FIFA 19 Análises

FIFA 19 (Switch) - Análise - futebol para todos

Enquanto os sistemas portáteis de videojogos permaneceram populares, tanto a EA e Konami, produtoras dedicadas aos jogos de futebol, encontraram em plataformas como a PSP, PS Vita e 3DS, vias para alargarem a sua audiência. Durante anos as portáteis receberam versões dos populares jogos de futebol, ao mesmo tempo das versões para consolas e PC. No entanto, o declínio de popularidade destes sistemas levou as produtoras a concentrarem as atenções nas plataformas domésticas, aperfeiçoando os respectivos jogos e estreitando a competição de forma unívoca.

Desde a introdução do motor gráfico Frostbite, a EA construiu mais melhorias e adicionou novos modos de jogo, reclamando a especificidade da versão consolas (PS4, Xbox One) e PC. Pondo fim a uma ausência de alguns anos nos sistemas da Nintendo, a EA retomou a ligação com a gigante de Quioto o ano passado, lançando FIFA 18 na híbrida Switch, uma versão desenhada especificamente para a consola, com um motor gráfico próprio, possibilitando uma experiência futebolística frente ao ecrã ou em qualquer lado.

A conveniência de FIFA passou a ser o maior slogan de uma versão que não trazia o modo Journey, nem possibilitava partidas online com os amigos. A jogabilidade satisfatória, tipicamente FIFA, e a adição dos principais modos de jogo, ainda que limitados nalgumas funcionalidades, assinalaram uma estreia possível, embora se percebesse que mais poderia ser feito e acrescentado, no que seria uma melhor capitalização do formato.

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FIFA 19 - Análise - edição dos campeões

Vivemos uma época de futebol mediatizado, dentro e fora das quatro linhas, com toda uma carga dramática associada a eventos, resultados e atletas. Cristiano Ronaldo é o primeiro grande jogador do futebol a singrar enquanto marca. Mais do que um atleta, encerra em si mesmo uma empresa, sendo a transferência ocasionada este verão, do Real Madrid para a Juventus, bom exemplo disso, produzindo uma ressonância mundial avassaladora. A Liga dos Campeões é actualmente a competição mundial de clubes de futebol, que mais se aproxima dessa definição de clubes-marca, nos quais pontificam os jogadores mais mediáticos e os estádios são vistos como verdadeiros parques temáticos.

É uma dimensão futebolística cada vez mais planetária e massificada, uma estrutura que a EA Sports procura deliberadamente acompanhar em FIFA, a sua produção que aponta ao realismo. Se a introdução do modo A Caminhada reflecte a assimilação do dramatismo ligado à vida dos atletas dentro e fora dos relvados, a aquisição das licenças da Champions, Liga Europa e Supertaça Europeia projectam-se como o mais recente degrau nesse trajecto, em ligação com a FIFA e UEFA.

Depois de anos a fantasiar com a maior competição de clubes da Europa, a EA integra nos seus vários modos de jogo (da Caminhada até ao Kick Off) o hino da competição e o arranjo visual da sua apresentação, ampliando o seu jogo de futebol com mais opções, enquanto devolve os jogadores o ambiente sobejamente conhecido como palco dos sonhos. A intenção da EA Sports assenta em recrear esse palco, com todo o realismo e dramatismo que lhe está associado, renovando a experiência de futebol, o jogo dentro das quatro linhas.

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