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Resident Evil 6 - Antevisão

O mundo está sob uma nova ameaça.

A Capcom reservou para o último dia da Captivate a apresentação de Resident Evil 6, provavelmente o jogo por que todos mais aguardavam. Primeiro porque até ao momento ainda fora revelado um trailer e depois porque aquela foi a primeira oportunidade para revelar os primeiros segmentos de "gameplay". Além disso a apresentação de Resident Evil 6 tinha uma duração maior por comparação com as restantes pois existia entre os representantes da Capcom uma vontade em tornar público o estado de desenvolvimento de um dos jogos mais aguardados pelos fãs, com lançamento apontado já para Outubro.

A série Resident Evil possui um legado fenomenal e cada episódio acrescenta novidades. Sendo Resident Evil 6 um jogo que irá assinalar grandes mudanças, é natural que haja uma observação especial e até mais algum cuidado por parte da Capcom no material exibido. E, claro, a presença dos seus mais importantes produtores no evento tornou-se fundamental.

Daí que a editora tenha levado até Roma os elementos mais destacados da produção de Resident Evil 6. Hiroyuke Kobayashi é o produtor executivo e será, talvez dos três, o mais reconhecido pelo seu papel decisivo na produção de Resident Evil 4. Eiichiro Sasaki é o diretor do jogo e ainda como "designer" Yoshiaki Hirabayashi. Qualquer tentativa de obter dele informações adicionais sobre o jogo durante a hora do almoço seria infrutífera, não obstante a prontidão para esclarecer dúvidas e questões que pudessem existir sobre a matéria sujeita a apresentação.

Hiroyuke Kobayashi sublinha que o conceito para Resident Evil 6 é a conjugação de um "thriller" e horror dramático. Não são conceitos novos para quem já experimentou os jogos anteriores da série, mas ao acrescentar uma toada mais cinematográfica é evidente que o jogo terá uma maior propensão para a ação, principalmente pelos novos movimentos que as personagens irão executar. Em certa medida o terror será maior do que o survival, daí que nesse capítulo estejamos mais perante uma evolução a partir dos últimos jogos. As munições não são tão escassas como dantes e o controlo da personagem não é tão tanque como nos primeiros episódios. Agora existe a possibilidade de ganhar refúgio e, num outro movimento, pudemos ver Leon cair de costas e dessa posição horizontal continuar a disparar sobre os zombies.

História e ação serão reforçadas em termos dramáticos. Os tons escuros sobressaem na composição global do jogo, por força da escassa luminosidade do exterior ou então a partir de aspetos circunstanciais como sustos causados quando uma personagem parece saltar do nada para o nosso campo de visão pedindo ajuda, alguém que tosse numa sala fechada ou tão só o ribombar de um raio de eletricidade. O "clima" que emana deste jogo é facilmente acolhido pelos fãs da série. É verdade que a personagem movimenta-se melhor, de forma mais fluida, mas o ambiente é claramente Resident Evil e familiar para os fãs.

Nos primeiros jogos a tensão era constante por causa da estrutura claustrofóbica dos níveis e da movimentação algo restringida da personagem. Mas nem por encontrarmos agora alguma agilidade e fulgor na jogabilidade se perdeu a tensão que existia nesses jogos. Digamos que se encontra construída de forma diferente. Os inimigos aparecem de qualquer sítio e quase sempre um confronto é precedido de um susto ou de uma situação inesperada desconfortante.

Este é um Resident Evil que a Capcom pretende maximizar e seguir para lá de todas as fronteiras. Haverá algum risco nesta aposta, ao criar 3 histórias para 3 protagonistas diferentes, mas assim não terá um jogo tão linear e previsível. As 3 diferentes histórias marcam diferentes arcos narrativos que contam com origem em pontos específicos do planeta, ao mesmo tempo que os protagonistas seguem missões aparentemente distintas. Leon Kennedy, Chris Redfield e Jake Muller terão a sua história e o jogador poderá começar o jogo com qualquer personagem. Mas haverá uma altura em que todas as histórias ficarão interligadas, isto porque o planeta enfrenta uma nova ameaça sem precedentes. Depois haverá todo um conjunto de "overleaps" na forma como se preenchem os "slots" narrativos e isso será promotor de um certo dramatismo.

Leon é a estrela de uma das três partes do novo Resident Evil 6.

O principal palco do jogo será a China, Lanshiang, o espaço geográfico dominante, mas haverá outras localizações a seguir de acordo com a personagem escolhida. Todos vimos no trailer de revelação do jogo que Leon Kennedy ficou sujeito a uma escolha que nunca julgaria ter de cumprir; apontar uma arma ao presidente dos EUA. Com efeito, a história de Leon acontece nos EUA. O presidente prepara-se para dar uma conferência para uma suposta mensagem fundamental. No entanto, ele e os seus seguranças são vítimas de um ataque terrorista. Durante o ataque o presidente é infetado e Leon, juntamente com Helena Harper (a parceira de serviço) terão de o matar. Helena Harper é uma agente misteriosa que entra em cena de forma misteriosa. Sabemos apenas que faz parte dos serviços secretos e terá algo mais para dizer sobre o evento em prática que em pouco tempo tomará proporção mundial.

A história de Chris tem lugar na China. Ele foi enviado para a China de modo a prevenir um eventual ataque e lidar com uma nova ameaça. Durante a missão, um acontecimento terá afetado a sua vida, especialmente na forma como irá enfrentar o bioterrorismo. O que se irá ver de Chris é algo que não é conhecido. Isso mudou a vida dele e terá efeitos ao longo da missão. Ao seu lado está Piers Nevans. É um dos novos membros e parceiro de Chris e sabemos que se encontrava com Chris 6 meses antes do ataque e que o seu objetivo passava por estabelecer apoio na missão.

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Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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