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NBA Live 08

Mais um ano, mais uma temporada de NBA Live, uma série que já marca entrada na PlayStation 2 á longos anos. Com episódios mais felizes e outros menos, a verdade é que ao longo dos anos pouca tem sido a inovação.

Este ano podem contar com um jogo que reflecte este mesmo pensamento, pouca inovação. Sim, porque á parte do novo modo FIBA, não irão encontrar nada de novo em NBA Live 08. Felizmente esta versão, ainda que não inove, mantém todo o conteúdo do ano passado, melhorando alguns dos aspectos negativos.

O jogo continua muito rico em modos de jogo, o que permite aumentar relativamente a longevidade do jogo. Podemos contar com o já habitual Season Mode, no qual somos o treinador/jogador da nossa equipa, temos um calendário de jogos que deveremos completar de maneira a arquivar o maior número possível de prémios. A partir do menu do Season Mode podemos aceder á NBA Store, conforme ganhamos jogos desbloqueamos conteúdos na Store e ganhamos dinheiro para os poder comprar, curiosamente estes conteúdos são apenas sapatilhas e tatuagens (deveras relevante).

FIBA World Championship é um modo de jogo que permite fazer um campeonato do mundo da modalidade entre um máximo de 8 Países, são eles a China, EUA, Grécia, França, Argentina, Espanha, Itália e Alemanha. Outro dos modos de jogo é o modo Freestyle que é particularmente divertido, pois transmite alguma sensação de liberdade permitindo-nos fazer algumas acrobacias bem engraçadas até.

Existe ainda o modo All-star Weekend, no qual existem uma série de missões que podemos cumprir usando uma equipa All-Star. Para além destes temos mais uma série de modos iguais aos do ano passado que inclui o modo de Playoffs e Dinasty Mode. Com tantos modos de jogos a pergunta será mesmo: Onde paira o modo online? Existem diversos conteúdos que podemos desbloquear no jogo que hoje em dia já vai perdendo a graça mostra-los apenas aos amigos, cada vez mais há a necessidade de nos gabarmos dos mesmos online. Podemos praticamente dizer que as recompensas tornam-se inutilizáveis se não termos o prazer de as difundir pelo mundo num bom modo online.

O ponto mais positivo desde jogo é mesmo o som, uma palavra: maravilhoso. Os comentários são espectaculares, muito bem feitos e acima de tudo estão bem enquadrados. Os sons vindos da claque são igualmente bons e não faltam os sons característicos dos jogos de basket, aquele típico som de quando a equipa da casa ataca (mal da sorte se não colocassem esse belo som). As músicas do jogo são o habitual, no conjunto fazem um belo SoundTrack, repetitivo mas bom, tem alguma variedade de músicas (não de género) e a qualquer momento podemos mudar de música enquanto estamos no menu principal do jogo, uma boa funcionalidade que é esquecida em muitos jogos.

Quanto à apresentação, o jogo tem uns menus muito estéticos, são simples e de fácil acesso, é disto que o meu povo gosta. Um grafismo medíocre a rasar o fraco, tudo bem que estamos a chegar ao final da vida da PlayStation 2, mas se é para continuar a dar vida a esta bela consola, ao menos que seja para fazê-lo com qualidade. Verdade seja dita, o público até não está mau de todo, um público 3D que consegue competir lado a lado com o público de muitos jogos das novas next-gen, algo que é vergonhoso que aconteça. No entanto as suas reacções são bastante más pois apenas batem palmas durante todo o jogo. As caras dos jogadores estão muito bem representadas, em contrapartida não há expressividade alguma nos mesmos. Um grafismo que poderia estar muito melhor trabalhado, não há nada de mau a apontar em concreto, mas na generalidade deixa um pouco a desejar.

Uma jogabilidade também ela medíocre, os jogadores movem-se como se estivessem a patinar em muitas das vezes, é certo que não podemos comparar a jogabilidade deste jogo com a jogabilidade dos novos jogos de basket next-gen, a fluidez é outra e o ângulo de movimentação também. Ainda assim é mais um ponto onde talvez se pudesse fazer um pouco melhor.

Em suma, este jogo ganha pela longevidade, um vasto número de modos de jogo que permitem que o jogador passe horas em frente ao televisor, uma longevidade apenas manchada pela não presença do modo online. Um jogo que não estando mau poderia estar melhor, é esse mesmo a sensação com que ficamos.

7 / 10

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Ricardo Madeira

Colaborador

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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