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Color Zen - Análise

Geometria abstracta.

A chegada de imensas produções independentes às plataformas da Nintendo (3DS e Wii U) veio renovar amplamente o leque de jogos disponíveis na eShop, a um ritmo semanal e com opções amigas para as carteiras menos guarnecidas, sem perder de vista outros critérios relevantes como qualidade do software e conteúdo. A variedade de géneros proporcionada por esta vaga de títulos menos conhecidos do grande público leva a que quase todos os utilizadores acabem por encontrar um jogo que lhes diga mais, facilitando a aquisição.

Um dos géneros mais preenchidos nesta vaga de títulos disponíveis na eShop tem sido precisamente os jogos de puzzle. Uns mais claros em termos de regras, outros mais abstractos, é nesta última categoria que (re)descobrimos, Color Zen, uma interessante proposta da Cypronia que depois de viajar por plataformas como IOs e Android, chega às consolas da Nintendo. Escusado é dizer que este título que concilia cores, formas geométricas e música num quadro fortemente interactivo volta a servir-se do ecrã táctil da 3DS para permitir um imediatismo perfeito, onde o toque e a facilidade de movimento das formas assumem primazia.

O ecrã superior não mostra mais que o título do jogo e algumas indicações sobre o nível escolhido.

A dificuldade mais visível nesta conversão reside no aproveitamento do segundo ecrã, neste caso o ecrã superior da 3DS. Dado ser um jogo oriundo dos "smartphones", é natural que ao converter o jogo para uma consola com duplo ecrã, os produtores do jogo tenham optado por manter a estrutura original e relegar para um segundo plano o outro ecrã. Daí que o ecrã táctil seja o mais relevante para a experiência. É através dele que começam por deslocar com o dedo ou com a stylus (para uma melhor precisão) determinadas formas geométricas. Nem todas estas formas são deslocáveis. Depois há aquelas formas que se agitam ao som da música e que podem ser tocadas e atiradas de encontro a certas figuras. Se as formas em colisão tiverem a mesma cor, há uma expansão dessa cor. O objectivo passa por extinguir todas as formas geométricas de modo a que a última cor, em fundo, cubra por completo o ecrã.

Não existe tempo limite nem pontuação. Podem demorar o tempo que quiserem, recomeçar quando quiserem ou passar para o puzzle seguinte. Nesta hipótese, se passarem para o puzzle seguinte sem concluírem o actual terão que consumir um crédito. Como existem cerca de 120 puzzles por categoria e o número de créditos corresponde a cinco, terão que os consumir com alguma parcimónia se quiserem passar à categoria seguinte.

Ao princípio o jogo revela-se demasiado simples, ao ponto de as primeiras vintenas de puzzles quase se resolverem de olhos fechados, mas não se deixem enganar. O "tutorial" fornece as instruções necessárias, especialmente a regra que nos diz que ao fazermos colidir formas com determinadas cores resulta uma cor de fundo concreta, o que significa que em puzzles mais avançados terão que trabalhar nesse aspecto e todos os processos de interacção que aprenderam ao início não são mais do que bases para resolver outros puzzles.

460 puzzles para resolver.

O arranjo geométrico e colorido imprime uma estética muito forte e um design altamente peculiar, envolto em sonoridades electrónicas criadas pelo artista norte-americano Steve Woodzel e que funcionam como um "time-extend". Não obstante este peculiar arranjo, Color Zen funciona melhor quando jogado em curtos períodos de tempo, podendo ser durante intervalo entre outros jogos ou quando já estão na cama. Isto porque ao fim de algum tempo e dado o grande conteúdo agora disponível, poderão sentir uma tendência para a repetição.

O jogo apresenta ainda assim quatro grandes categorias em termos de puzzles: "Classic", "Reflection", "Serenity" e "Nature". À excepção do segundo modo que se configura como um modo espelho, as diferenças entre os outros modos não são muito significativas. No entanto formam um bom conteúdo, garantindo jogo por bastante tempo.

Color Zen é uma proposta muito satisfatória da Cypronia e um desafio acessível e altamente intuitivo. Sendo um mundo de formas geométricas, maioritariamente abstractas, funciona como um convite para uma experiência relaxante e imersiva, sobretudo quando nos deixamos levar por aquelas cores e sonoridades electrónicas. Não oferece modos online, multiplayer, nem tabelas de liderança. Só puzzles. 460 ao todo. Atendendo ao particular preço de 2,99 euros, vale a pena deixarem-se contagiar.

7 / 10

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Sobre o Autor

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Vítor Alexandre

Redator

Adepto de automóveis é assim por direito o nosso piloto de serviço. Mas o Vítor é outro que não falha um bom old school e é adepto ferrenho das novas produções criativas. Para além de que é corredor de Maratona. Mas não esquece os pastéis de Fão.

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