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O pânico de ver todos aqueles jogos ainda por terminar

Também estão a acumular catálogo?

Alguns meses antes de Novembro de 2013, comecei a fazer os meus planos para me despedir da anterior geração de consolas. Claro que existiam muitos jogos na PlayStation 3 e Xbox 360 que queria jogar mas para não acumular muita coisa comecei a reduzir o número de produtos aos quais me entregava. Especialmente se queria mergulhar de vez na nova geração de consolas. Como a Xbox One ainda não havia chegado e o orçamento não me permitia mais do que uma nova consola, foquei-me na PlayStation 4 para fazer companhia à Wii U. A ideia seria a de começar do zero com uma nova consola e focar-me apenas nos jogos que para ela seriam lançados, voltando às "antigas" apenas para jogar aquelas experiências exclusivas que não poderia perder. Falo de jogos como Tales of Symphonia HD, Lightning Returns, One Piece: Unlimited World RED, Tales of Xillia 2, Naruto: Ultimate Ninja Storm Revolution e outros assim do estilo que simplesmente me deixam deliciado.

Agora, em 2015, ao contrário do que pensava e do que pretendia, constato que o meu catálogo de produtos ainda por terminar não ficou mais pequeno, provavelmente também não cresceu, simplesmente continua no mesmo ponto: uns vão dando lugar a outros e tudo parece estar naquela vontade de procurar sempre pechinchas que são compradas para serem jogadas mais tarde. O que me levou a partilhar convosco esta minha situação foi precisamente uma nova compra: Sleeping Dogs Definitive Edition e Assassin's Creed IV: Black Flag (cerca de €40 os dois). Quando comecei a ver o que ainda tinha para jogar antes de lhes pegar comecei a perceber que existe aqui um comportamento que talvez precise ser corrigido.

Como referi, os produtos para a Xbox 360 e PlayStation 3 começaram a ser cada vez menos mas a Vita, Nintendo 3DS, a Wii U e a PlayStation 4 continuaram a receber as suas novidades. Isto permitiu que jogasse Shin Megami Tensei IV, Tales of Hearts R, Final Fantasy X HD, Super Mario 3D World e Freedom Wars mas pelo outro lado fez com que não tivesse tempo para completar outros jogos ou sequer lhes dedicar o tempo que precisavam. Ao longo de 2014, isto continuou e enquanto completava alguns jogos, outros iam ficando para trás. Agora, no início de 2015 e com a perspectiva de um ano espectacular, fico um pouco atarantado ao constatar que tenho jogos ainda por terminar e que outros nem sequer quero voltar a jogar. Já sentiram aquele pânico quando percebem que estão a acumular muitos jogos por jogar/terminar e que não conseguem parar de procurar promoções ou usados em conta?

Pensando na altura em que comprei a PlayStation 4 acompanhada de Killzone: Shadowfall, recordo que não consegui sequer terminar o jogo e nem tão pouco tenho vontade de o voltar a jogar. Por mais incrível que seja a experiência visual, não consigo encontrar emoção e diversão no gameplay, tornando-se num jogo banal com visuais de luxo. Sei que provavelmente rumo contra a maré nesta minha opinião mas no que diz respeito a satisfação, fiquei desanimado. Outros jogos de Novembro de 2013 como Resogun ou Contrast foram jogos que completei ou joguei à procura da Platina mas tal deve-se ao meu encanto pelos produtos indie que, na sua maioria, servem como intervalo dos AAA e nos permitem abordar experiências que podem ser jogadas e largadas de forma rápida. Já em 2014, especialmente porque é neste ano que me quero focar pois foi assim que cheguei a este estado, a aquisição de Tomb Raider: Definitive Edition serviu para colmatar a ausência de jogos de maior porte na nova geração e serviu como um agradável entretenimento.

Em Março, chegou aquele que para mim foi dos jogos mais divertidos do ano: inFAMOUS Second Son. Não parei enquanto não o terminei e apesar de todas as suas falhas, foi um espectáculo. Um dos poucos exemplos de um jogo que me agarrou e não mais largou. Transistor, Valiant Hearts e Child of Light são mais exemplos de como os indie me têm fascinado e como se tornaram no tipo de produto que assim que começo a jogar não paro até terminar. Contrastando com os AAA que fui comprando ao longo do ano diria que comecei a desenvolver a clara preferência pelos indie. Metal Gear Solid IV: Ground Zeroes foi outro jogo que não tive capacidade para completar. Apesar desta demonstração glorificada terminar rapidamente, não tive vontade de terminar todas as missões e conquistar todos os troféus. O mesmo posso dizer de Watch Dogs, jogo interessante e divertido mas cujas falhas e cujas debilidades em pontos que considero demasiado importantes num jogo, fizeram com que não o explorasse completamente.

Tornaram-se duas vítimas de um pensamento que acredito ser comum a muitos: "Não estou a gostar como pensava. Não é um mau jogo mas pá, vou deixar de lado para jogar este novo e depois voltou mais tarde!" Todos nós sabemos como somos fantásticos a criar argumentos e pontos válidos quando queremos comprar uma coisa nova ou quando nos queremos livrar de uma.

Interessante contraste com a complexidade de Watch Dogs foi a simplicidade de Murdered: Soul Suspect. Não parei até o terminar e apesar de reconhecer que é um jogo relativamente morno, o facto de ser algo diferente fez com que agarrasse ao jogo. Só depois de o terminar é que o larguei e como não sou jogador de ficar obcecado com as Conquistas/Troféus dei o meu trabalho por terminado em Salem. As vítimas de final de ano foram mesmo Driveclub e Shadow of Mordor mas aqui por força de Destiny que não paro de jogar desde 11 de Novembro. O que interessa é que tenho aqui mais dois jogos que não foram explorados como deveriam e no caso de Mordor é um crime que até hoje me pergunto como deixei acontecer.

Este ainda está por terminar. Um crime eu sei.

Ao comprar estes dois novos jogos, comecei a pensar nos jogos que ainda tinha para explorar e não são propriamente apenas 4 jogos PlayStation 4 que não completei. Tenho outros mais na Vita, 3DS e até iOS (como Dragon Quest II, por exemplo) cujo potencial ainda não explorei em pleno. Então porque é que continuo a procurar novidades, promoções e a acumular catálogo? Especialmente intrigante quando sinto vontade de comprar produtos como The Evil Within, Guilty Gear Xrd: Sign, Bayonetta 2, Assassin's Creed: Unity, e outros que possam eventualmente surgir a um preço irresistível.

O tempo reduzido para jogar torna difícil explorar os jogos ao máximo mas mais do que perceber como me estou a tornar numa pessoa que deixa mais jogos por terminar do que aqueles que termina, começo a perceber como estão a moldar os meus hábitos enquanto jogador. Apesar de continuar a desejar um bom JRPG que me deixe amarrado, sinto que me tornei numa pessoa que procura experiências mais imediatas e fáceis de assimilar (daí este gosto imenso pelos indies) mas que ainda procura uma certa profundidade e variedade (Life is Strange é fantástico nesse aspecto). Nem sempre uma boa promoção me motiva a comprar um jogo e mais do que nunca preciso que me diga algo para justificar o meu voto de confiança com Euros.

Ainda assim a verdade é uma: meses com grandes lançamentos a caminho e ainda tenho aqui perto de 10 jogos por terminar, juntamente com perto de outros 10 que queria comprar e terminar mas a continuar assim torna-se insustentável. Até que ponto estarei a valorizar o produto e o investimento. Agora, a questão é: o que pensam vocês disto? Que tipo de hábitos criaram com os anos e que tipo de jogador/comprador se tornaram? Ainda são o mesmo que há 5/10 anos? Começaram a acumular catálogo por terminar e fizeram alguma vez aquela "linha" que dita 'de agora em diante começo do zero'?

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Sleeping Dogs: Definitive Edition

PS4, Xbox One, PC

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Bruno Galvão avatar

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.
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