Se clicares num link e fizeres uma compra, poderemos receber uma pequena comissão. Lê a nossa política editorial.

Monster Hunter Rise: Sunbreak - Mais energia numa expansão brilhante

A Capcom apresenta mais diversão.
Eurogamer.pt - Recomendado crachá
Novos monstros, mecânicas e forte foco na narrativa permitem a Sunbreak brilhar com esplendor.

Para toda uma geração de novos jogadores que despertou para a série Monster Hunter com World e Iceborne, a sua expansão que tornou ainda mais divertido o gameplay do jogo original, Monster Hunter Rise para a Nintendo Switch e PC foi encarado com especial interesse. Se os veteranos da série estavam mais do que garantidos, os novatos queriam saber como a Capcom iria manter interessante o gameplay enquanto o adaptava para as especificidades de um sistema híbrido como a Switch.

A resposta foi verdadeiramente genial, colocar o RE Engine na consola da Nintendo permitiu apostar num design como o de World para termos grandes espaços abertos que percorrermos ininterruptamente. Para tornar as coisas ainda mais dinâmicas e atender às necessidades de uma plataforma que pode ser encarada plenamente como uma portátil, a Capcom aumentou o dinamismo do movimento com os Palamutes, ajustou a escala dos mapas e afinou a dificuldade dos monstros. Não para tornar a experiência mais fácil, mas sim mais dinâmica numa plataforma muito específica.

Com mecânicas como a Wirebug para elevar o dinamismo do movimento e a Wyvern Riding que te permite montar monstros para participar em confrontos entre bestas, Rise tornou-se numa versão mais frenética de World, cujo brilhantismo do eletrizante gameplay é superior aos ajustes e concessões visuais. Após a divertida experiência em Kamura, eis que a Capcom mantém em alta a sua energia que lhe permitiu recuperar muita da sua popularidade para agora apresentar Sunbreak, uma expansão igualmente sensacional que adiciona mais de 20 horas de jogo. Isto apenas para completar a história principal.

Fiquei especialmente surpreendido pela positiva com o reforçado foco da Capcom na narrativa, com mais cutscenes e diálogos a permitir aumentar o interesse pelos acontecimentos. É superior ao que foi feito anteriormente e resulta muito bem. Como seria de esperar, vais de Kamura para Elgado, uma nova base que é mais pequena, mas muito bonita e altamente funcional, como parte daquele equilíbrio entre escala e dinamismo que a Capcom conseguiu alcançar com brilhantismo ao transportar para a Switch a experiência World.

A partir da base terás diversas missões Master Rank (a história leva-te até MR6) onde enfrentarás diversos monstros que já enfrentaste no jogo principal, novas versões de monstros de Rise e ainda criaturas que regressam de jogos anteriores. Algumas das novas bestas que Sunbreak introduz em Rise são sensacionais, destaque para Lunagaron e Malzeno que são duas estreias completas e cujas lutas são desafiantes e divertidas, contando ainda com elementos gameplay interessantes (como ser forçado a atacar para recuperar vida, no caso de Malzeno).

Além das novas bestas e das novas versões de algumas clássicas, MonHun Rise: Sunbreak conta com duas principais novidades, a mecânica Switch Skills Swap e a possibilidade de recrutar NPCs para te ajudar nas missões a solo. Trocar de habilidades em tempo real no momento da batalha permite-te ajustar facilmente o teu leque de movimentos de acordo com o monstro. Independente da arma, existem habilidades mais adequadas para monstros que apostam na verticalidade e outros que não apostam tanto no movimento aéreo. Com esta nova funcionalidade, podes alternar entre um leque de movimentos em tempo real que é muito útil. Além disso, se vais apostar na experiência a solo, executar missões especiais vai-te permitir recrutar alguns NPCs especiais para te ajudar, ao lado dos Palamutes e Palicos, um novo conceito interessante.

As novas mecânicas, as novas ameaças e o forte foco na narrativa permitem a Sunbreak tornar-se numa experiência ainda mais apelativa e dinâmica. Existem diversos momentos de destaque, com a banda sonora à altura para acompanhar, mas a melhor sensação é verificar que a base de Monster Hunter continua altamente divertida. Escolher uma arma que gostamos, aprender a usá-la da melhor forma para entrar em sucessivas coreografias de ação, cujo ritmo temos de aprender e ajustar de acordo com cada monstro, continua a ser um prazer deslumbrante.

Monster Hunter é um jogo de ritmo e ação, no qual tens de aprender os movimentos de cada monstro para saber quando atacar, por onde atacar, quando fugir, contornar ou quais os ataques de área de efeito. Este dinamismo cria imensa adrenalina no meio de toda a estratégia que é necessária e claro, com outros jogadores é muito mais divertido. Enfrentar uma nova besta, repetir até obter os materiais necessários para criar uma nova arma ou armadura mais poderosa e tentar novos desafios, continua a ser uma experiência divertidíssima.

Prós: Contras:
  • Novas mecânicas que ajudam a dinamizar o gameplay
  • Novas bestas como Lunagaron e Malzeno são combates brutais
  • Forte foco na narrativa com imensas cutscenes
  • Banda sonora de incrível qualidade
  • Missões Master Rank desafiantes com imensas novas armas e armaduras
  • O gameplay dinâmico de Rise permanece muito divertido
  • Novos locais, como a Citadela e Selva, são memoráveis
  • Nem todos os monstros de Rise receberam novas versões

Descobre como realizamos as nossas análises, lendo a nossa política de análises.

Sobre o Autor

Bruno Galvão avatar

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

Comentários

More Análises

Artigos mais recentes