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Ninja Blade

Shinobi vs spider ninja.

Tóquio está em perigo e tal como sempre, surge um ninja para o salvamento. Aparentemente os robôs gigantes não estão de serviço. Para fazer frente à ameaça, a From Software apelou aos serviços de nomes bem conhecidos desta indústria e prepara-se para nos oferecer um jogo de acção e aventura cinematográfico, pelo menos é a própria que o diz e a julgar pela demo acreditamos.

Conhecida pela sua série Armored Core, a From Software ainda não conseguiu criar um título nesta geração que verdadeiramente se destacasse, e para tentar rectificar tal, a companhia colocou o design de personagens nas mãos de Keiji Nakaoka, de Lost Planet, a banda sonora a cargo de Norihiko Hibino, da série Metal Gear Solid, e as animações e sequências de história a cargo da Production I.G, facilmente reconhecida pelos amantes da animação Japonesa e não só. Algumas provas de que a companhia pretende fazer deste seu exclusivo Xbox 360 uma tentativa para ascender a novos patamares.

Durante uma demo extremamente curta, a From Software dá uma amostra daquilo que vai oferecer ao jogadores Japoneses já no próximo mês e apesar de pequena, esta demonstração mostra bem aquilo de que é feito Ninja Blade, acção pura e dura com aquele toque de espectacularidade que só poderia ser made in Japan. Seguindo de perto as pisadas de jogos como Devil May Cry ou Ninja Gaiden, Ninja Blade traz à memória quase de forma instantânea estes títulos, quer seja pelo dinamismo da situação, pela jogabilidade ou pelo esquema de controlo. Não colocando de lado o personagem em si e todo o ambiente de jogo que nos relembram a obra da Team Ninja.

Ninjas em cima de mísseis, confessamos que somos facilmente atraídos por tais sequências.

Pegando na própria descrição que a From Software faz do seu jogo, Ninja Blade realmente parece ser um jogo de acção e aventura com fortes contornos cinematográficos. As sequências rápidas de acção misturam-se com sequências dinâmicas onde temos que pressionar o botão correcto na altura correcta na tentativa de conferir um bom aumento na adrenalina e na sensação cinematográfica do jogo. Algumas sequências levam-nos a pensar se não estará Ryuhei Kitamura envolvido no processo, tal a intenção de ir ao encontro do espectacular.

A demo tem início com ninjas a atirarem-se de um helicóptero, logo aqui somos colocados num dos elementos de destaque do jogo, os QTE (Quick Time Events). Estas secções nas quais temos que pressionar o botão correcto na altura correcta podem ser um caso de extremos, ou se ama ou se odeia, e a sua presença em Ninja Blade é tão forte que pode ser considerado um elemento base e fulcral do jogo pois a qualquer momento surge uma nova sequência que nos pede para executar estas acções. Até nesta demo tão curta será fácil notar a sua forte presença, mas certo é que oferecem algumas secções muito divertidas e bem diferentes do que temos visto no género, como cair por um arranha céus abaixo lutando, podem-se desviar, com monstros que nos esperam.

Uma vez chegado ao nosso alvo, é chegada a hora do primeiro contacto com o sistema de combate e com a jogabilidade propriamente dita. Como já referido, não é difícil encontrar semelhanças ou recordar jogos como Ninja Gaiden ao jogar Ninja Blade. Também aqui temos um botão assinalado para cada uma das diversas acções possíveis como ataques rápidos, ataques fortes, atirar armas projécteis, saltar, proteger, usar técnicas especiais (ninjutsu) ou para executar uma movimentação mais rápida (dash). Face a inimigos lentos que oferecem fraca oposição é na mesma necessário usar o botão de protecção caso se queiram manter vivos e como já é apanágio do género, encadear os dois botões de ataque é o caminho a seguir para despoletar furiosos combos. Os combates tornam-se dinâmicos e contam com a ajuda do sistema em tempo real para a troca de armas, pressionando numa das direcções do D-pad alternam entre as armas disponíveis. Não só pelo estilo mas também porque alguns inimigos usam protecção que só pode ser destruída com armas mais fortes. O esquema de combate oferece alguns pontos positivos mas uma vez que apenas temos espadas, e não outras armas como em Ninja Gaiden 2 por exemplo, fica uma certa impressão de que se poderá tornar repetitivo a longo prazo, mas apenas na versão final podemos ver como o interesse se mantém ao longo de algumas horas de jogo.

Visualmente Ninja Blade não promete abanar o vosso mundo mas cumpre para com as suas próprias ambições. Os personagens apresentam bons detalhes e a acção é rápida e fluída sem quaisquer quebras. A julgar pela demo não será uma excelência gráfica mas apresenta alguns pontos de interesse e está bastante competente.

Ambos são muito maus, mas existe uma diferença entre eles. Um pensa que é e o outro é mesmo.

No final da demo ficamos frente a um enorme chefe de final de nível que é uma espécie de aranha. Também aqui mais do que um normal confronto de maiores dimensões e dificuldade onde o pressionar rápido dos botões é ainda mais importante, temos pelo meio algumas sequências que visam dar algo mais a estas lutas. Quando chateada, esta aranha atira-nos pelo ar sendo necessário desviar dos seus ataques para chegar perto dela, pelo meio temos mais alguns QTE, mas quanto a isso por esta altura já devem estar habituados pois são uma constante.

Quanto ao som Norihiko Hibino dá mostras da sua qualidade e o seu trabalho consegue enquadrar-se com o ambiente que o jogo pretende transmitir. É com interesse que aguardamos para descobrir todo o seu trabalho neste jogo. Quanto ás vozes dos personagens apenas podemos dizer que cumprem a sua função sem qualquer destaque, sendo até bastante medianas.

Ninja Blade deixa uma boa impressão mesmo numa demo tão curta, pega em elementos que já se tornaram chave no género e insere algumas alternativas sempre tentando manter-se dinâmico e divertido. O sistema de combate deixa boas indicações mas não o suficiente para espantar receios sobre alguma repetição e teremos que aguardar para saber como este esquema base de jogo pode melhorar ou piorar a experiência.

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