Rise of the Tomb Raider Análises

Rise of the Tomb Raider - Análise

Rise of the Tomb Raider - Análise

Lara está de volta mas sem a ambição sugerida pelo nome.

Depois do reboot de 2013, o Crystal Dynamics está de volta para dar ao mundo mais Tomb Raider. O reboot serviu para reintroduzir Lara Croft ao mundo, para a afastar da super-heroína e a apresentar como um ser humano. Ao longo da sua jornada em Yamatai, Lara pagou o preço da ambição de seguir os passos de seu pai, o preço de explorar o inexplorado. A jovem e imatura Lara Croft começou como uma menina assustada e quanto terminou estava mais firme e decidida. Pelo caminho aprendeu novas habilidades, desafiou os limites da dor, levou porrada até meter medo e aprendeu a sobreviver. Em Rise of the Tomb Raider, o reencontro com Lara Croft será precisamente depois de Yamatai, quando está pronta a dar mais um passo para se tornar numa corajosa exploradora e cada vez mais sem razões para negar a sua sede por adrenalina e perigo.

Depois do Japão, Lara e o seu amigo Jonah vão agora para a Sibéria à procura de um artefacto que possa devolver a credibilidade que foi roubada ao pai. Depois de uma breve passagem pela Síria, Lara passará todo o seu tempo na Sibéria a combater uma organização chamada Trinity. Esta organização, com o mesmo objectivo de Lara, irá ser o nosso principal inimigo em Rise of the Tomb Raider, quando os ursos não estão por perto, e o líder das operações na Sibéria o antagonista. O enredo, tal como tudo o resto no jogo, parece sofrer com uma falta de ambição e talvez timidez pois mais parece que o Crystal Dynamics não parou de jogar Uncharted. Criando uma espécie de identidade mista para o jogo. Apesar de inicialmente termos uma narrativa curiosa, que consegue surpreender em alguns momentos, rapidamente se torna banal e até confusa. Quando pensam que iam ter algo bem desenvolvido sofrem logo com os clichés que seriam tão fáceis de evitar. O enredo, tal como toda a experiência, mostra um estúdio que parecia ter medo de apostar nas suas ideias e preferiu seguir um livro de regras.

Parte dessa confusão é sentida logo na fase introdutória, quando saltamos entre a Sibéria e a Síria. Isto poderá até ser um incómodo para alguns pois os mais atentos vão reparar que ao longo do desenvolvimento o Crystal Dynamics espalhou pela internet fora as duas primeiras horas de jogo. Começamos na Sibéria para rapidamente saltar para a Síria e quando dão por ela estão novamente na Sibéria, agora de vez. Assim que recompostos da confusão, estão prontos para explorar Rise of the Tomb Raider e começar a aprender as mecânicas de jogo e mais do que no anterior, o gameplay poderá ser o factor decisivo. Apesar de beneficiar imenso com a inspiração em Uncharted, o reboot foi uma experiência mais ampla e ramificada, sem a maior linearidade da série de Nathan Drake e nesta sequela essa sensação sai reforçada, o que é bom. O que já não é tão bom e sentirmos que o estúdio está como Lara, ainda sem saber o que fazer consigo mesmo e quem é. Ora num momento temos Lara Croft a caminhar para Tomb Raider ora em outros momentos temos uma super-soldado que consegue armadilhar os corpos dos inimigos com explosivos como se fosse Rambo.

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