Armillo

Armillo - Análise

Armillo - Análise

Salta, ataca e rebola.

Nem só de jogos de grande orçamento se faz o mercado de videojogos. Pequenas produções independentes constituem muitas vezes uma séria e invejável alternativa ao núcleo de produções mais sonantes. Podemos encontrar imensas pérolas nesta oferta que tende a ter o preço mais reduzido como uma das grandes vantagens, muitas vezes até quase insignificante diante do conteúdo em causa. Claro que nem todas as produções atingem o mesmo grau de qualidade, mas é importante lembrar que estúdios mais limitados, muitas vezes constituídos por um punhado de programadores obstinados, não estão sujeitos a "deadlines" e outras restrições. Trabalham naquilo que lhes parece ser uma boa ideia com pernas para andar ou um conceito diferente e alternativo ao jogo mais conhecido. Só o orçamento não lhes permite ir mais longe, mas com algum sacrifício a nau navega até bom porto.

De certa maneira, é isso que o pequeno estúdio Fuzzy Wuzzy Team nos vem revelar com Armillo, um jogo que entrou em produção em 2011 e que foi alvo de sucessivos melhoramentos até ser editado, pela primeira vez, na eShop da Nintendo Wii U, a 3 de Julho. Para a Nintendo, é igualmente relevante esta vaga de produções independentes, com algumas delas, como Armillo, a chegarem primeiro à sua loja virtual. Numa altura em que o fluxo das maiores produções é menor, as atenções voltam-se para títulos como este. E bem que podem atentar em Armillo, porque a Fuzzy Wuzzy Team foi capaz de partir de influências como Super Mario Galaxy e Sonic the Headgehog e imprimir uma nova força ao tema dos mundos esféricos, com modelos de interacção muito seguros.

Armillo recebeu influências de Super Mario Galaxy, ao partir de mundos esféricos totalmente 3D, mas amparado pela jogabilidade típica de um Sonic, algures entre as duas e as três dimensões, com aqueles corredores de velocidade, rampas de lançamento, muitos "tilts", obstáculos, portais, muitos saltos e desafios. A personagem principal é um "armadillo" antropomórfico que num belo dia vê o seu planeta ser atacado pelos maquiavélicos Darkbots, instalando o caos onde se encontram. Caberá ao herói do jogo resgatar os seus amigos feitos prisioneiros e libertar todas as galáxias. Não é uma aventura muito longa, mas o seu nível de exigência, sobretudo após a entrada na segunda galáxia, irá implicar um aumento do tempo de jogo através do processo de tentativa e erro e também devido à escassez de vidas.

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