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O que estamos a jogar - 20 Fevereiro

Vikings vs Ninjas.

20 de Fevereiro de 2021

Olá, bem-vindo a esta nossa rúbrica semanal, na qual falamos de alguns dos jogos que temos jogado nas últimas semanas ou que ainda estamos a jogar nestes dias de confinamento. Estes são os jogos que nos entusiasmam e que mesmo com tempo limitado, não conseguimos resistir a jogar.

Nós por aqui temos sempre muito que fazer, sempre atarefados com novos jogos, novidades da indústria, e claro, há que manter a nossa comunidade informada e a par de que se passa. Tentámos chegar a todo o lado, e isso retira-nos aquele tempo especial para relaxarmos e jogar o que mais amamos. Há sempre aquele jogo especial que não conseguimos largar, e agora irão ficar a saber o que temos andado a jogar às "escondidas".


Sega Ages Virtua Racing

Bom, eu sei que são já algumas semaninhas aqui a jogar retro, mas a verdade é que muitos dos jogos mais antigos continuam a proporcionar-me fabulosas experiências em modo "time extension". E nem sequer é ter em conta o factor nostalgia, é mesmo por haver uma ligação de imediatismo e desafio. Um dos jogos a que acabo por recorrer com alguma regularidade (e agora) é Virtua Racing, nesta versão Sega Ages desenvolvida pela M2 em colaboração com a Sega. O mérito desta versão está na capacidade que o estúdio japonês que já nos brindou com outras produções em diferentes géneros (de jogos a Mega Drive a outros títulos de natureza arcade) em calibrar com sucesso as características dos jogos arcade, como réplicas se não 100% fiés, pelo menos quase.

É o que sucede com este magnífico Virtua Racing, aqui com as cores e especialmente os 60 fps da arcada. Isto resulta numa série de corridas estonteantes e verdadeiramente desafiantes, onde tentar vencer em Acropolis, a derradeira de três provas, é um desafio tentacular. Comparado a um OutRun Arcade online e até mesmo a um Daytona USA, nas versões XBLA e PlayStore, poderá causar menos impressão à custa das arestas vincadas. Porém, mesmo nesse 3D mais cru, porque na realidade este é dos primeiros jogos de corrida em 3D, há uma grande sensação de profundidade e velocidade, impressionantes para a época, sendo possível observar detalhes e pormenores interessantes, entre os quais a roda gigante, palmeiras e as faíscas do fundo plano ao raspar no asfalto. Esta conjugação leva-me regressar ao jogo com alguma regularidade. Facto curioso como nota final, o desenvolvimento da versão arcade, nomeadamente dos mecânicos nas mudanças de pneus, levou a Sega a pensar em Virtua Fighter.

Vítor


Cyber Shadow

O Vítor fez a review deste jogo há umas semanas e naquela altura confesso que não lhe prestei muita atenção. Esta semana, enquanto percorria a lista de jogos disponíveis no Xbox Game Pass para testar o Razer Wolverine V2 (spoiler: o comando está fantástico), deparei-me então com Cyber Shadow. É um jogo pequeno, com pouco mais de 200 MB, e o plano inicial era apenas jogar um bocado para testar o D-Pad. Bem, digamos que o tempo voou! Este jogo que presta homenagem à época dos 8-Bit tem uma jogabilidade incrivelmente afinada e uma apresentação altamente requintada para este estilo gráfico. Mas o que realmente me prendeu foi o desafio.

Não é o jogo mais difícil de sempre, nem tão pouco cheguei a sentir-me frustrado, mas é bem desafiante - a Yatch Club Games soube muito bem dosear o nível de desafio. Com checkpoints intervalados correctamente, sentes-te sempre encorajado a passar a próxima área desafiante. A dificuldade vai aumentando, com a introdução de novas habilidades e tipos de inimigos, mas o teu nível de destreza também. Adoro também como os níveis tem secções escondidas que requerem que prestes atenção. A parede ou os tubos em frente podem estar ligeiramente rachados, o que significa que podem ser partidos para aceder a uma área secreta, mas o estilo de gráficos 8-Bit requer atenção redobrada para reparar nestes detalhes.

Enfim, um jogo surpreendentemente envolvente, até para quem normalmente não presta muita atenção a estas homenagens retro.

Jorge


Valheim

Esta semana surgiu-me um jogo muito peculiar, que está neste momento a fazer furor no Steam, onde é um dos jogos mais jogados, e no Twitch também tem conseguido manter uma boa audiência. Estou a falar de Valheim da Iron Gate AB, que é distribuído pela Coffee Stain Publishing. Realmente não se pode julgar um jogo pela sua capa, e este menino é de facto um caso sério de dependência. Com uma assinalável capacidade, a Iron Gate AB consegue aqui criar algo que apesar de pouco exigente a nível de hardware, é extremamente profundo e desafiador. Para quem não conhece Valheim, é uma aposta na componente de sobrevivência num mundo mitológico nórdico, que surge do casamento entre Shadow of the Colossus com Rust.

O desafio que temos em mãos é colossal, são dezenas de horas a construir a nossa base, recolher os preciosos itens para assim podermos ganhar experiência à medida que vamos repetindo tarefas e as vamos aperfeiçoando. Construir um abrigo, fortificações, uma fogueira para nos aquecermos, vestimentas para proteção contra o frio e os predadores, armas, e claro, muita exploração. Depois de devidamente preparados, lá vamos nós em busca daquele monstro para abater. Estou apaixonado pelo jogo, e prometemos que para a próxima semana teremos uma LIVEstream aqui no Eurogamer Portugal.

Adolfo


Projet Triangle Strategy - Debut Demo (Nintendo Switch)

Sem qualquer aviso prévio, a Square Enix apresentou o seu próximo esforço no estilo "2D-HD", que me deslumbrou em Octopath Traveler, na forma de Projekt Triangle Strategy (nome provisório). Tal como Octopath, é um jogo que segue o lema da equipa em apresentar na atualidade jogos parecidos com os que jogamos quando eramos crianças. São homenagens aos clássicos da Square Enix e se Octopath era uma homenagem a jogos como Final Fantasy 6, este novo esforço é uma clara carta de amor a Tactics Ogre e Final Fantasy Tactics. É uma carta de amor da Square Enix Business Division 11 a Yasumi Matsuno e de repente tenho aqui um dos meus jogos mais aguardados.

A chegada da demo, para acompanhar o anúncio surpresa, fez-me parar a perseguição por todas as estrelas em Super Mario 3D World + Bowser's Fury e tenho passado o meu tempo a explorar as mecânicas e a forma como presta homenagem aos clássicos. A dificuldade foi elevada para se tornar mais difícil e te forçar a pensar bem cada decisão tomada, mas é delicioso descobrir o que cada personagem faz, usar ataques pelas costas ou laterais quando existe um aliado num quadrado por perto para encadear mais dano ou usar a verticalidade como vantagem. A estética e a banda sonora também nos remetem para a década de 90 e a narrativa parece altamente interessante.

Bruno

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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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