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Naruto Shipuden Ninja Council 3 European Edition

Ninjas de meio palmo.

São tantas as variações de Naruto enquanto franchise redireccionado a consolas que até se torna difícil criar uma linha cronológica referente ao lançamento dos mesmos. Ainda para mais quando uma grande maioria destes jogos sofrem atrasos entre cada região, verificando-se por vezes alterações mínimas, mas as suficientes para justificar uma nova versão. Só para vos tentar situar (e a mim também) este Naruto Shipuden Ninja Council 3 European Edition é a versão equivalente ao título lançado lá por terras do tio Sam há uns meses atrás com o título Ninja Council 4. Raios partam os Americanos, sempre um passo à frente.

O jogo é assim o primeiro Shipuden da série a chegar à DS. Pelo menos na Europa. Como tal, o seu enredo vem cobrir grande parte da primeira série televisiva ao longo de uma dose de níveis que misturam aventura em exploração e combate. Mas não deixo de sentir ser errático dizer que se dedica à exploração quando o faz de forma tão pecaria. Tal como o combate. Escolhendo o modo aventura, serão colocados num mapa com acesso às diversas localizações onde toda a aventura decorre. Cada nível começa, regra geral, com um diálogo entre personagens que dá inicio à trama a que se propõem e logo de seguida começa a parte de exploração. Não que isto traga algo de bom ao jogo, pois as secções de exploração são meros aperitivos para o combate. Para percorrem os diversos níveis podem escolher uma de entre as cinco personagens disponíveis: Naruto, Sakura, Rock Lee, Neji e Kakashi, bem como outras duas com personagens de apoio.

Naruto luta em todas as frentes.

Ao longo das secções de plataformas vão encontrar inúmeras dificuldades, desde a mais básica tarefa como saltar, até grandes dificuldades na percepção do caminho a seguir. É estranho, porque nota-se claramente que o jogo não foi feito para a aventura quando este é precisamente o estilo de jogo predominante. É frustrante descobrir que nos dias de hoje ainda existem programadores que desconhecem por completo o sentido da palavras CheckPoint. Não existem. Os níveis são divididos em secções e sempre que morrerem têm que voltar ao início das ditas cujas. Se perderem o total de vidas têm que recomeçar o nível de inicio. Ou seja, de volta aos tempos em que quando têm poucas vidas mais vale cometer uns suicídios e recuperar as 3 vidas ínciais. Ao menos em alturas de Game Over não terão que recomeçar o jogo de novo.

A nível de combate é do mais básico que há; podem esmurraçar os inimigos ou perfazer ataques especiais que estão limitados a um total de 3 por personagem. Ao longo dos níveis de exploração podem procurar armas ou artefactos que valem dinheiro no final de cada nível. Existe uma quantidade mínima de armas e a sua utilização é do mais básico que há. Como método de ajuda podem escolher as personagens de apoio para dar uma mãozinha em alturas de apuros.

Pode-se dizer que as secções de exploração apenas servem para que encontram uma arma para defrontar o Boss no final de cada nível ou para ganhar dinheiro e comprar novos ataques na loja, o que é um desperdício visto que muitas vezes somos obrigados a utilizar personagens predefinidas (e mal equipadas) em zonas de Boss. A loja disponível no modo aventura é uma treta. Apenas vos permite comprar, por cada lutador, uma personagem extra para o modo multijogador, uma personagem de apoio e dois ataques especiais.

Frustrações à parte, desta experiência retem-se um grafismo engraçado, com cenários característicos (embora demasiado recorrentes), bem como uma banda sonora atractiva e familiar aos fãs da série. A aparição de algumas personagens, seus ataques e batalhas com Boss’s poderão agradar aos fãs. Tudo o resto é parco. A loja não traz incentivos devido à sua escassez de items, o modo aventura é o único modo de jogo a sós e o multijogador é, como já vem sendo hábito, pouco habitado por estas bandas. Diz-se ser proporcionador de batalhas a quatro jogadores, mas após várias tentativas sem sucesso desisti. Falha como jogo de aventura e volta a falhar como jogo de combate. No fundo é um jogo sem identidade.

5 / 10

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Ricardo Madeira

Contributor

É redator e dá voz à Eurogamer Portugal. É um dos mais antigos membros da equipa, e ao mesmo tempo um dos mais novos. Confusos? É simples.

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