Resident Evil (2015) Análises

Resident Evil HD Remaster - Análise

Resident Evil HD Remaster - Análise

O cubo mágico de Mikami.

Resident Evil estrou-se no longínquo ano de 1996 mas foi somente em 1997, com a Director's Cut e a sua demo exclusiva de Resident Evil 2, que joguei pela primeira vez o jogo. Resident Evil é um daqueles clássicos, um daqueles jogões que ficam connosco e dos quais nos lembramos a qualquer momento. Tenho imenso gosto em poder dizer que o joguei. No entanto, o REmake para a GameCube, lançado originalmente em 2002, foi um daqueles casos em que o produto original foi completamente transformado e a experiência elevada imenso para nos dar aquele que é até hoje um dos meus jogos favoritos de todos os tempos. REmake foi sem quaisquer dúvidas um autêntico impacto, um jogo de deixar cair os queixos, um jogo que espantava pois elevava todo um aclamado gameplay a patamares impensáveis ao apresentar visuais inacreditáveis que quase tornavam real toda aquela experiência brutal e precisa.

REmake deu a devida e merecida intensidade gráfica a uma das melhores obras de entretenimento que a indústria dos videojogos alguma vez ousou criar. Shinki Mikami criou aqui o seu cubo mágico, um jogo que inicialmente parece desconexo, estranho e completamente surreal (especialmente no voice acting que de tão péssimo se torna bom e nos movimentos dos aterrorizados membros de uma força de elite da polícia) mas que quanto mais avançamos mais sentimos que tudo está ligado e que uma acção terá a sua devida consequência. Tudo tem o seu destino e origem, o nosso papel é estabelecer a ligação. Tal como num autêntico cubo mágico, inicialmente todas as cores misturadas vão dando lugar a um painel colorido que se vai encaixando a cada movimento. Também aqui o jogador vai alinhando tudo consoante apanha itens que terá que descobrir o destino, descobre quebra-cabeças que o vão deixar a pensar e enfrenta situações francamente surreais.

Tudo isto há 20 anos atrás, altura em que a internet não existia da forma actual e que descobrir truques ou dicas era tarefa executada no recreio da escola. Uma ou outra revista poderia apresentar um guia mas ainda assim poderíamos ser forçados a comprar revistas Espanholas sempre com o peso intenso do valor do jogo a questionar se o queríamos estragar. Um jogo tinha que durar meses e quem jogou REmake ou o original sabe que este jogo faz render o seu valor. Agora, a questão perante esta HD Remaster não é sobre a qualidade do material original, indiscutivelmente um produto de génio, a questão está sobre a qualidade do processo de conversão de um produto lançado em 2002 e que já em 2009 havia sido alvo de tratamento idêntico na Wii. Será que temos motivos para regozijar ou estamos perante a procura de dinheiro fácil por parte da Capcom que se aproveita da nostalgia de alguns?

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