito o ritmo da batida, só assim se avança para a vitória. Pressionar os botões fora de ritmo faz com que os Patapons fiquem perdidos sem saber o que fazer. Esta é a base da jogabilidade, o ritmo.

O modo história tem início precisamente com a personalização do Super Patapon, nomeadamente na escolha das armas que queremos usar, algo que representa igualmente um escolher de dificuldade. Enquanto o esquema nos níveis propriamente ditos pode tornar-se repetitivo a médio prazo, onde Patapon 3 investe para desafiar o jogador é na gestão das suas tropas e no envolvimento e exploração deste mundo e da sua mitologia. Principalmente com os mistérios por detrás deste novo Super Patapon e dos seus Super rivais que vão ser a maior ameaça, para além das enormes criaturas que oferecem um bom desafio.

Apesar de maior oferta, como o modo arena, o certo é que o esquema e a jogabilidade de Patapon 3 já não oferece a novidade e originalidade de 2008. Oferece uma maior robustez e uma evolução mas isso não o impede de começar a apresentar algum cansaço a médio prazo. Talvez a contar com isso a equipa tenha dado reforçado foco à gestão das tropas e aos procedimentos que nos fazem passar tempo no acampamento.

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