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Yaiba: Ninja Gaiden Z - Antevisão

Segue em frente e mata, mata, mata.

Controlar um ninja é novamente cool. Creio que está é uma das missões de Yaiba: Ninja Gaiden Z, que carrega também o fardo pesado injectar vida numa série que estava a perder lentamente a sua popularidade e relevância entre os jogadores. Ninja Gaiden para a Xbox pode ser hoje considerado um clássico, Ninja Gaiden II, apesar da história completamente ridícula e com pouca lógica, foi uma referência no género, e Ninja Gaiden III foi uma mancha que merece ser esquecida. Com uma nova personagem e um visual que parece fantástico, Yaiba: Ninja Gaiden Z é um título promissor para quem gosta de hack and slash.

Os ninjas foram bastante populares nas décadas de 80 e 90, mas começaram a perder atenção no início do novo milénio, acabando por ser substituídos por personagens musculadas como Kratos de God of War ou por personagens rebeldes, como Dante de Devil May Cry. O ninja que controlamos em Yaiba (que tem em comum o nome do jogo) é tudo menos convencional. Yaiba não tem honra nem outros valores louváveis comuns nos ninjas, é quase um monstro sedento de sangue que massacrou toda a sua aldeia. A sua personalidade acaba por se reflectir em todo o jogo.

Os Ninja Gaiden sempre foram jogos sangrentos com técnicas de combate extremamente violentas, incluindo o corte de membros do corpo. Yaiba: Ninja Gaiden Z dá continuidade a esta tradição e somos obrigados a aderir a toda a esta violência através de uma mecânica que reenche a barra de vida se executarmos os inimigos de forma desumana. Mas ao contrário de Ninja Gaiden III, que apresentava algumas cenas controversas em que tínhamos de matar soldados que estavam a pedir misericórdia, em Yaiba: Ninjas Gaiden Z os inimigos são zombies, criaturas que dificilmente alguém sentirá pena delas.

O esquema de controlos tem um factor que o diferencia imediatamente de outros hack and slash, que é a existência de um terceiro botão para atacar. Por defeito, os hack and slash têm um botão para ataques leves e outro para ataques mais fortes (geralmente é quadrado e triângulo), combinando ambos obtemos diferentes combos. Além destes, em Yaiba: Ninja Gaiden Z há um terceiro botão (o círculo) que controla uma corrente. Portanto, à partida temos logo uma grande variedade de combos e mais opções de ataque.

Não foi há muito que o lançamento foi adiado para março e nesta versão que experimentei dá para perceber o motivo, o jogo precisa de ser polido. Não sei ao certo qual é data desta versão preview, mas julgo que não seja muito antiga, afinal só chegou às minhas mãos na semana passada. De qualquer maneira, apesar de ser evidente que precisa de ser melhorado antes de chegar às mãos dos jogadores, é perceptível que este é um título com capacidades para altos vôos.

Claro que quando digo isto deve ser evidente que há a condição de ser um jogo indicado para quem gosta de violência e tem prazer em massacrar tudo o que lhe aparece à frente, afinal isto é acima de tudo um guilty pleasure. God of War entra nesta categoria e hoje é uma série com milhões de fãs. Há sem dúvida um público interessado neste tipo de jogos, eu incluído para ser honesto.

O que é estranho é não podermos controlar a câmera. Espero sinceramente que isto seja possível na versão final. Neste momento a câmera está fixa e nem sempre nos dá um bom plano dos inimigos à nossa volta, que podem ser dezenas por vezes.

Por falar em inimigos, Yaiba: Ninja Gaiden Z parece ter uma boa variedade deles. Além dos zombies estúpidos que podem ser cortados como se fossem manteiga, há outros mais resistentes como palhaços maléficos e uma noiva que consegue emitir raios eléctricos. Depois há zombies suicidas que gostam de correr atrás de nós para explodir e outros que adoram dar-nos um abraço para nos sugar a vida.

Do que pude experimentar nesta versão, notei ainda picos de dificuldade. Tanto estamos a esquartejar inimigos com facilidade como nos encontramos numa secção onde precisamos de várias tentativas até a concluirmos. Este é um jogo em que têm de saber quando e como atacar, mas mais importante é saber defender. Tal como outros Ninja Gaiden, somos recompensados se conseguirmos defender no momento certo e contra-atacar logo de seguida.

"O combate é incrivelmente variado e complexo, e quanto maior for a dificuldade, mais vão sentir a necessidade de conhecer a fundo a jogabilidade"

As secções de combate alternam com as secções de plataformas, que são muito simples. Yaiba não é um dois em um, em que nos deparamos tanto com um jogo de ação como de plataformas. As secções de plataformas são fáceis, basta carregar no X para trepar algumas paredes e seguidamente no círculo para amarrar a corrente a algum lado e baloiçar para outra plataforma para carregar novamente no X.

O que mais se nota em Yaiba: Nina Gaiden Z é que é um jogo que quer dar nas vistas com o seu aspeto visual que carrega em cores fortes e aposta em esguichos de sangue bem avermelhados que contrastam com todo o cenário. É arrojado, diferente e resulta. Comparativamente às imagens que temos visto, o que posso dizer é que não "limpo" e o efeito do aliasing é muito maior. Novamente volto a referir que estamos perante um jogo inacabado e podemos ser surpreendidos com a versão final, que ainda está quase a dois meses de distância, o que dá tempo suficiente para dar retoques.

O desenho das personagens é o que mais surpreende. Basta olhar para Yaiba para percebemos que é um ninja que não está para brincadeiras, e o seu olho vermelho transmite logo a mensagem que é um dos mauzões. O seu único desejo é vingar-se de Ryu Hayabusa, o seu assassino (Yaiba morreu e depois foi transformado num cyborg). Logo no início temos uma amostra do que esperar quando estes dois se encontraram, mas a maior parte do jogo será passada a matar zombies.

Esta versão Yaiba: Ninja Gaiden Z deixa expectativas positivas para o lançamento a 21 de março. É evidente que existem arestas para limar e é por isso que foi adiado. O combate é incrivelmente variado e complexo, e quanto maior for a dificuldade, mais vão sentir a necessidade de conhecer a fundo a jogabilidade, que claramente não foi menosprezada com a transição para um visual mais vistoso. Ficamos à espera que a versão final chegue até nós para retirar conclusões.

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