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FIFA 21 é um jogo mais rápido e dotado de novas opções ofensivas

Criatividade ao serviço dos avançados

Por força da pandemia, a maioria das competições internas de países europeus prolongaram-se até ao final do mês de Julho, e Agosto, no caso da Liga dos Campeões. É uma temporada anormal em termos de calendarização, mas, numa grande maioria, nem por isso deixaram de ser terminadas as provas em curso. A indústria dos videojogos, como qualquer outra, também sentiu o impacto provocado pela propagação do vírus Covid-19, com efeito em muitos lançamentos e produções em desenvolvimento.

A EA não é excepção e por esta altura muitos fãs do futebol virtual perguntam-se sobre o que será de FIFA 21 para este ano. Ainda que um pouco mais tardiamente do que é habitual, 9 de Outubro é a data prevista para pontapé de saída da nova temporada futebolística virtual. Normalmente o calendário de FIFA começa em Setembro, tendo Outubro surgido como opção por força dos efeitos da pandemia. Contudo, os fãs podem estar tranquilos, pois mesmo tendo muitos dos seus produtores a trabalhar em casa, a EA está a ultimar uma nova temporada virtual com amplas melhorias.

Nós já tivemos a oportunidade de aceder ao jogo, num evento virtual exclusivo, ao mesmo tempo que nos foi dada a possibilidade de jogar uma versão beta de FIFA 21, ainda que em desenvolvimento e por isso não representativa do que será o produto final. Neste artigo através do qual descrevemos o primeiro contacto com FIFA, estamos circunscritos ao tema da jogabilidade, pelo que outros temas, funcionalidades e opções serão publicados em breve.

A dinâmica dos dribles potencia novas oportunidades de golo.

Enquanto produto globalmente considerado, FIFA é a casa para uma experiência futebolística que assenta especialmente na quantidade de licenças em matéria de jogadores, clubes e selecções. A crescente importância dos eSports relançou o jogo da EA, mas nada disto serve sem o cerne, o núcleo da jogabilidade, o primeiro contacto que qualquer pessoa tem com o jogo assim que é dado o pontapé de saída. Sem uma jogabilidade cativante e realista, FIFA não seria possível como hoje o conhecemos.

Drible ao alcance dos melhores avançados

Se a capitalização em termos de licenças é um dado garantido, não é menos relevante a atenção dada aos pormenores da posse e troca de bola, dinâmica crucial para um futebol que prima pelo realismo e pela captura do que vemos na realidade. Cada vez mais os produtores ensaiam exemplos do jogo, no virtual, partindo de situações reais. Uma delas é precisamente a técnica de drible. O que dantes era um movimento mais robotizado e mecânico, é hoje mais ágil e versátil. Isto implica um domínio acima da média dos comandos, mas quando assumimos o controlo de jogadores rápidos como é Mbapé, o avançado do Paris Saint Germain, é deste tipo de movimentos que falamos. Este avançado, tal como outros notáveis do futebol, é capaz de flectir e romper mais facilmente numa situação de drible.

"A atenção dada aos pormenores da posse e troca de bola, dinâmica crucial para um futebol que prima pelo realismo"

Com esta técnica cria-se mais uma chance de oportunidade, um avanço sobre os adversários através de uma refinada técnica de controlo da bola e progressão. Se isto é mais divertido por um lado, também incrementa as chances de perda de bola perante um defesa mais robusto e igualmente ágil no desarme.

A EA pretende desta forma favorecer a criatividade, fluidez e melhor resposta dos comandos, sobre os quais assenta a jogabilidade. E na realidade a resposta é melhor nas execuções, ao nível dos passes e recepção da bola, numa ligação mais económica e fluida, ao invés da contemporização que fez parte dos esforços mais recentes da saga. Entre as habilidades especiais contam-se o drible tipo ponte, capaz de deixar os adversários colados ao relvado e o "ball roll fake turn", um movimento igualmente capaz de colar o adversário. Para além da dificuldade na execução, nem todos os jogadores são capazes destas técnicas.

Mexidas no colectivo ofensivo e defensivo

Outro aspecto alvo do trabalho dos produtores respeita ao "positioning personality", que não sendo uma técnica entregue ao jogador, funciona como uma melhoria da inteligência artificial. Isto resume-se a interpretar o seguimento do avanço da bola, tanto no ataque como na defesa, levando a que os avançados escolham o melhor momento para reagir, colocados no sítio certo, o mesmo sucedendo com os defesas no que respeita à intercepção dos passes. Isto parece resultar num futebol mais cómodo e capaz de gerar mais aberturas e espaços nas zonas ofensivas, mas os defesas estarão atentos.

As colisões, ainda que moderadas ou breves parecem surtir mais efeitos, num rechaçar mais realista da bola. É algo já em avanço nos FIFA anteriores, mas desta vez com maior incisão, com os seus movimentos naturais e fluidos. Os desarmes integram esta categoria. Por fim, as "creative runs", enquanto movimento de equipa, novamente num sinal de leitura da jogada e interpretação do melhor movimento por parte da inteligência artificial. O resultado constitui um movimento articulado entre os jogadores que avançam tendo em vista novas oportunidades.

Isto posto parece levar-nos à conclusão de um FIFA mais rápido e fluido, com mais chances de oportunidades e desmarcações. Mas a inteligência artificial parece interpretar melhor as nossas abordagens, esperando-se da defesa boas reações e prontos desarmes in extremis. Jogadores mais capazes lucrarão com as novas habilidades, nas situações de drible e de um para um, desde que estejam na posse dos jogadores mais capazes para as executar.

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Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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