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Jett Rocket II: The Wrath of Taikai - Análise

Homem-foguete.

Jett Rocket II: The Wrath of Taikai é a sequela de Jet Rocket produzido pela alemã Shin'en Multimedia para o WiiWare da Nintendo Wii em 2010. Depois dos competentes shooters Nano Assault para a eShop da 3DS e da WiiU, chega-nos agora este jogo de acção e plataformas, numa jogabilidade que mistura perspectivas 2D com 3D. O conceito é interessante, mas a execução apresenta limitações que acabam por impedir o jogo de ir de encontro às expectativas dos utilizadores do primeiro jogo.

Em vários aspectos é um jogo que revela melhorias e que aproveita sobretudo o ecrã 3D de modo a convencer em termos de profundidade, especialmente na transição de plataformas. E mais, há um colorido constante e uma animação bem fluida, dentro de uns constantes 60 fps. Porém, o razoável design e conceito em termos visuais, não é acompanhado por uma jogabilidade fluida e precisa, como acontece nos jogos da série New Super Mario Bros. O movimento, o salto e duplo salto da personagem, transformado num golpe de ataque, não só não se revelam naturais e de fácil execução nas situações onde as plataformas são mais estreitas, como às vezes acabam por causar momentos de grande frustração. Nos jogos de plataformas, a técnica do salto é crucial é isso que impede o jogo de ir mais adiante, assim como outros pormenores

Pouco uso para o ecrã táctil, a não ser um mapa do nível e dos painéis solares amealhados.

A personagem principal é Jett Rocket um explorador do planeta Power Plant Posse, que leva às costas um jacto que lhe permite projectar-se até pontos cimeiros e responder com ataques aos adversários. O seu rival, o Kaiser Taikai aprisionou várias criaturas robóticas, competindo ao nosso herói de serviço resgatá-las. A história não oferece grandes condimentos, pelo que o mais importante é passar a desfrutar dos níveis que compõe três mundos.

Desde logo é um pouco estranho o movimento da personagem, um pouco vagaroso e com uma postura pouco convincente. No entanto, assim que efectuamos o primeiro salto na direcção de plataformas ou suportes amovíveis, tudo parece correr bem. Mas haverá secções, que mais à frente serão constantes, e que requerem um segundo salto, enrolado e capaz de ferir os inimigos. Só que em vez de premirmos o mesmo botão que nos projectou inicialmente, os produtores optaram por atribuir essa função a outro botão, resultando muitas vezes numa descoordenação e em falhas muito por causa desta opção pouco intuitiva. Como se não bastasse, não nos é dada a possibilidade de alterar a configuração dos botões.

Além disso, há outro pormenor relacionado com o toque de projécteis e criaturas robóticas inimigas, no caso de falharem o ataque. Se forem atingidos, e sê-lo-ão muitas vezes, são projectados com violência para um ponto distante, para fora das plataformas o que pode significar fim do jogo e recomeço do nível. O grau de dificuldade é elevado, nalguns níveis, pelo que esta jogabilidade pode tornar a progressão altamente frustrante e entediante.

Mais um ataque.

Há algum equipamento que vem introduzir variedade neste segmento de acção de plataformas. Por exemplo, ao adquirirem o jetpack poderão alcançar pontos cimeiros e chegar a plataformas distantes, contornando obstáculos, ao mesmo tempo que conseguem sobrevoar por algum tempo. Estas ferramentas ganham mais algum destaque quando se passa da perspectiva em 2D para um mundo tridimensional, oferecendo mais alguma variedade na deslocação e recolha de painéis solares, com os quais podem participar num conjunto de mini jogos a realizar nos intervalos das missões.

Do ponto de vista do design dos níveis, batalhas com bosses e efeitos a partir do ecrã estereoscópico, Jett Rocket II até consegue deixar uma imagem positiva, mas o desafio fica constantemente prejudicado por uma jogabilidade deficiente e não personalizável. O movimento da personagem também podia estar melhor e mais célere. O jogo oferece alguns bónus, mas depois de passarem os três mundos, a experiência está finda. Se a Shin'n Multimedia pensar noutra sequela terá que mudar bastante se quiser fazer um jogo de plataformas mais apetecível e bem conseguido. Assim, é apenas um jogo satisfatório, mas que não livra o jogador de passar por bastantes frustrações.

5 / 10

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Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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