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PlayStation leva a sério a preservação retro no serviço PS Plus

Clássicos PS, PS2 e PSP a um clique de distância.

Por cada salto geracional de plataformas e consolas domésticas é legítimo perguntar de que forma será preservado todo um legado em termos de produções e videojogos. As soluções ao nível digital vieram alargar a base temporal, ao abarcar títulos e produções distantes, que só dávamos como possíveis nas plataformas para as quais foram criados ou então através da emulação, um poderoso trabalho desenvolvido pelos fãs. Porém, entre as fabricantes de consolas, o apoio ao universo retro mostra contornos mais interessantes nas actuais plataformas. É verdade que muitas fabricantes de consolas e computadores, e editoras, deixaram de publicar videojogos, o que significa que nem todos os videojogos editados no passado podem estar disponíveis nas lojas online. As soluções são muitas vezes exíguas e também dependem de processos de licenciamento.

Mas nem por isso o mundo retro deixa de exercer fascínio. Desde coleccionadores que procuram os jogos originais para uma experiência genuína, defronte um televisor da época, sem evitar também alguns constrangimentos como loadings demorados, jogos que não arrancam à primeira, e comandos menos apetrechados de botões, até ao recente fenómeno de miniaturas de consolas que emulam com precisão e com todos os defeitos os jogos das suas congéneres, as novas gerações movem-se pelo sentido da descoberta, das singularidades criativas e dos processos tridimensionais de construção de aventuras, jogos de acção, entre muitos géneros, e que constituem uma espécie de legado supremo.

No caso da PlayStation é o seu novo serviço Plus, na modalidade Premium, que torna interessante este encontro com a preservação do universo retro em consolas da marca Sony. A inclusão de clássicos da PlayStation, PlayStation 2 e PSP (a primeira portátil da Sony), nesse modelo de subscrição, vem garantir o acesso a uma gama de jogos só possíveis nas consolas originais ou então numa PlayStation 2 ou mesmo numa PS3. À medida que novos jogadores crescem com as novas plataformas e se interessam pelas soluções da indústria, este tipo de serviço é a garantia de acesso ao mais amplo patamar dos serviços, uma espécie de 2 em 1, ao mesmo tempo que assegura uma via directa a um distante legado.

Dark Cloud é uma notável série de role play presente na vaga inicial de jogos clássicos disponíveis no serviço PS Plus Premium.

A Sony já asseverou que a lista de clássicos disponíveis na nova modalidade de subscrição do Plus contemplará centenas de jogos. Três plataformas retro são realmente muita uva, ainda que os mesmos fiquem disponíveis por fases. Recentemente, a Sony explorou também o segmento das consolas mini, através da emulação numa consola mais pequena que a original. Apesar de perder algum brilho na qualidade da emulação, a via é sustentada por outras fabricantes, chegando a editoras como a Sega e a Taito, através da emulação dos seus sistemas arcade. Mas se o tamanho dos jogos parece funcionar como condicionante (a Sega já assegurou ter dificuldades em tornar rentável uma Saturn mini), a solução digital dá mais garantias. Com a inclusão dos jogos PlayStation 2 e PSP, a Sony dá continuidade ao mundo retro PlayStation, numa PS5 e num moderno televisor, sem que os utilizadores se vejam forçados a montar o set up original junto de um televisor antigo.

É toda uma experiência prática e simples. Através de um simples clique temos a correr o jogo original nos moldes em que o mesmo foi concebido. Resta aferir a qualidade dos ports e se nas diversas regiões do globo a qualidade do port será a mesma. É evidente que há o custo da subscrição, no caso do Plus Premium através de um acréscimo ao valor do Plus original. Mas, se o interesse do jogador passa por tirar proveito da totalidade do serviço, na comparação com a aquisição das consolas originais e dos respectivos jogos, para quem não os tenha, pode existir uma óptima poupança.

Possuo todas as consolas da PlayStation, repetindo até alguns modelos que adquiri a um preço bastante reduzido. Mas com uma procura cada vez maior pelos jogos, consolas e acessórios mais antigos, a aquisição de uma PlayStation e uma PlayStation 2, bem como alguns jogos, pode envolver uma soma bastante significativa, para além dos títulos raros. Tenho dúvidas que as propostas digitais retro possam de algum modo provocar uma baixa nos preços dos equipamentos usados, até porque há sempre quem prefira o formato físico e original. Desde o prazer de desfolhar um manual (actualmente os manuais econtontram-se incorporados nos jogos) a retirar uma consola da caixa, das gavetas cartonadas e conectá-la a um televisor da sua época, isso é um ritual que não perderá fãs, antes pelo contrário, continuará a ganhar adeptos eviados de curiosidade pelas máquinas antigas.

Mas para quem não contemple ou não possa seguir essa solução, a preservação retro nos moldes do Plus mostra-se até conveniente em termos financeiros, e de algum modo o utilizador pagará pelo extra da subscrição um benefício que poderá sair-lhe, dependendo da oferta, mais barato que um original usado. No fundo, estamos perante o regresso aos clássicos que experimentámos em comandos com fios e antigos televisores CRT, mas num moderno televisor e fazendo uso de um comando em tudo superior. Com tantos e notáveis clássicos que facilmente encontro numa PlayStation, PlayStation 2 e PSP, matéria que valerá a pena abordar numa próxima oportunidade, não restam dúvidas sobre o interesse da Sony em garantir que novas gerações possam conhecer uma boa parte do legado da indústria, principalmente da Sony Entertainment Interactive. As soluções sucedem-se num mercado em crescimento e com espaço para jogos modernos e também experiências marcadas pela nostalgia.

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Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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