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Cliff Bleszinski defende a EA e o modelo das microtransações

"Se não gostam de microtransações, não gastem dinheiro nelas."

Cliff Bleszinski, o designer de Gears of War e ex-funcionário da Epic Games, defendeu na última entrada do seu blog a Electronic Arts e o modelo das microtransações.

"A indústria dos videojogos é mesmo isso, uma indústria," começou por dizer Bleszinski, querendo transmitir a mensagem de que o objetivo das indústrias é fazer dinheiro.

Para Bleszinski, querer ganhar dinheiro e gerir um negócio não é necessariamente algo malvado, apesar de reconhecer que existem problemas óbvios em redor da ética empresarial.

Dito isto, o designer desabafou que está farto de ver os jogadores a criticar a Electronic Arts, seja pelo Origin ou pelo modelo das microtransações, que agora estará incluído em todos os jogos da editora.

"As pessoas adoram criticar o Origin, mas esquecem-se que durante muito tempo o Steam não valia nada. Ninguém o levou a sério no início," lembrou Bleszinski. "A Valve levou anos para moldar o seu serviço no que é hoje."

Se não gostam da Electronic Arts, Bleszinski tem um conselho simples para vocês: "Não comprem os seus jogos".

"Se não gostam de microtransações, não gastem dinheiro nelas. É simples. A EA tem pessoas muito inteligentes a trabalhar para ela (olá Frank, JR e Patrick!), eles não tentariam implementá-las se não funcionasse. Garanto-vos que existem equipas de analistas a estudar os números por detrás do comportamento do consumidor e que estão a estudar, como vocês, os jogadores, gastam o vosso dinheiro," continuou.

Bleszinski não consegue entender como é possível que "quando a Valve cobra $100 por um anel de noivado em Team Fortress 2 é algo porreiro, mas quando a EA tenta vender algo semelhante é vista como malvada". Mas não se fica por aqui, apontando o dedo à Blizzard por vender um animal de estimação em World of Warcraft (um jogo com mensalidades).

"Quando a Valve cobra $100 por um anel de noivado em Team Fortress 2 é algo porreiro, mas quando a EA tenta vender algo semelhante é vista como malvada."

Estas palavras não são uma crítica às outras companhias (Bleszinski sublinha que é um fã da Valve). A intenção do designer é abrir os olhos dos jogadores para o facto de que as outras companhias também estão nesta indústria para lucrar. A Electronic Arts não é a única.

O custo de produção dos videojogos é a justificação de Bleszinski para práticas como a implementação de microtransações.

"Ajustado à inflação, um videojogo habitual é agora mais barato do que nunca. Já para não falar das horas de diversão que recebem em comparação com um filme," disse. "Para produzir um jogo de elevada qualidade são necessários dezenas de milhões de dólares, e quando adicionais o marketing, pode ultrapassou os 100 milhões."

Com custos de produção tão elevados, Bleszinski não condena que as companhias tentem lucrar o máximo possível, argumentado que "os artistas, programadores, designers, e produtores que constroem os jogos que vocês adoram" precisam de comer e alimentar as suas famílias.

Concordam com Bleszinski?

Sobre o Autor

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Jorge Loureiro

Editor

É o editor do Eurogamer Portugal e supervisiona todos os conteúdos publicados diariamente, mas faz um pouco de tudo, desde notícias, análises a vídeos para o nosso canal do Youtube. Gosta de experimentar todo o tipo de jogos, mas prefere acção, mundos abertos e jogos online com longa longevidade.

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