Se clicares num link e fizeres uma compra, poderemos receber uma pequena comissão. Lê a nossa política editorial.

Entidades britânicas querem ver as caixas de loot consideradas como jogo de sorte

Pedem regulamento mais apertado e consciencialização.

A Royal Society for Public Health, com o apoio da GambleAware, apresentam a Skins in the Game, uma investigação na qual relatam como as caixas de loot representam um perigo para a saúde mental dos mais novos.

Há muito que decorre o debate em torno das caixas de loot nos videojogos e o consequente risco de causar ludopatia nos jovens e crianças, que podem dar por si viciados e a apostar descontroladamente nas probabilidade de obter o item desejado, gastando imenso dinheiro no processo. Frequentemente, sem conseguir obter esse desejado item.

No entanto, o relatório Skins in the Game da RSPH visa apelar a uma reação concreta das autoridades britânicas, para legalizarem tais mecânicas nos videojogos como uma forma de jogo de sorte, com a obrigatoriedade de se submeterem as respetivas leis.

O relatório aponta que as crianças e adolescentes estão a normalizar os jogos de sorte nos videojogos e 58% dos jovens inquiridos (entre os 11 e os 24 anos), acreditam que as caixas de loot representam uma forma altamente viciante de jogos de sorte. Além disso, dois em cada cinco jovens compram caixas de loot, mesmo sabendo que os itens são aleatórios e não sabem o que vão obter.

No Reino Unido, o valor do mercado das caixas de loot é superior a 780 milhões de euros e as autoridades continuam a sua luta para consciencializar pais e familiares, especialmente quando os jovens admitem que usam até o cartão de crédito dos país ou até pedem dinheiro emprestado para comprar uma caixa de loot e tentar a sua sorte.

Perante isto, a RSPH pede às autoridades que ajudem a implementar ferramentas para impedir gastos desenfreados em caixas de loot, que sejam criados programas educacionais para pais e que os professores possam ajudar os mais jovens, especialmente através de inserção dos jogos de sorte como matéria escolar informativa.

Além disso, é feito o apelo para que o vício nas caixas de loot seja reconhecido de forma mais ampla para que seja uma matéria estudada nas escolas e universidades.

Sobre o Autor

Bruno Galvão avatar

Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

Comentários