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Já jogámos F1 22 no Grande Prémio de Miami

Nova era virtual da Fórmula 1 está a chegar.

A cada ano temos o lançamento de um novo jogo da série de Fórmula 1, mas este é um dos mais importantes nos últimos anos, coincide com a passagem para uma nova era. A FIA procura um equilíbrio financeiro, uma nova sustentabilidade, ao mesmo tempo que renova o interesse pela modalidade ao introduzir alterações que equilibrem as equipas e a respetiva competitividade entre os pilotos.

Mas este artigo tem uma outra finalidade, destina-se a realçar a introdução de uma nova pista no calendário anual, o muito aguardado Grande Prémio de Miami num circuito temporário, o Autódromo Internacional de Miami nos Estados Unidos da América, por um contrato de dez anos, e realizar-se-á já no próximo fim de semana. Situa-se no complexo Hard Rock Stadium, casa da famosa equipa de NFL Miami Dolphins.

Este é um circuito citadino, sendo desde logo muito exigente para os pilotos e carros. Apesar de existirem algumas escapatórias, que permitem alguns excessos, os muros estão bem perto da pista o que redobra a atenção exigida aos pilotos que tentam sempre andar no limite e não existe espaço para erros exagerados. A curva 1 à direita é logo muito apertada, a precisão na travagem é crucial para uma abordagem eficaz à sucessão de curvas rápidas que se seguem, o apoio aerodinâmico ditará a rapidez da abordagem e ganhos substanciais de tempo.

A curva 7 é verdadeiramente crucial para a abordagem à primeira secção rápida, onde é colocada a primeira zona de DRS, uma saída eficaz da curva pode ditar o sucesso ou não de uma possível ultrapassagem. Esta secção leva-nos até à curva 11, que é efetuada para a esquerda após uma forte travagem feita a mais de 320 km/h, seguindo-se a zona mais lenta do circuito, com muros muito perto da pista e uma chicane bem apertada que antecede a curva 16 à esquerda.

A saída da curva 16 é mais uma vez capital, antecede a abordagem à reta mais longa do circuito, é aqui que está colocada a segunda zona de DRS. Esta reta irá certamente permitir muitas ultrapassagens, os motores vão ser colocados à prova e a velocidade de ponta fará uma enorme diferença aqui. Após a longa reta, temos uma curva apertada à esquerda, a curva 17, que antecede um par de curvas rápidas antes da reta da meta. É após a curva 17 que temos a terceira zona DRS, mais curta que a duas anteriores, mas que permite recuperar algum tempo para o carro que vai à frente, desde que se esteja a menos de 1 segundo na zona de deteção.

Tive a oportunidade de experimentar em primeira mão o circuito, obrigado à Electronic Arts pela oportunidade, como podem observar no nosso vídeo gameplay, e posso garantir que as sensações são muito boas. Testamos dois modos de jogo, o Time Trial e o Grand Prix. O feedback transmitido pelos novos carros de Fórmula 1 são deveras interessantes, com boa aderência e excelente velocidade de ponta. Não são os carros mais rápidos da história da Fórmula 1, e também não conseguem superiorizar-se aos de 2021 em performance, mas são boas sensações, tanto a nível das físicas como na sua sonoridade (o som do Ferrari é divinal). Visualmente falando, estes novos carros são tremendamente belos.

O Grande Prémio de Miami é aguardado com muita expetativa, um circuito citadino muito interessante onde o apoio aerodinâmico dos carros é muito importante, mas as duas longas zonas rápidas vão por à prova a potência dos motores de cada uma das equipas. F1 22 promete revitalizar a série, aproveitando também a entrada da Fórmula 1 nesta nova era do desposto motorizado mais popular do planeta.

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Adolfo Soares

Director

É o nosso homem do PC, por isso qualquer coisa é com ele. É também responsável pelo Eurogamer, bem como dá uma perna nas notícias.

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