The Persistence

Uma atmosfera arrepiante que só não é mais imersiva devido às limitações da realidade virtual.

The Persistence - Análise - Spaaaace!

The Persistence - Análise - Spaaaace!

Um enjoo de outro mundo.

Já ouviste falar da expressão "faca de dois gumes"? Pois bem, para mim, esta é a forma perfeita de descrever a realidade virtual. Em teoria, o conceito funciona na perfeição - basta colocares uns óculos especiais e és imediatamente transportado e emergido num mundo inteiramente virtual, a toda a tua volta. Todavia, existe uma série de arestas a serem limadas no que diz respeito à tecnologia e The Persistence, infelizmente, revelou-me as fragilidades da realidade virtual e como ainda existe um longo caminho a percorrer. Por esta altura, suponho que já saibas aquilo a que me refiro: os enjoos causados pela tecnologia.

Até então, já tive a oportunidade de experimentar uma série de jogos da realidade virtual e, por isso mesmo, gosto de pensar que ganhei uma certa resistência e tolerância à tecnologia - no entanto, no caso específico de The Persistence, foi complicadíssimo conseguir abstrair-me das sensações físicas que o jogo me causou que, por norma, só me afectam nos momentos iniciais de um título, quando o meu cérebro ainda está a tentar adaptar-se à nova realidade.

Até porque, na minha modesta opinião pessoal, para um jogo de realidade virtual funcionar na perfeição, o movimento da câmara dentro do jogo tem que ser reduzido ao máximo: Moss é o exemplo mais próximo do ideal que te consigo dar, onde assistes aos eventos do jogo a partir de uma perspectiva aérea e tudo acontece em menor escala, à tua frente. E tal não acontece em The Persistence.

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ArtigoThe Persistence perfila-se como uma das melhores experiências sci-fi e terror no sistema PS VR - Antevisão

Quanto tempo conseguirás sobreviver a bordo de uma nave infestada de inimigos?

Fãs da ficção científica, eventos espaciais, ciência e filmes como Alien, provavelmente vão encontrar em The Persistence a experiência mais em sintonia com esses universos. Não sendo propriamente um jogo de "survival horror", envolve vários elementos e revela-se mais abrangente. Todavia e desde a sua apresentação, que o trabalho do estúdio britânico Firesprite tem merecido toda a nossa atenção. Esta é uma obra destinada a transcender fronteiras, sobretudo no que toca ao aproveitamento da imersão emprestada pelo sistema PlayStation VR, o que dará um alcance adicional.