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Headset AOC GH401 - Um bom headset por 80 euros?

Entre a qualidade e o compromisso.

O mercado de periféricos de videojogos nunca esteve tão competitivo como agora. Há mais marcas do que nunca e está a tornar-se cada vez mais difícil deixar o consumidor impressionado à medida que as inovações se vão esgotando. Ainda assim, a AOC quis tentar a sua sorte e, para além dos monitores, começou a fabricar acessórios como ratos, teclados, e também headsets, que é que estamos a testar hoje.

Com um preço a rondar os 80 euros nas diferentes superfícies, o AOC GH401 assume-se como um headset de média gama. Nesta categoria, os headsets já apresentam materiais aceitáveis e, em alguns casos, até podem competir proximamente dos headsets de gama mais alta. A qualidade dos materiais é definitivamente um ponto atrativo do GH401. A pele presente na banda elástica e nos auriculares é de toque macio e os bordados a vermelho dão-lhe um acabamento premium.

Um headset de guerra!

Os auriculares são suportados por resistentes peças em metal encarnado e o plástico na parte exterior é robusto. Nas laterais há um círculo em metal perfurado, onde através dos furos dá para ler perfeitamente "AOC". Os pormenores e a construção solidificam a ideia de que o GH401 é um headset de "guerra", capaz de aguentar pancadas, quedas e outros tipos de maus tratos.

Esteticamente agradável, se gostas de vermelho

A combinação de preto com vermelho já está completamente gasta nos produtos de videojogos, mas para todos os efeitos, estas continuam a ser as cores primárias da AOC. Esteticamente, o GH401 não está aqui para te surpreender. Se gostas de produtos com detalhes em encarnado, este headset é catita. Caso contrário, e se a estética é um fator definitivo para ti, o melhor é olhar para outras opções no mercado.

Para jogos competitivos, não é a melhor opção

O GH401 tem drivers de 50 mm. A qualidade do som é razoável, com um bom equilíbrio entre baixos, médios, e graves. Não há distorção sonora nem com o volume no máximo. Mas para gaming, e sobretudo para jogos competitivos, existe uma limitação: o Stereo 2.0 (significa que o headset só tem dois canais para emitir som, esquerda e direita). Há diversos headsets em que o som 7.1 é simulado, mas ainda assim, fazem um melhor trabalho do que o GH401 a indicarem-te de onde vêm os sons dos adversários.

Nos testes que realizei, comparativamente com outros headsets, no headset da AOC é mais difícil ter uma noção espacial do som. Para jogos de tiros, é crucial saber de que direção veio um som, para que possas atacar ou defender-te. Há headsets que oferecem o 7.1 através de emulação por software, mas com o GH401 isso nem é uma opção. No G-Menu da AOC não há qualquer opção para personalizar o som do headset.

Tem micro e dá para remover, mas...

Adoro headsets com microfones removíveis pela versatilidade que isso permite, mas neste caso o microfone é tão mau que vais querer tirá-lo e nunca mais usá-lo. O som capturado fica completamente insípido e monótono e há um ruído de fundo constante. O cancelamento de ruído é inexistente e com uma ventoinha apontada para ti acontecem interferências que anulam a tua voz. Este é, sem dúvida, o aspeto mais fraco do headset,

Conforto, bateria e versatilidade

A AOC afirma que a bateria tem capacidade para durar 17 horas, o que vai mais ou menos de encontro aos resultados dos nossos testes. Quanto ao conforto, durante as primeiras 2 / 3 horas foi confortável para mim. Depois desse período, começo a ficar com as extremidades superiores das orelhas doridas porque, apesar do acolchoamento lateral, estas partes ficam pressionadas contra uma superfície dura no interior do auricular.

A versatilidade é um ponto a favor do headset. Funciona sem fios (através da Pen com frequência 2.4 GHz) no PC, PlayStation 5, e Nintendo Switch. Também podes usar o headset noutras plataformas como a Xbox e smartphones através do cabo 3.5 mm incluído na embalagem.

Conclusão: o AOC GH401 vale 80 euros?

A dura realidade é que, por este preço, há alternativas com menos compromissos. Para uma marca que se está a iniciar neste mercado, a AOC tem claramente ambição de competir diretamente contra os grandes nomes instalados, mas no que toca a qualidade, ainda tem trabalho pela frente.

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Sobre o Autor
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Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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