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PES 2012

Mais poder ofensivo.

As últimas edições de PES têm conseguido conquistar novamente o gosto dos fãs do género futebolístico virtual, habituados a um estilo de jogo mais complexo, mas folgado em posse de bola e inteligência artificial. A Konami não se dá normalmente a grandes ruturas no tratamento do seu simulador, mas perante a necessidade de acrescentar melhorias, algo haveria que ser feito e corrigido para tornar o futebol virtual mais realista e atraente. Preocupação que parece estar a seguir um caminho que aproxima a edição deste ano das origens e das melhores edições da série, salvaguardando o toque de bola e afastando comportamentos erráticos dos jogadores comandados pelo computador.

A edição que já pudemos experimentar incorpora uma boa fatia de leão dos conteúdos que irão integrar a versão final. Se por um lado consagra a manutenção de competições que transitam do passado, mormente os campeonatos europeus oficiais, a Liga dos campeões e a Taça dos Libertadores, outras competições ainda aguardam por transformações finais, pelo que ainda permanecem como um segredo bem escondido. Em matéria de clubes espera-se também um significativo reforço. De qualquer modo trata-se de alterações bem-vindas que iremos dar conta na versão final.

PES 2012 dá seguimento ao envolvimento visual que conhecemos no ano passado. A entrada em campo das seleções é acompanhada pelo ecoar dos hinos e a representação dos atletas está mais atenta, com representações faciais e corporais mais credíveis, especialmente nos atletas que vêm marcando a modalidade, oriundos dos vários continentes.

Quem simpatizar com a seleção nipónica verá que a mesma conta já com todas as alterações para a presente temporada. O que acaba por ser uma pena perder a possibilidade de controlar no eixo defensivo os imensos Túlio Tanaka ou Nakazawa, entronizados no último mundial. A seleção japonesa é um exemplo que damos dessa cópia bem conseguida dos congéneres futebolistas verdadeiros, mas como ela, também seleções como Espanha, Brasil, Argentina, Alemanha e o nosso Portugal contam com os seus principais protagonistas em pleno.

A animação dos atletas está melhorada, com novas reações no confronto corporal e uma movimentação mais realista. A imprevisibilidade parece ser agora uma nota dominante no desfecho de lances, provocada por ressaltos, desvios, cortes e remates que fazem a diferença. Apesar disso subsistem alguns erros. Há atletas que se divorciam de certas jogadas e "adormecem" em campo, ficando distantes de lances que mereciam uma imediata intervenção, para mais com a bola tão perto. Todavia, estas situações são agora menos frequentes. Subsistem, mas incomodam muito menos. Pois de um modo geral é frequente vê-los mais interventivos, unidos, a fechar os espaços e a atacar a bola com mais alguma segurança, impedindo que o adversário possa dispersar o jogo ou então seguir por dribles irrealistas.

Repórteres de imagem e edição televisiva: futebol em direto.

No fundo PES 2012 parece ter deixado para trás aquelas corridas intermináveis e passes largos e rápidos que manchavam significativamente o ritmo do jogo, o que são boas notícias. Já as edições anteriores davam conta de melhorias a este respeito. Para este ano os produtores apostaram em atribuir para o jogador uma série de funções que introduzem algumas variantes ao comportamento dos jogadores controlados pelo computador. O objetivo é que o computador possa acompanhar da melhor forma o estilo do jogador, minimizando os comportamentos inconsistentes.

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Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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