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Digital Foundry - É Doom o shooter de consola a 60fps com melhores visuais?

É hora de descobrir a resposta.

É fácil ficar impressionado com o novo Doom mas a pergunta que merece resposta é se o novo jogo da Bethesda é o shooter a 60fps para consolas com o melhor aspecto que já vimos. Graças ao idTech 6, o novo jogo consegue apresentar sombras e iluminação dinâmica, além de uma panóplia de efeitos que em conjunto, funcionam de bela forma.

A resolução dinâmica é um dos grandes trunfos do idTech 6 e será difícil encontrar os momentos em que a resolução desce da 1080p na PlayStation 4. Na Xbox One, a resolução fica, na maior parte do tempo, a 900p e até desce para 720p, mas devido à técnica anti-aliasing utilizada, o aspecto não sofre muito. O jogo mantém um aspecto nítido e livre de artefactos.

O maior feito de Doom é a forma com conjuga tão facilmente uma incrível quantidade de efeitos, que consegue algo que pode ser descrito como poesia em movimento. É algo raro ver num shooter de consola a 60fps, especialmente com esta qualidade. Efeitos de partículas são idênticos em todas as plataformas, e existem efeitos alpha, partículas de poeira e sombras que reforçam o aspecto gráfico dos cenários.

Ao longo de todo o jogo, é usado um efeito de campo de profundidade de alta qualidade, visível ao escolher as armas ou em certas cutscenes. Reflexos screen-space estão presentes e correctos em todas as versões do jogo, conferindo maior realismo com os reflexos espalhados pelas diversas superfícies. O motion blur também é aplicado com grande qualidade e beneficia o movimento frenético do jogo. Apesar do motion blur não afectar o rácio de fotogramas, desactivar essa opção ajuda a reduzir a frequência com que a resolução altera.

A aberração cromática é um efeito que também está presente, e apesar de não gostarmos e ser possível desactivá-la, encaixa bem na atmosfera do jogo e poderá ser do agrado de muitos. Um dos efeitos que mais impressiona são os mapas de sombras, que acrescentam profundidade aos cenários e criam algo superior ao que existia na versão anterior do motor.

Tal como no idTech5, a funcionalidade Mega Texturas é outro dos argumentos de maior relevo no novo motor mas graças à maior memória das consolas e do PC, não temos o problema de pop-in da versão anterior. A resolução de texturas é maior e o pop-in é menos evidente, mas ainda existem poderá ser visível a textura ganhar uma versão de melhor resolução à nossa frente.

Algo que não podemos deixar de elogiar é o trabalho com as animações, separa Doom do resto. O jogo da Bethesda tem das melhores animações jamais vistas num jogo. Está superior ao que foi apresentado na anterior versão do motor, e beneficia com o design aberto dos mapas pois os inimigos podem seguir-te para onde quer que vás e as suas animações estão à altura da exigência.

O melhor feito de Doom é a forma como respeita o original, glorifica a sua fórmula e acerta em tantas coisas ao mesmo tempo. É algo que se sente fresco, altamente divertido e sem nada que se pareça.

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Bruno Galvão

Redator

O Bruno tem um gosto requintado. Para ele os videojogos são mais que um entretenimento e gosta de discutir sobre formas e arte. Para além disso consome tudo que seja Japonês, principalmente JRPG. Nós só agradecemos.

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