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Jogo do fim de semana: Final Fantasy

A Square Enix e os smartphones.

Em Março de 2011 comprei Final Fantasy III para iOS, uma conversão do remake lançado em 2006 para a Nintendo DS de um clássico original de 1990. A Square Enix lançou o até então exclusivo Nintendo e deu ao formato mobile acesso a um dos jogos da série que durante 16 anos não teve qualquer versão oficial em Inglês. Por €14.49, menos €30 do que paguei pela versão NDS, tive acesso a um JRPG puro para iOS mas passado algum tempo a natureza do jogo afastou-me do mesmo. Durante cerca de 3 anos, a dificuldade e a ideia que aquele tipo de experiências não era adequada para formato mobile não me deixou desfrutar da aventura mas agora, estou de volta à aventura dos cristais.

Depois de ter terminado o incrível Ghost Trick: Phantom Detective, da Capcom para iOS e curiosamente também ele uma conversão de um original NDS, e antes de passar para Ace Attorney: Dual Destinies, outra conversão da Capcom mas agora original da Nintendo 3DS, passei por Final Fantasy III que ainda em Janeiro de 2014 esteve em promoção, por metade do preço, ou seja, €6.99. O que estou a redescobrir é um jogo altamente difícil, que pode até ser um pouco hostil inicialmente mas assim que começa a desenrolar agarra o jogador independente da plataforma.

A aventura centra-se em quatro jovens escolhidos pelo cristal para repor equilíbrio no mundo. Enfrentando ameaças locais para libertar o mundo passo a passo, conhecendo novas peripécias, Final Fantasy III é um jogo que obriga a muito grinding e foi precisamente esse pensamento ao qual tive que me habituar: precisaria passar algum tempo em combates aleatórios que surgem com um ritmo elevado para melhorar os personagens. Luneth, Arc, Refia e Ingus não dão muitas pistas ao jogador para onde deve ir, temos que ser altamente cuidadosos ao ler os diálogos para saber o que fazer. As conversas com os NPCs são muito importantes e otimizar os feitiços e melhorar as armaduras ou armas é essencial.

Este trailer é da versão STEAM mas dá uma ideia do que podem ter no bolso.

Enquanto vou presenciando as entregas de Kiki no aclamado filme de animação Japonesa, dou por mim novamente apaixonado por Final Fantasy III (€14.49 no iTunes) ou €12.99 na Google Play Store caso queiram a versão Android. A Square aclama que este que foi o primeiro jogo na série a vender mais de um milhão de unidades é um marco de inovação em toda a série.

O sistema de Jobs, a profundidade dos combates e de todo o eco-sistema em seu redor (aquele equilíbrio entre o esforço necessário para ganhar dinheiro - custo das armas, itens e feitiços - subir de nível - consequente facilidade de progressão) é muito firme e duro, o que acaba por ser delicioso pois de forma alguma FFIII leva o jogador pela mão, obriga-o a trabalhar no duro para passar o jogo.

Em recompensa recebe uma história adorável e encantadora consoante estes jovens banhados pela luz do cristal tentam impedir que a escuridão se abata sobre o mundo. Nesta conversão, a Square Enix foi hábil e capaz na implementação dos controlos táteis e o jogo rapidamente é controlado de forma intuitiva enquanto os visuais vão agraciando os seus ecrãs.

O meu fim de semana tem sido assim, a passear neste mundo de fantasia que tanto gosto de está a dar. Agora chega de falar de mim, agora pergunto-vos o que andam a jogar? Será que as férias ou o futebol domina a vossa vida? Será que estão a juntar dinheiro para a Xbox One que está quase, quase a chegar ou já estão plenamente inseridos na nova geração? Digam da vossa justiça.

Sobre o Autor

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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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