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Far Cry 2

Passaporte para África.

Pelo calor abrasador e o ar sufocante e húmido de África, uma zebra parece indiferente a todo este clima agreste. Calmamente vai pastando em conjunto com a sua manada. De repente toda esta calmaria e sossego é interrompido por um rugido, e toda a manada passa a ficar estática e em estado de alerta. Donde virá?

Em toda a planície não se vê viva alma, e como o rugido do leão é projectado no chão, as zebras não sabem de onde vem o ataque. Pela sua experiência sabem que podem ser atacadas numa questão de segundos, onde esses mesmos segundos são a sua oportunidade para sobreviver.

Esta descrição da vida selvagem em África, revela bem a forma de jogar e o ambiente envolvente de Far Cry 2, a sequela directa do portento tecnológico e paradisíaco de há 4 anos atrás, dessa feita pelas mãos da Crytek. Mas agora o ambiente é mais agreste, duro e muito perigoso.

A Ubisoft, produtora de Far Cry 2, transporta o jogador para um país e território ficcional, no meio de África, onde imperam as facções de guerrilhas pelo controlo das terras, recursos e drogas. Todos os estereótipos de África estão presentes, desde o tipo de habitações, fauna e flora, doenças como a malária, raças, e um sentimento quase penetrável de exaustão e de sufoco.

Far Cry 2, não pretende apenas ser uma sequela, um bater no filão de ouro para jorrar dinheiro fácil, mas sim algo que quebra com o seu antecessor na forma de abordar a temática. Enquanto que em Far Cry tínhamos um ambiente irreal, com super poderes e acontecimentos alienígenas, em Far Cry 2, tudo isso é quebrado, pegando-nos e arremessando-nos contra o chão poeirento de África, e dizendo ”Tu és falho.”

Todo este sentimento de ”sermos humanos”, e de fragilidade, impera em cada acção que façamos, e é nesta característica que achamos que o jogo inova.

Rara beleza de África.

O jogo não tem uma linearidade evidente, pois precisamos de pesquisar, e escolher o nosso percurso, tudo vai depender de nós, se queremos uma abordagem mais radical, ou uma abordagem mais cuidada e cautelosa. Não somos um super herói, somos no fundo alguém que está ali para resolver um problema.

Podemos escolher entre 8 personagens distintas, após isso todas as outras passam a ser NPC, os quais irão passar a interagir no desenrolar do jogo. O nosso objectivo é matar “The Jackal” um negociante de armas que vive às custas das guerras entre as facções dominantes, vendendo armas em ambos os lados. Como iremos cumprir a nossa tarefa? Isso cabe a cada um de nós descobrir, pois Far Cry 2 tem um vasto território de Km2 à espera de ser explorado.

Voltando à introdução, e efectuando uma analogia directa com a jogabilidade, no ambiente de África somos o leão, e a nossa forma de abordar todos os desafios e entraves, é similar ao ataque desse felino. Dizemos isto, porque o ambiente em volta, desde as ervas altas, as rochas, os morros, as árvores, os riachos, o pó, tudo serve para nos ajudar a aproximar do inimigo. Tal como quando um leão ataca, temos que andar com cuidado para que os outros animais em redor não avisem a nossa chegada.

Sobre o Autor

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Jorge Soares

EG.pt Master of Puppets

Sempre ocupado e cheio de trabalho, é ele quem comanda e gere a Eurogamer Portugal. Queixa-se que raramente arranja tempo para jogar, mas quando está mesmo interessado num jogo, lá consegue arranjar uns minutos. Tem mau perder e arranja sempre alguma desculpa para a sua derrota, mas no fundo, é o que todos fazemos.

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