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PixelJunk Eden

Um jardim com muita pinta!

A Q-Games é muito provavelmente a menina dos olhos d'ouro da Sony no que diz respeito a jogos com destino à Playstation Store. Após o grande sucesso de PixelJunk Monsters, a produtora que é já conhecida por nos oferecer jogos com conceitos totalmente diferentes do normal, apresenta-nos agora PixelJunk Eden, um jogo de jardinagem (!). Na verdade não são necessárias foices ou enxadas para jogar, mas achei por bem designa-lo desta forma visto que toda a “acção” do jogo decorre num jardim, o Eden.

Antes de mais tenho que dizer que sou um apaixonado por jogos originais e com conceitos tão ou mais arrojados que este. Sou suspeito, portanto. Quando peguei em Eden, a primeira coisa que me veio à cabeça foi Flow, um jogo com um ambiente simplista no qual o único objectivo seria fazer crescer uma série de criaturas ao longo dos seus ciclos de vida. Em Eden, embora indirectamente, temos um conceito similar.

Utilizando uma pequena criatura denominada por Grimp, o jogador terá que percorrer diferentes sub-jardins à procura de Spectra. Conforme é recolhida a Spectra dos diversos sub-jardins, um jardim principal onde o jogo decorre irá crescendo, dando assim acesso a novos sub-jardins. O papel do jogador é recolher toda a Spectra dos sub-jardins, de modo a fazer o jardim principal crescer. Parece confuso? Um pouco, mas só ao inicio.

É este jardim principal que serve de ponto de partida para todos os outros.

Para dificultar as coisas, a Spectra encontra-se sempre escondida em pontos altos e, para a alcançar é necessário fazer crescer os ramos do jardim através do pólen encontrado. Saltando de ramo em ramo, lá vai o Grimp subindo o jardim até ao topo, com alguns percalços pelo caminho.

Desenganem-se aqueles que pensam que o jogo se torna rapidamente aborrecido pois estamos aqui perante uma relação de amor- “quanto mais me bates, mais eu gosto de ti”. É possível que por vezes se torne frustrante, pois é como fazer escalada. Digamos que é chato estar a 2 metros de chegar ao cume do Monte Everest e cair. Mas, é impossível não tentar outra vez e essa é que é a parte engraçada do jogo. Torna-se viciante!

Com o avançar do jogo o nível de exigência aumenta também. Alguns factores adicionais como o vento, mecanismos de tele-transporte ou ainda elevadores são adicionados para apimentar um pouco as coisas. Existem níveis que parecem enigmas e, desvendá-los só está nas mãos do jogador.

No total existem 10 jardins para percorrer e o único ponto negativo que posso anotar é a obrigatoriedade de repetir o mesmo jardim 5 vezes para poder encontrar toda a Spectra. Quando o jogador entra num jardim pela primeira vez apenas pode recolher uma Spectra. Na segunda vez pode recolher duas, e por aí fora, sendo que são necessárias 5 vezes para recolher toda a Spectra. Pessoalmente, não acho que este seja um ponto necessariamente negativo pois permite um melhor reconhecimento de cada jardim, mas por vezes torna-se chato.

Como podem ver algo que não falta em Eden é cor, muita cor!

Com um visual simplesmente arrebatador, é justo dizer que cada nível/jardim oferece uma experiência diferente - são como telas pintadas por artistas diferentes, não existem duas iguais. O jogador é envolvido num espectáculo de cores único, pois os jardins são como ambientes vivos - estão sempre em movimento e em constante mudança de cor. Eden conta ainda com uma banda sonora estilo Techno que, em contraste com a calmaria característica dos jardins, torna o jogo mais rápido e acelerado.

PixelJunk Eden é ainda um teste às novas capacidades da Playstation 3. Como muitos sabem, o jogo não só dispõe do novo sistema de troféus, como ainda faz uso da integração com o Youtube e possibilita a reprodução remota através da PSP.

Em suma, Eden é um jogo exemplar e sem defeitos de maior a apontar. Uma apresentação artística única e uma longevidade relativamente grande, tornam este jogo um pacote extremamente apetecível e altamente recomendável. Para aqueles que gostam de desafios ainda digo mais, Eden é uma experiência Hardcore camuflada por um jardim de Grimos fofinhos e, quem quiser “zerar” este jogo, tem muito trabalho pela frente.

9 / 10

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Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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