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Surjem as primeiras criticas a Six Days in Fallujah

O jogo que transporta os jogadores até à guerra no Iraque.

Há poucos dias atrás a Konami anunciou o desenvolvimento de Six Days in Fallujah, um videojogo de guerra que não é inspirado na Segunda Guerra Mundial nem num conflito inventado, mas sim na batalha de 2004 numa cidade iraquiana, tendo uma perspectiva dos soldados norte-americanos.

Este anúncio já teve as primeiras reacções e críticas, e assim por exemplo, Reg Keys, cujo filho morreu durante um dos ataques no Iraque, declarou que, "considerando as enormes perdas de vidas na guerra do Iraque, glorificá-la num videojogo demonstra muito mau gosto." Da mesma forma acredita que é "especialmente perturbador quando pensas no que realmente se passou em Fallujah." Para ele, "esses terríveis acontecimentos deveriam ficar-se somente nos anais da história, e não ser banalizados" em videojogos, e não é apenas isso, para ele o jogo "pode acabar nas mãos de um jovem fanático muçulmano e incitá-lo a procurar algum tipo de vingança."

Reg Keys quer que o jogo seja proibido "se não em todo o mundo, ao menos que o seja no Reino Unido," uma opinião apoiada pelo ex-coronel Tim Collins, que acredita que "é demasiado cedo para começar a fazer videojogos sobre uma guerra que ainda está no activo." Mesmo assim ele marcou o jogo de "uma resposta ligeira perante um dos eventos mais importantes da história moderna."

O grupo pacifista Stop the War qualificou o jogo como "revoltante", e consideram que é uma glorificação de um massacre que foi levado a cabo por "soldados de forças americanas e britânicas" e que constitui "um dos piores crimes de guerra que se cometeram numa guerra ilegal e imoral."

Por seu lado o escritor e ex-militar, Andy McNab, defendeu o jogo, considerando que, ao fim e ao cabo, a guerra já tem sido utilizada como um entretenimento ligeiro por parte dos meios de comunicação durante anos.

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Luís Alves

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É o nosso super-homem. Não existe nada que o Luís não saiba e o seu conhecimento da indústria é longo, permitindo-lhe estar sempre à frente de todos. É o homem que nunca dorme.

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