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Escolhas dos Leitores 2022 - 20 ao 16

Os melhores jogos do ano.

Parece mentira mas já passou mais um ano, e após a pandemia COVID-19 abanar por completo as nossas vidas, sabemos que a noção do tempo ficou distorcida, a nossa paixão pelos videojogos ficou maior do que nunca. Ao longo desses meses, o nosso adorado passatempo manteve-nos entretidos e distraídos de um mundo bizarro e desconhecido.

Este atual ano de 2022 também começou com a pandemia, entre outros momentos marcantes e trágicos, mas sempre com os videojogos para nos acompanhar e ajudar a distrair a mente ao fornecer um escape para outros mundos. É pela sua importância nas nossas vidas, pelo gosto e encanto que nos trazem, que os queremos celebrar novamente contigo.

Devido a imprevistos, não conseguimos apresentar o formato tradicional, com os habituais comentários da comunidade e por isso pedimos desculpa. Sabemos o quão importante é para a comunidade participar nesta votação e também gostamos de ler os comentários dos que dedicam um tempinho a partilhar um pouco mais de si.

Tal como aconteceu contigo, também nós aqui na equipa do Eurogamer Portugal passamos por momentos menos bons, tivemos dramas familiares e momentos que questionaram a nossa sanidade. A todos os que nos acompanham e de alguma forma ajudam a alimentar a comunidade, o nosso obrigado. Também te queremos agradecer pelo voto e contributo, é uma das nossas partes favoritas do final de cada ano e o vosso apoio ajuda-nos a continuar.

Vamos então à primeira parte da tabela e aos primeiros 5 nomes nesta lista diferente do habitual. Num ano de adiamentos e algumas desilusões, 2022 ficará marcado por fenómenos como Elden Ring, mas também por recordes batidos por jogos como God of War: Ragnarok, Splatoon 3 e Pokémon Scarlet/Violet, que nos mostraram como esta indústria está de boa saúde.

Caso estejas interessado, eis as anteriores votações:

20. Need for Speed: Unbound

  • Estúdio: Criterion Games
  • Editora: EA
  • Plataformas: PS5, Xbox Series, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Need for Speed: Unbound não é um triunfo incontestável como esperava da Criterion Games, mas é um jogo de condução arcada em mundo aberto muito divertido. A elevada personalização de veículos, a estética anime e a sensação que a tua habilidade de condução são constantemente testadas fazem parte do seu apelo. Pelo outro lado, a gestão do dinheiro e implacável polícia geram algum atrito que podem interferir com a sensação de gratificação instantânea que esperas de um jogo de condução arcada.


19. Triangle Strategy

  • Estúdio: Square Enix, Artdink
  • Editora: Square Enix, Nintendo
  • Plataformas: Nintendo Switch, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Triangle Strategy tornou-se num dos meus jogos preferidos na Nintendo Switch e dos últimos 10 anos. É um título desenvolvido com um carinho especial pelos clássicos de outrora e que lhes adiciona algumas ideias que tornam o género tão divertido atualmente como nas gerações em que parecia jamais desaparecer. Fire Emblem sempre manteve a chama viva, mas agora já não luta sozinho pela relevância e mérito dos Tactical RPG japoneses, recebeu a companhia de Triangle Strategy que dificilmente conseguirás largar. Após as primeiras horas, com uma construção extremamente lenta dos eventos, mundo e personagens, darás por ti hipnotizado por cada novo evento e sempre a tentar superiorizar-te a cada nova batalha. Para consumir de forma apaixonada.


18. Ghostwire: Tokyo

  • Estúdio: TangoGameworks
  • Editora: Bethesda
  • Plataformas: PS5, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Debati-me imenso sobre o selo de recomendado em Ghostwire: Tokyo devido à fragilidade que algumas falhas significam para a experiência no geral, mas enquanto fã de jogos de ação e aventura, com foco na narrativa e especialmente localizados no Japão, não consigo deixar de recomendar este trabalho da TangoGameworks. Sim, o gameplay é relativamente simples, mas adorei descobrir este jogo tão diferente e confesso que dei por mim viciado nas atividades secundárias, sempre à procura de novas lendas urbanas em Tóquio, com um sabor tão caracteristicamente japonês. A atmosfera alcançada é mesmo cativante. Se este é o tipo de experiências que a Tango fornecerá em exclusivo à Xbox, então Ghostwire: Tokyo poderá assumir contornos ainda mais especiais. É um jogo que merece carinho e espero que não seja reconhecido apenas nas listas de final de ano como "um dos grandes jogos de 2022 que ninguém jogou".


17. OlliOlli World

  • Estúdio: Roll7
  • Editora: Private Division
  • Plataformas: PS5, Xbox Series, PS4, Xbox One, Nintendo Switch, PC
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Há várias outras coisas de valor que ainda não referi. Tem um editor de personagens incrível, com imensos itens de personalização. E quanto mais desafios completares, mais serão os itens que vais desbloquear para personalizar ainda mais a tua personagem. Os itens são tão fixes que realmente ficas com vontade de os desbloquear. E a banda sonora... é perfeita, assentando que nem uma luva na atmosfera que o jogo transmite. Em suma, OlliOlli World é uma grande surpresa para começar o ano e que merece a tua atenção se aprecias o género.


16. Splatoon 3

  • Estúdio: Nintendo
  • Editora: Nintendo
  • Plataformas: Nintendo Switch
  • Página do jogo

O que dissemos na nossa análise: Isto traz-nos até aqui, que Splatoon 3 recupera boa parte da estrutura do jogo anterior. É normal que os fãs dos anteriores, especialmente de Splatoon 2 reconheçam o ambiente, as mecânicas e o tipo de desafios. Splatoon 3 soa muito mais a evolução, no entanto apresenta uma nova aventura single player bem mais consistente e inventiva, com diferentes puzzles que nos levam a testar as mecânicas e a tomar conhecimento das armas e das armas especiais, com boas recompensas e muitas áreas secretas.

Em termos online é sobretudo a consistência que prevalece, e embora muitos modos e opções de jogo sejam recuperados há uma boa variedade dos meios à disposição, com ajustes e novas armas que tornam ainda mais caóticas as batalhas. Splatoon 3 não surfa a onda gigante de novidades, mas consolida o online e produz uma bem desafiante e entusiasmante campanha “single player”. Outros modos serão adicionados em tempo, pelo que também estaremos de olho nessas futuras adições.


Sobre o Autor
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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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