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Just Cause 2

Escorpião Negro de regresso.

Rico Rodriguez é mesmo um tipo porreiro, um "porreiraço" como se costuma dizer. Uma espécie de Antonio Banderas versão Desperados com toque de James Bond e ainda de Enrique Iglesias, tudo num só. Este agente da CIA tem como passatempo predilecto derrubar governos tiranos do poder, mas não o gosta de fazer sem se divertir, bastante. Rico é conhecido como o “Escorpião Negro” e o seu campo de batalha não é propriamente um local do qual queria fugir, mas está longe de ser um maníaco sedento de sangue. Não, Rico faz tudo com estilo e o seu local de trabalho é tanto palco para confrontos, contra as forças governamentais de um qualquer local paradisíaco, como é um autêntico recreio onde o limite parece ser apenas o engenho do jogador e os necessários para manter um tom realista e sóbrio.

Rico tem agora como missão derrubar o governo da ilha fictícia de Panau, situada algures no Oceano Pacífico e ainda encontrar um colega de trabalho com o qual simplesmente perdeu o contacto. Se alguns jogos do género, como Grand Theft Auto, preferem dar realce à história do jogo e o descobrir da trama é um dos motivadores essenciais, aqui não é o caso. Ao contrário de jogos como GTA, aqui não temos uma personagem inserida na sociedade, vítima de acasos do destino e envolto em situações forçadas pelo meio em que vive. Just Cause 2 opta por outra abordagem, pois Rico não é um comum cidadão, é um agente secreto especial com tudo o que a isso diz respeito. Completamente treinado e preparado para estas situações, Rico tem ainda uma agência por detrás em constante apoio, e os seus dotes atléticos resultantes dos seus anos de treino e prática, fazem com que seja um verdadeiro acrobata. Desta forma, a Avalanche Studios abriu caminho para que tudo se centre mais no prazer da jogabilidade e não tanto na história, que apenas parece ser um meio de unir missões.

Melhor motor gráfico permite maior diversidade e qualidade.

Missões que nos remetem inevitavelmente para o primeiro e que recuperam o mesmo estilo. Para além das missões de história, o jogador vai ter que voltar a ajudar as várias facções que existem na ilha, que pretendem conquistar poder territorial sobre o governo. Para aliciar o jogador a ganhar interesse, a Avalanche criou um novo sistema ligado à história. Uma vez que procuramos um agente desaparecido, ninguém melhor do que os chefes das milícias locais para nos darem informações. Claro que em troca vamos ter que os ajudar na sua luta contra o governo. Isto quer dizer que ao acedermos ao nosso PDA, no qual vemos o mapa e outras informações, temos um indicador que nos mostra o que é preciso fazer para desbloquear o acesso à próxima missão de história, ou seja, o jogador precisa forçosamente de ajudar as milícias nestas missões secundárias que agora assumem maior importância, para progredir na história.

Estas missões vão desde recuperar bases estratégicas, corridas de carros/barco/avião, ou qualquer outra tarefa necessária como roubar armamento. A variedade entre si existe, e estão adaptadas às necessidades de cada grupo mas não deixam de apresentar alguma repetição entre si, pois somos forçados a cumprir tarefas exactamente iguais e algumas vezes para diferentes grupos. No entanto isto é apenas a motivação que nos obriga a entrar neste verdadeiro recreio que torna Just Cause 2 distinto de qualquer outro sandbox. Imediatamente o jogador tem acesso a todo o espaço de jogo e não tem quaisquer limitações para viajar, apenas tem que encontrar o meio necessário, e caso não o encontre, tem que o arranjar à força.

O gancho é o elemento fundamental da jogabilidade.

Um dos elementos fulcrais da jogabilidade é o gancho que Rico tem. Este gancho consegue agarrar-se praticamente a qualquer superfície ou objecto e vai propor belos momentos na jogabilidade. Se as habilidades de Rico para saltar entre carros, tomar de assalto outros veículos e ainda fazer manobras de risco em andamento estão de volta, agora também temos o gancho que juntamente com o pára-quedas fazem uma grande dupla. O valor máximo de Just Cause 2 é mesmo a sua divertida jogabilidade e este gancho em muito contribui para tal. Quer sejam inimigos quer sejam veículos, as opções são mais do que muitas para por esta engenhoca em funcionamento. Mas não só na progressão se faz sentir a sua presença, o gancho pode ser usado nos combates para puxar inimigos e os deixar completamente indefesos, sujeitos a ataques sem resposta. A variedade de possibilidades é enorme e uma vez que podem combinar inimigos com objectos ou objectos entre si, a imaginação do jogador é quem sai desafiada.

Just Cause 2 corre numa versão melhorada do motor criado pela própria Avalanche e as melhorias são imediatamente visíveis desde o primeiro minuto. Para além de decorrer com maior suavidade, Just Cause 2 apresenta uma enorme variedade de locais e ambientes. Ao contrário do primeiro aqui temos montanhas cobertas de neve, florestas tropicais, desertos, cidades rurais e cidades desenvolvidas. Cada zona confere um tom distinto a uma ilha que ostenta uma enorme panóplia de cores e fornece facilmente pontos de referência ao jogador. O espaço é simplesmente enorme e certamente um dos maiores, senão mesmo o maior, que vimos no género até à data. O motor gráfico alvo de melhorias oferece ainda maior detalhe a praticamente tudo o que surge no ecrã mas como já ficou provado anteriormente, o destaque dado à escala do mundo não permite que seja tanto quanto visto noutros género. De todas as formas, nesta versão a que tivemos acesso já deu para perceber que Just Cause 2 é um jogo visualmente belo e apelativo. A componente sonora foi concebida de forma a credibilizar o local onde a acção decorre e ajuda a ambientar sem chamar destaque para si, algo que se pode dizer também das vozes.

Just Cause 2 promete oferecer uma experiência descomprometida com o simples objectivo de divertir. As novidades na jogabilidade e no motor de jogo conferem-lhe vastas melhorias sobre o anterior e para os adeptos do género pode vir a tornar-se uma boa proposta a ter em conta. A total liberdade e o ambiente em que decorre são um dos maiores trunfos que vai ter para oferecer e esperamos poder descobrir mais em breve.

Just Cause 2 está previsto chegar à Europa já a 26 de Março para Xbox 360, PC e PlayStation 3, e contem com a análise muito em breve.

Sobre o Autor

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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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