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Paper Mario: Color Splash - Antevisão

Baldes de tinta.

Embora a presente situação da Nintendo Wii U seja aquela que todos já sabemos e que dentro de meio ano, sensivelmente, dará lugar à sua sucessora, por enquanto designada pela Nintendo como NX, a gigante de Quioto tem ainda em carteira alguns jogos relevantes (para lá das produções indie), como sucede com Paper Mario: Color Splash. Outros títulos perfilam-se no alinhamento final, juntamente com um pelotão de jogos "indie" que todas as semanas chegam à eShop da Wii U e 3DS. Mas enquanto não é revelada a próxima consola doméstica da Nintendo, a nova produção da Intelligent Systems, que nos trouxe imensas pérolas nos últimos anos, é o destaque para os próximos tempos.

Com o original Paper Mario lançado na Nintendo 64, as memórias de muitos, e as minhas, concentram-se em Paper Mario: Thousand Year Door, uma produção para a GameCube que depressa se notabilizou como uma das melhores aventuras de Super Mario no formato role play, isto é; em acesos combates contra Gombas e outras criaturas despejadas por Bowser e seus lacaios na nossa direcção. A estética do canalizador é diferente, assim como a representação do "Mushroom Kingdom" é brindada com um novo colorido e design. Porventura mais linear, não faltam puzzles e pedaços de interacção que tocam a surpresa, brindando o jogador com transformações nos cenários à custa de elementos específicos.

Desta vez é a conjugação das tintas com o papel que ganha projecção em Color Splash. Por vezes fica a sensação de estarmos diante de uma sequela de Sticker Star, o jogo para a 3DS que promoveu um mundo de papel e autocolantes, sendo visíveis certas semelhanças. Há efectivamente uma aproximação entre os dois jogos no que toca ao design, no entanto, as mecânicas e a interacção exclusiva provocada pelo "Gamepad", proporcionam uma experiência substancialmente diferente, ainda que alicerçada nos clássicos combates por turnos.

A ilha oferece diferentes localizações, mas para as desbloquearem terão que descobrir pequenas e grandes estrelas.

A história é apresentada com o habitual humor que a Intelligent Systems aplica nas suas produções, especialmente na série Paper Mario. Um Toad é enviado à princesa Peach que lhe comunica que a ilha das seis cores - paraíso de papel colorido - está a perder a tinta enquanto à volta tudo desmorona. Super Mario parte de imediato para o arquipélago. Após um primeiro contacto, o herói observa que "shy guys" usam palhinhas para sugar a tinta (das paredes, das flores, dos Toads). Mas há um plano maior por detrás, estando Bowser mais uma vez na produção deste evento.

Para voltar a pintar à ilha e devolver as suas cores, Super Mario terá o apoio de uma nova personagem chamada Pintas, que podendo auxiliar o herói em momentos de dúvida e dificuldade, garante as instruções necessárias numa fase inicial. Além disso, Super Mario adquire um martelo especial: com o martelo de tinta poderá voltar a pintar as zonas descoloridas, e dar vida a outras personagens como os Toads. Progressivamente, o herói devolve o equilíbrio à ilha das seis cores, enquanto penetra a fundo num plano que o levará a confrontar criaturas misteriosas.

Embora tradicional na estrutura role play (um modelo de combate bastante acessível), a particularidade dos combates reside nas cartas enquanto factor novidade. Estas cartas de combate, assim se chamam, são encontradas no percurso, quando pintamos uma porção descolorida ou martelamos com sucesso sobre um inimigo. Estas cartas contemplam um desenho que especifica a forma do ataque (martelo, salto com os tamancos, tamancos com solas abertas e por aí fora). Depois de seleccionado um ataque podemos pintar a carta, usando a tinta à nossa disposição. De seguida só temos que atirar a carta para diante e iniciar o ataque. Se formos exímios no "timming" até podemos realizar vários ataques sucessivos no mesmo turno, o que nos deixa numa situação de superioridade.

Contudo, a tinta é escassa e se utilizarmos o martelo de tinta com grande regularidade, acabaremos por ficar sem provisão. Nesse caso teremos que martelar sobre flores e outros objectos que libertam tinta. Procurar as estrelas de tinta, grandes e pequenas é um objectivo constante, através do qual podemos explorar diferentes territórios e zonas da ilha. Por vezes é impossível não nos lembrarmos de Super Mario Sunshine, outro jogo marcado por mecânicas baseadas na pintura. De todo o modo, perspectiva-se uma grande, cuidada e bonita aventura em Color Splash. Existem muitos efeitos assim que interagimos com certos elementos, dando origem a coisas tridimensionais que invadem o nosso espaço. Estas surpresas são constantes e conjugadas com cores vibrantes, não só modificam o aspecto da ilha como tornam mais proveitosa a nossa jornada.

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Sobre o Autor

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Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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