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Rainbow Six Vegas 2

Uma cartada triunfante?

As expectativas para esta sequela são altas se bem que contidas. O primeiro jogo deixou boas marcas e esta sequela tem muito espaço para melhorias mas será que foi isso que foi feito?

Mais uma vez vamos voltar a Vegas, a cidade do pecado, repleta de casinos e tentações e um alvo bastante procurado por terroristas. Vamos mais uma vez assumir a liderança dos Rainbow Six, e a nossa missão é acabar com as ameaças que aterrorizam a cidade.

Ao iniciar o jogo irá ser necessário criar um personagem e será este o personagem que vamos usar tanto nos modos online como na campanha singleplayer. A grande novidade está na possibilidade de agora ser possível escolher uma mulher pois de resto esperem apenas mais camuflagens e roupas, ao estilo do primeiro.

O modo campanha funciona como uma espécie de prequela e sequela pois salta entre períodos antes e depois dos acontecimentos registados no primeiro.

Para resumir e para sermos sinceros, a história não foi um dos aspectos mais brilhantes do primeiro e nada mudou. Serve apenas como motivo para vos colocar no campo de acção mas pouco mais consegue fazer. Para tornar as coisas mais interessantes, a Ubisoft apresenta a possibilidade de jogarem o modo campanha com outra pessoa online. Se precisarem de ajuda ou simplesmente pela diversão, podem partilhar o vosso jogo ou entrar noutro, para que com outra pessoa enfrentem os perigos da cidade do pecado.

Uma das mais positivas novidades está mesmo no sistema de evolução da personagem. Se anteriormente apenas nos modos online ganhava-mos pontos para subir de patente, agora é possível ganhar pontos de experiência nos modos singleplayer. Ganhamos pontos por cada terrorista abatido e ainda podemos acumular pontos extra ao realizar acções como tiros na cabeça ou abater um inimigo de perto. Outra forma de ganhar pontos de experiência é com o cumprir de certos requisitos como, determinado número de tiros na cabeça, determinado número de terroristas abatidos e por aí adiante. Uma forma simples e bastante agradável de tornar a experiência singleplayer mais atractiva.

Esta novidade irá agradar a quem queira subir de nível sem ter que enfrentar jogadores mais experientes online, servindo como treino ao mesmo tempo.

Algo que a Ubisoft prometeu, foi uma melhorada inteligência artificial e cumpriu. Os adversários oferecem um maior de melhor desafio, o que apenas torna ainda mais agradável o modo campanha. Além de serem extremamente certeiros, por vezes, são eficazes a procurar cobertura e geralmente atacam em conjunto. Esta é sem dúvida uma grande melhoria apresentada pela Ubisoft à qual os fãs vão reagir com satisfação.

Um dos pontos mais negativos do primeiro eram os seus gráficos, pelo menos na versão PlayStation 3. Uma falta de nitidez enorme, cenários despidos com fracas texturas davam um aspecto muito pobre ao primeiro mas isso já não se regista nesta sequela, pelo menos tão grave. Como quase tudo neste jogo, os gráficos não deixam transparecer que estamos perante uma sequela e por vezes mais parece que estamos perante uma expansão.

Se já no primeiro o motor gráfico dava mostras de cansaço, agora são ainda mais evidentes, claro que comparar a sequela com o original apenas a favorece mas isso não é lá muito lisonjeador. A ubisoft resolveu a falta de nitidez e agora temos um visual mais apurado, se bem que as texturas continuam algo fracas e o aspecto geral muito abaixo do que de melhor se faz actualmente. Os personagens estão mais detalhados mas apenas o nosso personagem e companheiros pois os terroristas são a bem dizer, praticamente todos iguais.

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Sobre o Autor

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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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