Dimension Drive

Fácil de aprender, difícil de dominar. Inspirado em "shmups" clássicos, tem no teletransporte o conceito nuclear e maior desafio.

Dimension Drive - Análise

Dimension Drive - Análise

Visão periférica.

Depois de Dimension Jumper, Brushed Away e Energy Ruch, o estúdio holandês independente 2 Awesome, formado pelo duo David Jimenez e Alejandro Santiago, está de volta com Dimension Drive. Curiosamente, ambos os fundadores passaram pela Agência Europeia do Espaço, antes de assentarem armas e bagagens na produção de jogos. Ambos procuram recuperar as gloriosas experiências arcade que marcaram o seu tempo de adolescência e juventude, mas tentam acrescentar novas perspectivas e elementos no design, como forma de imprimir uma nova direcção às suas produções.

Isso está bem claro em Dimension Drive, lançado no começo do mês de Dezembro para o Steam e agora também disponível na Nintendo Switch. Trata-se de um "shmup" sob perspectiva 2D e com "scroll" vertical" que parece prestar tributo a alguns clássicos do género como R-Type, Ikaruga e mesmo Radiant Silvergun. Por outro lado apresenta uma estética deveras "comic-book", ilustrado a partir do momento que nos é facultada a história. Jackelyne é uma sobrevivente de uma raça em extinção, obliterada pelos alienígenas Ashajuls. O conflito é de grande escala, a missão quase impossível.

O segmento narrativo ocupa algum tempo ainda antes de entrarmos no contexto bélico, com algumas cenas que não podemos passar à frente, mas compostas por uma boa arte ao estilo comic. Percorrida a fase inicial entramos no jogo. A novidade e elemento nuclear de Dimension Drive é a existência de duas realidades que correm lado a lado, no formato vertical típico dos "shmups" de perspectiva 2D. Jackelyne controla apenas uma aeronave, mas esta é capaz de teletransportar-se para a secção adjacente, e prosseguir o combate, enfrentando novas criaturas e puzzles.

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