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Monster Hunter Rise é um novo mundo de gloriosos e promissores detalhes

Mais dinâmico, mais social e cada vez mais acessível.

Desde 2018 que todos os anos uma das experiências nas quais passo mais tempo é Monster Hunter World e desde Setembro de 2019, Iceborne. A colossal experiência da Capcom conquistou-me com um fascínio que jamais conseguiria imaginar e desde então sou um devoto desta série, que aguarda apaixonadamente a chegada de Monster Hunter Rise à Nintendo Switch, um jogo que se antevê monstruoso (a demo lançada em Janeiro é uma forte indicação disso). Após esse período experimental, no qual foi possível experimentar duas caçadas e tutoriais, tive agora a oportunidade de assistir a uma apresentação que reforça a sensação que tive em Janeiro, Rise promete literalmente ascender a série para novos patamares de dinamismo.

Vertical, social, dinâmico, acessível e frenético são os termos que me vêm à cabeça para descrever as primeiras impressões do que vi nesta apresentação de Monster Hunter Rise. A Capcom pegou no aclamado molde de World e conseguiu adaptá-lo para a consola da Nintendo, num processo no qual refinou essa experiência e diria que a quantidade de pequenos detalhes e melhorias amontoam-se para criar uma gigantesca diferença. Claro que estamos a falar de uma amostra controlada da experiência, mas qualquer fã de Monster Hunter já sabe o que o espera e acima de tudo deseja refinamentos e melhorias na qualidade geral da experiência. No entanto, a agilidade dos movimentos do caçador, a verticalidade que marca os cenários e a simplificação de processos para que te sintas mais imerso na caçada prometem transformar a experiência Monster Hunter.

Uma das sensações que esta apresentação me deu é que a Capcom tentou equilibrar a necessidade de apresentar um jogo de escala similarmente épica à de World numa plataforma menos poderosa, conciliando ajustes que até melhoram a experiência e adaptam-se perfeitamente a essa necessidade de ajustar a experiência para a Switch. É juntar o útil ao agradável. Essa perceção começa com a base de operações, a Aldeia Kamura que de imediato mostra como o Japão Feudal foi a principal inspiração estética para diferenciar Rise dos anteriores. Kamura é um local plano, no qual navegas com facilidade, contrastando com as bases de World que se podiam tornar inicialmente confusas. Em Rise, não tens os principais pontos onde passas o tempo entre missões (cozinha, ferreiro e Yomogi, a nova loja de chá onde podes obter buffs, por exemplo), muito distantes umas das outras.

"Depois de Astera e Seliana, Kamura consegue ser deslumbrante e mais fácil de navegar."

Kamura promete-se tornar-se num dos principais pilares de Rise, um local onde passarás tempo entre caçadas a fabricar armaduras, interagir com outros caçadores e agora a descobrir mais companheiros. Em Rise, além dos Palicos, podes caçar com os Palamutes, sejam os que crias ou com os que recrutas na Praça de Companheiros. Kamura é tudo o que esperas da base de um Monster Hunter numa era pós-World, repleta de locais onde podes interagir com diversas personagens, receber missões e melhorar o teu personagem. Apesar das novas mecânicas, a aldeia japonesa não parece reservar especiais surpresas para os maiores adeptos de Monster Hunter.

É nas caçadas que encontrarás as maiores novidades no design e interpretação da equipa para a versão Rise de Monster Hunter, onde sentirás com maior peso os refinamentos que foram feitos ao gameplay para o tornar mais dinâmico e simples (isto é dito no bom sentido e não no sentido de o banalizar). O vídeo mostrou duas caçadas, uma em Frost Island e outra em Flooded Forest, dois locais visualmente distintos, mas criados com o especial foco na verticalidade que demarca Rise dos anteriores. A série Monster Hunter já tinha um toque de verticalidade nos cenários, mas a movimentação era esforçada e esse elemento não tinha a escala vista aqui, algo que parece ter sido feito devido à nova Wirebug, uma ferramenta que te permite escalar com facilidade pontos dos mapas e com direito a acrobacias aéreas que também podem ser muito úteis nos combates.

Desde o primeiro momento da caçada que sentes que os movimentos estão mais soltos, que controlar e movimentar o caçador é ainda mais divertido. A barra de vigor continua presente para os movimentos com a arma e corridas, mas agora podes montar o Palamute e galopar rapidamente atrás do monstro, mas também podes usar a Wirebug para avançar na vertical com rapidez e agilidade. Torna o movimento muito mais divertido, algo que consegui constatar na demo e que foi realçado de formas espetaculares neste vídeo.

"Depois do dinamismo que a Clutch Claw trouxe para o gameplay Monster Hunter em Iceborne, a Wirebug dinamiza ainda muito mais as caçadas seja a explorar ou combater."

A Wirebug é descrita como um novo elemento de ação e movimento em Rise, que em conjunto com o Palamute representam o resultado do feedback dos jogadores. No vídeo, foi possível ver 4 caçadores em caçadas cooperativas, constantemente a usar esta ferramenta para percorrer os mapas com uma agilidade que não é possível nos existentes jogos da série Monster Hunter. Foi uma das melhores sensações ao jogar a demo, usar a Wirebug para com movimentos acrobáticos chegar mais rapidamente aos monstros, algo que em conjunto com os Palamutes torna a experiência muito mais veloz e dinâmica. Parecia que não existiam tempos mortos e estávamos sempre a alta velocidade.

Esta apresentação mostrou duas caçadas, Khezu e Bishaten, uma novidade e outro já conhecido, totalmente diferentes, mas que ainda assim respeitam as mesmas regras e podem ser abordados com muitas das novas mecânicas. A Wirebug volta a ser um dos destaques pois permite movimentar de forma estratégica e acrobática durante os combates, o que te permite afastar do monstro rapidamente e sem gastar vigor, mas também te deixa executar movimentos aéreos de grande estilo visual. O exemplo visto foi o martelo que pode desferir golpes lá das alturas após um salto com a Wirebug e executar um combo alternativo e devastador. Grande estilo.

Foi ainda comunicada a capacidade de obter novas Wirebugs capazes de ativar habilidades alternativas e especiais, enquanto outras podem mesmo permitir desferir novos combos com habilidades Skillbind. Além disso, como certamente viste na demo, podes ainda recorrer à nova mecânica Wyvern Riding, que te deixa montar monstros durante um tempo limitado para ataques de grande dano. A Capcom mostrou como o Wyvern Riding pode mudar por completo os combates, exemplificando com os habituais encontros entre monstros e como podes montar um para atacar o teu alvo e causar grandes danos.

"A experiência é altamente familiar, como devia ser, mas refinada de forma entusiasmante."

Esta apresentação de 35 minutos reforçou as sensações que tive com a demo de Janeiro, Monster Hunter Rise é um jogo altamente familiar a quem jogou Monster Hunter World e claro, a quem conhece a série. No entanto, revela grandes refinamentos na velocidade do gameplay para tornar toda a experiência mais dinâmica e, igualmente importante, simplifica diversos processos na gestão do personagem e remove alguma da complicação que existia na gestão de toda a experiência fora das caçadas. Ainda terás de navegar por menus familiares e enfrentar as árvores de equipamento que bem conheces, mas é tudo muito mais dinâmico.

Outro ponto a ter em conta, apesar de não ter sido explicado pela Capcom, é que a progressão parece estar ligeiramente diferente. No vídeo foi possível ver a indicação que era preciso cumprir 4 caçadas de 2 estrelas para progredir. No entanto, não foi explicado se isto é para avançar na história ou para desenvolver Kamura ou até as duas. É um elemento com o qual fiquei curioso.

Monster Hunter Rise promete tornar-se na mais dinâmica e eletrizante experiência Monster Hunter, sem prescindir do seu gameplay clássico que incita comportamentos estratégicos e funciona muito melhor como experiência cooperativa. Desde os Palamutes, Wirebug, verticalidade e movimentação muito mais dinâmica, fiquei rendido aos encantos do que vi nesta apresentação e ansioso por descobrir mais.

Sabe tão bem sentir este entusiasmo por um videojogo e conto os dias até ao lançamento de Monster Hunter Rise, a 26 de Março na Nintendo Switch.

Sobre o Autor
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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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