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Ubisoft acusada de reduzir o papel de personagens femininas em Assassin's Creed

Kassandra seria, alegadamente, a única protagonista em Odyssey.

A Ubisoft encontra-se neste momento a fazer uma "limpeza à casa" depois de dezenas de acusações de assédio sexual vieram ao de cima com a chegada do movimento #MeToo à indústria dos videojogos, mas as notícias negativas não param de chegar.

Um novo relatório do Bloomberg acusa a Ubisoft de não tratar devidamente as acusações de assédio sexual que eram conhecidas internamente. Alegadamente, em alguns casos, a Ubisoft tomou uma acção, mas na maioria das vezes, ignorou a situação.

O que é particularmente curiosos é como os ideais misóginos dos executivos responsáveis pelas decisões importantes moldaram os Assassin's Creed nos últimos anos. Por exemplo, Evie, a irmã de Jacob em Assassin's Creed Syndicate, tinha tanto tempo de ecrã como o seu irmão num guião inicial - segundo três pessoas - mas na versão final do jogo, a balança está muito mais desequilibrada.

Em Assassin's Creed Origins o protagonismo voltou a ser retirado a uma personagem feminina. O plano original era matar ou lesionar Bayek, o protagonista inicial, e depois colocar o jogador a controlar Aya, a sua esposa, isto segundo duas pessoas envolvidas no jogo. Em Assassin's Creed Odyssey não havia inicialmente dois protagonistas, Kassandra era a única personagem jogável, de acordo com quatro pessoas.

Funcionários antigo e actuais da companhia acreditam que estas decisões criativas são ilustrativas do sexismo que existe integrado na Ubisoft. Todas as decisões foram tomadas pelo departamento de marketing da Ubisoft ou por Serge Hascoët, director criativo na Ubisoft, também acusado de assédio sexual e de promoções injustas - alega-se que promovia o grupo de colegas que iam com ele a bares de strip.

Mas a influência de Serge Hascoët era, aparentemente, maior do que isto. Os produtores da Ubisoft dizem que tiveram que fazer grandes compromissos para evitar mudanças a pedido de Hascoët, que não gostava de cinemáticas nem de narrativas lineares. A única forma que os escritores arranjavam de captar a sua atenção era colocar um protagonista masculino forte.

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Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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