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Luigi's Mansion 2

Escrito nos fantasmas.

Luigi's Mansion é muito mais do que uma memória. É uma obra original que correu bem à Nintendo e a Luigi, o irmão de Mario chamado a intervir como cabeça de cartaz para uma deliciosa aventura fantasmagoria que serviu de rampa de lançamento para a Nintendo GameCube, em 2001. Até então, Luigi permaneceu como elemento secundário, conhecido das aventuras partilhadas com Mario, mas sempre à margem da titularidade. Caminhou por várias gerações de plataformas e podia ser controlado em boa parte das aventuras, mas era o primo quem colhia os trunfos e figurava no estrelato, registando o nome nas tabelas de vendas, angariando fãs por todo o mundo.

Boa parte da especialidade da obra residiu na formação do conceito que imediatamente se distinguiu dos jogos Mario, não só na composição e arte, mas sobretudo no "gameplay", com todo o relevo dado à exploração das múltiplas divisões da mansão assoladas por uma praga de fantasmas escondidos nos locais mais improváveis. Apesar das limitações por força do espaço ( faltava alguma variedade de desafios, enquanto que Mario 64 e Galaxy fazem malabarismo com um mundo de desafios), Luigi's Mansion ainda assim não perdeu o rumo do divertimento e de imediato acesso, como também foi capaz de dar a justa promoção de Luigi, como herdeiro de uma imensa mansão que não fazia parte da sua expectativa. Na verdade os produtores acabaram por pregar uma partida a Luigi, deixando-o assustado e de dentes a tiritar (o jogo tem uma boa gestão sonora) por força das aparições. Isso é bem evidente no comportamento da personagem; assustada e de passo receoso, pulando cada vez que um daqueles seres transcendente põe a língua de fora. Luigi age de forma tão natural que acaba por ser uma comédia vê-lo a descobrir e palmilhar com receio as divisões da casa.

Apesar de ter sido uma boa novidade na primeira fornada da GameCube, a Nintendo não ficou tão convencida quanto à necessidade de uma sequência. Assim, aquele que foi um momento único e divertido na "carreira" de Luigi permaneceu quase dez anos envolto na memória, longe das prateleiras das lojas, até assumir renovado destaque na E3, o momento escolhido para revelar a sequela, diretamente para a 3DS, a nova portátil que está no mercado desde Março.

A opção pela 3DS causou alguma surpresa, mas depois do tempo que passamos com a demonstração que a Nintendo Portugal nos disponibilizou, podemos afirmar que o jogo parece caminhar para um resultado fantástico, com uma base muito semelhante ao que vimos na GameCube para daí evoluir e aproveitar as capacidades da portátil a um ponto que faz deste um dos jogos mais entusiasmantes para a 3DS até à data, sobretudo pelos efeitos de luz, ambiente, "gameplay" e até pelo 3D, muito bem aproveitado.

A demonstração tem uma duração de 7 a 8 minutos, mas permitiu-nos explorar as divisões assombradas de uma mansão. Já sabemos que Luigi's Mansion 2 não decorrerá numa mansão, mas em várias, o que é desde logo um afastamento relativamente ao jogo original e a resposta a uma das críticas recorrentes que era a pouca longevidade do título.

Contudo, assim que agarramos a portátil e mergulhamos na demonstração damos conta que o ambiente tão característico e único da obra original permanece intocado. Em termos sonoros e visuais é fabuloso. Luigi caminha cautelosamente no exterior da primeira mansão durante a noite e avança por um trilho que o leva até à porta de entrada. Em contacto permanente com Luigi está o professor E. Gadd, o inventor do genial Poltergust, o aspirador de fantasmas que nos dá as primeiras dicas para enfrentar com sucesso os primeiros confrontos do foro paranormal.

Tal como na obra original, a perspetiva que acompanha Luigi é fixa, mas de grande amplitude, capaz de cobrir uma boa porção ao redor da personagem e de a acompanhar nas secções mais vastas. De resto Luigi movimenta-se com extrema facilidade e aqui a adaptação é praticamente imediata. O botão analógico permite a movimentação enquanto que o botão A serve para disparar o flash e dessa forma surpreender os fantasmas. O botão X permite a Luigi apontar o Poltergust para cima, enquanto que o botão B põe Luigi a acelerar o passo. Em alternativa poderão usar o giroscópio instalado na consola para movimentar o Poltergust. Uma adição bastante interessante embora possa causar algum desconforto na receção do 3D se tiverem o efeito no máximo.

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Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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